A vida é um experimento. Como proceder?

Pensando na vida de forma abstrata ou não, você sempre chega a ideia de que a vida sempre nos coloca em teste. Nossa vivência, nossas capacidades, fraquezas e atitudes determinam como vamos sobreviver a tudo isso. E mais do que sobreviver, como vamos conseguir viver bem individualmente sem eliminar o potencial de bem estar dos demais.

A vida é esse grande experimento. Não importa se você olhe a vida pelo aspecto estritamente físico e humano, com as condições sociais ou do ponto de vista filosófico. Serve igualmente a quem vê pelo lado espiritual ou místico. O que importa é que todo ser vivente está em busca de satisfação, bem-estar. O ser humano, em específico, busca, também, sentido. Se não obtemos nada do que pressupomos como essencial para desfrutarmos de uma vida digna, é claro que entramos em colapsos e esquemas de ‘válvulas de escape’ para contornar a situação equivocada. O ser humano, na maioria das vezes cria seus próprios problemas. A maioria da humanidade está falhando miseravelmente no experimento mais simples que existe: viver.

A falha ocorre ao esperar da vida prazer enquanto planta desprazer. Ocorre quando as pessoas que desejam respeito, plantam desigualdade e opressão. Ocorre quando as pessoas que querem paz, plantam a guerra. Ocorre quando as pessoas que esperam um mundo menos ignorante, cultivam a ignorância e o desprezo por qualquer tipo de lapidação. O ser humano falha miseravelmente ao tentar exigir do espaço social e da vida aquilo que ele, dia após dia, recusa ofertar. Esse egoísmo na vida, os coloca diante de cenários que eles mesmos não querem no final. É óbvio que ninguém quer desprazer, mas ainda vivemos tempos onde precisamos dizer o óbvio.

Não passam no teste as pessoas que perdem a lógica e a empatia ao entupir seus filhos e parentes de comida e conforto, ao mesmo tempo em que nada se importam com qualquer outro ser que esteja passando fome e descaso. Não faz nenhum sentido bancar o suposto agente da “segurança”, ao mesmo tempo em que se é o maior motivo de insegurança e revolta social. Não faz sentido nenhum almejar que as pessoas tenham mentes tranquilas e condutas melhores, se tudo que ofertam socialmente é motivo para usarmos das ‘válvulas de escape’ e do revide.

Estamos sempre buscando soluções pra esse mundo desinteressante e desnecessário, onde as pessoas insistem em oferecer a própria merda em que ela e todos os demais terão de comer. Essas pessoas não pensam que a melhor saída (e também a mais óbvia) seria oferecer aquilo que se espera receber, pois sempre receberemos pra nós o mundo que deixarmos existir. Teremos que lidar com nossa existência, as consequências dessa existência e os rastros de tudo que fizemos, falamos, pensamos, desejamos, criamos ou mesmo daquilo que deixamos de fazer, falar, pensar, desejar, criar, etc.

Falha miseravelmente a sociedade que não consegue se olhar no espelho com sinceridade pra varrer daquela carcaça toda a sujeira desnecessária que a impede de enxergar com clareza. A medida em que se limpam, percebem que a realidade não é suja quando as pessoas não estão sujas. O que torna o mundo um lugar imundo são as próprias pessoas. Transferimos para a realidade do mundo a nossa realidade interior. Somos construtores de realidades, somos plantadores de sementes. Nossa existência impacta diretamente e indiretamente em tudo e todos. Se não cuidarmos de quem somos, não estaremos cuidando de nada no mundo, por mais que muitos desejem se enganar com a ideia de que fizeram algo de relevante.

De nada serve limpar um azulejo de um banheiro, se ao mesmo tempo você sujar outro. A equação permanece a mesma. Se quer ter o prazer de entrar em um banheiