A espiral descendente na Literatura.

A Literatura tem um forte impacto no mundo, desde que o homem aprendeu a se comunicar por textos, sejam eles compostos de letras convencionais modernas ou por símbolos outros. É através da Literatura que o conhecimento começou a ser disseminado além da oralidade e também a ser estocado e compartilhado de maneira mais prática. A partir disso o mundo se transformou drasticamente. Mas, por ter passado tanto tempo que a escrita está entre as pessoas, já não nos damos conta mais do papel que ela tem e de como é viver sem os benefícios dela.

Nos tempos atuais, estamos passando por uma transformação pela internet e as novas mídias. Redes sociais, messengers, compartilhamento de fotos, links, criação de vídeos e até uma certa infinidade de blogues e sites diversos de notícias e informações através do texto. Na época em que televisões eram algo comum pelas casas e computador não, a leitura de livros ou revistas já havia sido deixada de lado pelos poucos que ainda liam. E com a chegada e massificação das mídias digitais, a televisão foi substituída pelo Youtube e Netflix e os livros parecem ter sido ainda mais esquecidos, talvez em detrimento da possibilidade de criar sem custo de impressão com o uso do ambiente digital. Mas é difícil dizer a que passo anda a leitura no Brasil e no mundo em geral (de qualquer tipo que seja).

Segundo os últimos dados que vi, 73% dos brasileiros não leem. Se considerarmos o tamanho da nossa população, é alarmante pensar que quase toda ela está desvinculada da leitura. Claro que, de maneira informal, estamos todos sempre lendo alguma coisa ou outra, afinal até pra trocar mensagens pelo Whatsapp precisamos ler, assim como boa parte das pessoas lê, bem ou mal, posts de redes sociais e algumas notícias aqui e ali (creio). Mas, continua sendo um cenário preocupante, pois se é somente isso que estão lendo, imagino que a leitura deve estar falha, sem parâmetros, sem aprofundamentos e sem reflexões muito coerentes, pois o conhecimento humano passa, principalmente, pelos livros, em razão da estruturação mais profunda e prolongada do conteúdo, o foco e a própria prevalência de maior confiabilidade da fonte, uma vez que não é tão simples quanto rascunhar um texto gratuito qualquer pela internet.

Se de fato chegarmos a conclusão de que estamos ficando sem leitores, surge um segundo problema que é a quantidade e/ou qualidade dos escritores que temos ou teremos por aqui. É evidente que pra ser bom escritor, ler é essencial. Podemos escrever livremente, mas a qualidade do que escrevemos deveria ser alicerçada no que conhecemos e estudamos com os livros, as reflexões que fazemos a partir dessa longa jornada mastigando ideias e referências, cruzando informações, dados, opiniões, acontecimentos históricos, compreensão de diferentes obras de filosofia ou até mesmo a possibilidade de tocarmos em conteúdos traduzidos de autores estrangeiros para visões mais diversas e completas do ponto de vista cultural, político, além de termos a chance de ler autores de séculos anteriores, o que se opõem fortemente com os contatos imediatistas e instantâneos das comunicações de internet. Se estivermos sem leitores, estaremos também sem escritores ou pelo menos sem bons escritores. E se isso ocorre, temos menos gente disponível pra criar conteúdos que nos prendam a leitura. E assim, numa espiral descendente, teremos ainda menos leitores.

Eu não sou aquele que combate modernidades, apesar de saber que o contexto psicológico e social da maioria das pessoas, às coloca de forma pouco estruturada diante das tecnologias. Pela facilidade que temos de apertar o botão do mouse e assistir 15 minutos de um vídeo ou até mesmo de assistir coletâneas inteiras de episódios de séries, nos acomoda de tal maneira atrás das telas de computador, celular ou tablet, que é compreensível que muita gente esteja preferindo ver imagens e ouvir sons do que ler textos.

Consigo entender que estamos nos tornando multitarefas, consumindo diversas mídias ao mesmo tempo e até mesmo que reinventamos os modos de socializar, até porque, o que hoje está se tornando uma característica por conta das tecnologias, já fazia parte de mim, independente delas e, portanto, entendo que possa ser possível e positivo se bem desenvolvido. Eu tenho Distúrbio de Déficit de Atenção e, por muitas e muitas vezes, desde sempre, eu acabo facilmente distraído pra outras coisas, enquanto tento prestar atenção em uma aula, um filme ou a leitura de um texto. Inúmeras foram as vezes em que me peguei pensando por meia-hora em outras coisas a partir de uma sucessão de pensamentos por conta de uma lembrança ou reflexão que me levaram pra um longo caminho de saltos e desvios em relação ao conteúdo original.

Durante a infância e adolescência, quando percebia que estava nesses processos derivados da perda de atenção, já havia se passado um enorme tempo e eu havia esquecido o que estava inicialmente assistindo, lendo ou ouvindo. Claro que, felizmente, com o passar dos anos, acostumado com essa característica, acabei criando maior controle para evitar esses momentos que, embora muito bons e úteis, eram contraditoriamente ruins e inúteis, porque iam na contramão dos objetivos sociais por destoar da forma ou ritmo padrão de aprendizado ou socialização. Eu queria caminhar, apesar de tudo e essas características estavam atrapalhando, a princípio. Você já deve ter conhecido muita gente em situação parecida, que começa a contar algo sobre um determinado assunto e começa a abrir parênteses na comunicação e se estendem tanto que até se esquecem do que estavam falando. Com o Déficit de Atenção há também isso, mas há o mesmo problema na absorção do conteúdo.

E, como bom DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção), nome do “problema” que usamos também pra nos identificar, cá estou dando uma volta imensa pra falar de Literatura. Imagine quantas e quantas pessoas não são levadas pelas mesmas distrações (seja pelo DDA ou outros motivos) e que acabam abandonando os textos, os livros ou os conteúdos em geral, pela busca de conteúdos mais breves ou fracionados que possam ser absorvidos integralmente se divididos em trechos rápidos o suficiente pra que não dê tempo de se distraírem. Sei que o problema de muitos não-leitores em relação a leitura é tédio, preguiça e visão pejorativa do próprio ato de leitura, mas sei também que isso é sintoma e não causa. A causa disso tudo é, porém, uma questão mais pessoal do que cultural, embora em ambos os lados seja necessário e possível que mudemos a realidade.

Ler mais (assim como escrever), está relacionado ao quanto estamos acostumados com esse formato de comunicação. O hábito é muito mais do que aquela ideia poética de que magicamente as pessoas passam a gostar de ler apenas lendo. O hábito é fruto de vontade e de necessidade. Essas duas coisas juntas fazem nosso convívio com os conteúdos muito mais prazeroso. É chato ler por obrigação assim como é desgastante pra nossa mente e consciência ler um assunto ou tema que não gostamos ou não temos curiosidade. E em nossa sociedade, verdade seja dita, não despertamos entendimento nem mesmo de nossos reais gostos ou curiosidades, porque temos um preconceito gigantesco com praticamente tudo, sem nem mesmo conhecermos de verdade, já que, muitas vezes, somos apresentados de forma errada aos temas ou até mesmo à conteúdos ruins sobre tais assuntos.

É difícil fazer alguém gostar, por exemplo, de matemática se a maneira que apresentamos ela nos faz bocejar ou ficar de cabelos em pé em meio ao emaranhado de números. As coisas, por mais complexas que sejam, podem e devem ser explicadas da maneira mais simples possível, sobretudo com uso de muita criatividade, exemplos práticos e fusão de diversas áreas do conhecimento. E isso não ocorre em um sistema de ensino onde os professores são máquinas de repetir conteúdos que eles também aprenderam pelo mesmo sistema. Muita gente passou a vida sem comer brócolis, talvez traumatizados pela infância, época em que o paladar humano está mais voltado pra doces e, portanto, o brócolis e outras coisas parecem menos apetitosos. Mas, passado os anos, quantas pessoas se propuseram a redescobrir o sabor e a textura do brócolis? De maneira semelhante, somos traumatizados por um sistema de ensino falho que nos traumatizou com aulas maçantes, livros fora de contexto, redações escolares obrigatórias com temas e formatos pouco ou nada úteis, convívio escolar marcado por situações desagradáveis, uniforme escolar, estrutura precária e/ou antiquada e várias outras referências.

Se já superamos essa fase, é chegada a hora de revermos o quão proveitoso pode ser a Literatura. A internet, inclusive, pode ser uma grande aliada pra começarmos essa experimentação ou transição para conteúdos maiores e melhores. Há muita coisa na internet, em temas tão diversos que é praticamente impossível que pelo menos algo dela não seja motivo suficiente pra você dedicar tempo pra ler, nem que sejam algumas linhas por vez. E não faltam iniciativas ótimas que tentam nos reconectar pros aprendizados, em especial pela leitura.

No tempo do extinto Orkut, toda nossa participação na rede social se resumia a pequenas frases, saudações, emoticons e alguns gif-animados. Com a chegada do Facebook, demoramos um tempo pra nos adaptar e começamos bem lentamente, por poder postar apenas 12 fotos por profile. Com o sucesso da rede, os servidores se ampliaram pra atender a demanda de milhares de usuários e, assim, mais conteúdo foi possível de ser adicionado. Mas, inicialmente, tudo se resumia a pequenas postagens de status, como uma espécie de Instagram em modo texto, sobre o que cada um estava fazendo, pensando ou como estavam se sentindo. E com a massificação dos grupos / comunidades dentro do Facebook, os debates começaram a se ascender em diversos temas, com um sentimento de “obrigação” de comentar e dividir ideias sobre o que outros usuários estavam postando. Foi uma fase difícil onde muita gente socializava, porém dedicavam muito pouco tempo escrevendo ou lendo, até mesmo porque não mantínhamos o Facebook constantemente aberto no navegador ou celular, o que tornavam os debates bem pobres e superficiais.

Mas, a chegada de certos eventos e crises políticas e sociais no Brasil (alguns até internacionais) cutucaram o brasileiro pra uma conduta surpreendente de engajamento na internet e, como efeito colateral, textos maiores começaram a ser escritos e lidos. Acompanhei essa transformação como estudo e também como algo que estava vivenciando na prática junto aos demais. Gradativamente as pessoas foram de pequenas frases para curtos parágrafos e em pouco tempo estavam abertas para textos de 5 ou mais parágrafos sem nenhum incômodo pela extensão do conteúdo. Textos longos, ocasionais, eram absorvidos na íntegra e até comentados de forma massiva. Parecia um bom período pra Literatura, ainda que fosse via internet e por eventos momentâneos. Passamos por alguns altos e baixos e acabamos caindo numa época onde a moda era postar o chamado “textão” na internet. Grupos de debate, desconstrução e ativismo fizeram a vez por um bom período deixando algumas verdades pelo caminho, apesar de também deixar muito desabafo descabido. Mas de uma coisa eu agradecia: as pessoas pareciam estar lendo e escrevendo e descobrindo que isso não fazia cair os olhos ou os braços.

O Youtube não era ainda a carreira mais provável e desejável de tanta gente, então ainda se prendiam mais aos blogues, os sites de humor e os grupos. Agora, com a chegada de mídias diferentes e de tantos aplicativos de smartphone, as pessoas se acostumaram com um modelo de vida que é essencialmente baseado nessas tecnologias todas, desde o consumo, a produção de conteúdo, a socialização e, por fim, o trabalho de maneira profissional ou que aspira ser. O Youtube invadiu a vida e a mente das pessoas de tal forma e com tal quantidade de conteúdo que muita gente de fato largou tudo e todos e foi viver o Youtube, produzindo e assistindo. Não é de se surpreender que a indústria literária teve uma grande baixa nos últimos tempos. Estamos em crise literária, não só do ponto de vista financeiro das editoras e livrarias, mas da própria Literatura em geral, em produção e leitura, seja digital ou não.

É claro que textos longos afastam muita gente, especialmente em uma época onde a velocidade das informações é tanta que estamos numa constante ansiedade pra cumprir cada vez mais coisas. Atualizamos a tela do navegador de maneira compulsiva em busca de mais, mais e mais, desde que sejam conteúdos rápidos, curtos, superficiais. Trocamos os textos por hashtags, trocamos as fotos autorais por imagens genéricas do Google, trocamos os vídeos por trechos específicos convertidos em gif-animados e trocamos, muitas vezes, até a produção de conteúdo por um simples arrastar e soltar de qualquer coisa para dentro das páginas de Facebook, blogs e até dos messengers. Nunca se teve tanto SPAM e vendas imediatistas em lugares onde nem se divide tal atividade. Desesperados pela crise financeira de 2016 pra cá, muita gente está, de forma alucinada e sem nenhum critério, postando vendas e supostos serviços e produtos em todo e qualquer grupo de Facebook que fazem parte. E a Literatura? Ela morreu afogada nesse caos todo. Já não lemos, pois sequer temos tempo pro superficial e banal.

Estamos verdadeiramente adoentados e, tirando uma pequena parcela de internautas brasileiros, não somos mais absorvedores de conteúdos sérios em nenhum formato mais. Até mesmo os vídeos que poderiam ser uma grande conexão com todas as pessoas, independente da escolaridade, já se tornaram um mar de bobagens, famosos gravando suas inúteis superficialidades ao longo do dia, sem nada pra dizer, sem nada pra ensinar, apenas dividindo um pouco do tempo deles com você, lucrando às custas do vazio intelectual  de uma sociedade que, ironicamente, plantou seu próprio vazio ao se distanciar de diversas outras fontes de comunicação. E, pra por cereja nesse bolo todo, quem mais vende livros atualmente são os próprios Youtubers. Parte deles, sem nem ter capacidade pra tal, fizeram uso de GhostWriters (escritores contratados pra escrever o livro no lugar dos “autores”). Será que essa onda de fama pelas carreiras de ídolos do Youtube, por estarem vendendo livros, aproximará as pessoas de volta à Literatura? Acho improvável, pois como muitos apontam, comprar não significa ler. Caminhe pelos grupos de “leitores” no Facebook e verá o mar de gente dizendo tranquilamente de como acumulam livros novos sem terem sequer lido os anteriores. Muitos deles, renovam suas compras, vendendo livros intactos ainda com o plástico da embalagem, para transformar os livros que nunca leram em qualquer outra moda passageira, como trocar de celular a cada seis meses ou comprar uma câmera ou lente pra vendê-las uma semana depois.

A crise literária é, antes, uma crise existencial humana, crise pela modernidade com mal uso das tecnologias e, possivelmente, uma crise no sistema educacional e cultural do Brasil e da maioria dos países do mundo. Estamos enfrentando um monstro muito maior do que simplesmente uma queda no interesse pela leitura. Estamos enfrentando um aumento gritante de casos de depressão e suicídio de uma população que se viu aprisionada pelo vício em redes sociais, relacionamentos frios e sintéticos, ausência de convívio humano com amigos e família, trabalhos virtualizados, alimentação rápida e precarizada na própria mesa do computador com o celular em mãos por cima do prato.

As pessoas estão se enforcando a cada dia, porque recusaram os tesouros anteriores que lhes apresentaram de maneira falha, sem que pudessem notar o valor e posteriormente se viciaram em coisas das quais não souberam extrair valor, mas que lhes foram apresentadas como se fossem as coisas mais preciosas e necessárias da Terra, talvez justamente porque a sociedade estava tão vazia em cultura que abraçou com bons olhos as algemas que hoje veste. Esse dilema faz muitas gente morrer pelas mídias que elas mesmas inventaram e que não sabem porque ainda continuam com elas ou como parar. Seguem acessando as redes sociais, apesar de não pretenderem extrair nada delas, cientes que as redes sociais também já não pretendem oferecer.

Estou repensando a ideia de continuar a escrever livros. Não quero tomar muito tempo, nem gastar papel, com algo que possivelmente não será lido e, se lido, poderá ser muito pouco compreendido. Talvez fizesse mais sentido, entrar por dentro do Youtube e plantar a chave que nos liberta dessa prisão virtual. Com o potencial infinito da internet, deveríamos estar vencendo pelo conhecimento, mas a verdade é que estamos nos degradando em diversos sentidos e, na maior parte do nosso tempo. A verdade é que, por trás dessa virtualidade toda, estão seres humanos comendo mal, dormindo pessimamente, infelizes, cansados, desempregados, iludidos e viciados, que desaprenderam a socializar, já não fazem mais sexo e o pouco que sabem da vida se resume à algum link que possam te mandar. Já não traçam mais conversas, não viajam, não se encorajam, não questionam e nem querem ser questionados. Não sonham, não vivem e nem sabem por quem foram derrotados.

Essa semana eu vou sentar pra pensar exclusivamente nisso. Estou em uma jornada maior, tentando entender pra poder ajudar a recolocar as pessoas nos trilhos do aprendizado, da saúde emocional e física, do desenvolvimento de talentos e potenciais e de diversas outras questões que parecem estar nos dando ultimatos. Quero encontrar saídas novas, soluções melhores, alternativas, ferramentas, parcerias, iniciativas, ações mais eficientes e qualquer coisa que faça as pessoas se sentirem vivas novamente. Me envie suas sugestões e vamos fazer um grande brainstorm.

Rodrigo Meyer

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10 comentários sobre “A espiral descendente na Literatura.

  1. Primeiramente, gostaria de dizer que a leitura deste texto foi a melhor coisa que ocorreu neste meu dia monótono. Ro, este seu texto é muito bem contextualizado e atual, trazendo um grande reflexão e interiorização de nossos atos perante a leitura, mídias, falhas, sonhos e espiritualidade. Creio que suas perspectivas são extremamente reveladoras e trazem um aspecto fortemente emocional. Compartilho dos mesmos pontos de vista que você apresentou e adoraria fazer parte de uma mudança significativa em relação ao contexto social atual. Se me permite, irei compartilhar esta preciosidade em meu blog pois muito mais pessoas deveriam ler e se agarrar a estas perspectivas.

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    • Olá, Menina Vitória. Fico feliz de dividir o texto e tudo que vem dele. Feliz em saber da sua interação e impressões sobre a ideia desse texto em particular. Estamos sempre precisando de mais ‘mãos’ para todas essas transformações sociais que buscamos. Tenho pesquisado alguns modelos alternativos de ensino em Portugal, Finlândia e outros países. São expressões “tímidas” perto de uma estrutura padronizada de ensino que percorre o mundo todo. Até mesmo dentro de meios ditos ‘alternativos’, a mesmice parece ser a regra. Estou colecionando esses momentos impactantes de conhecer pessoas significativas a partir da Literatura. Escritores, leitores, divulgadores de causas, pensadores, poetas, artistas, palestrantes, professores, pais, mães, vítimas e prestadores de ajuda dentro e fora da internet, dentro e fora das mídias. É claro que pode, sempre, compartilhar. Tudo que aqui é produzido é uma das diversas ferramentas com objetivo de suscitar mudanças pra melhor em todos, inclusive em mim mesmo. Podemos usar a internet pra salvar ela mesma de si mesma. Podemos usar todo potencial do mundo e da sociedade pra transformar tudo em algo positivamente viciante, que engaje, que plante sorrisos, que suscite pensamentos, invenções novas, posturas melhores, melhor qualidade de abraços, de famílias, de relacionamentos, de trabalho, de estudo e de percepção da vida. Temos que filosofar pra pensar o social. Temos que escrever, temos que ler, andar pelas ruas, fotografar, pintar, desenhar, filmar, perguntar, falar, dormir e viajar. Temos que viver mais plenamente. Já é um bom começo pro gigante brainstorm.

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  2. Olá Rodrigo, cheguei aqui por Maria Vitória…estou vivendo um momento semelhante, cara…escrevi muita coisa e estou nessa de “repensar” se o que escrevo é tão válido assim.
    No entanto, tem uma frase de Eduardo Sterblitch que não me sai da cabeça: “eu não quero fazer sucesso; eu quero fazer sentido”. Esta frase tem sido o meu alento por algumas semanas quando paro pra me questionar. Assim ainda estou escrevendo porque a inspiração é tão efêmera que, se não escrevo, perco esse pensamento para a amnésia.
    Torço por você nas reflexões e o seu texto é ótimo! Abraço.

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    • Olá Paulino. Feliz de ver mais contatos por aqui. De fato é mais importante o sentido do que qualquer outra questão. Seria ideal ver as reflexões chegarem pra todos que precisam, mas ideais são, num primeiro momento, só ideais. Escrever é uma das formas que eu mais prefiro pra me comunicar / expressar. Talvez seja válido aproveitar outras mídias como forma de reconectar as pessoas pra tudo isso que estamos perdendo. Mas, com certeza, o importante é que, individualmente, dentro de nós mesmos, não estejamos perdendo o pensamento, a vontade, a curiosidade, o sentimento, a disposição em criar. Se o que fizermos em vida mudar uma única pessoa, já terá valido o esforço todo. Penso nesses textos deste blogue atual como um legado que quero deixar. São cerca de 600 textos no total que já estão predefinidos os temas pra irem ao ar. Possivelmente seguirei escrevendo sem limites até o fim dos dias, mas depois desses temas todos, já vou me sentir mais confortável de dedicar tempo pra conteúdos mais pessoais como contos e poemas. Vou visitar seus textos em breve. Seja bem-vindo.

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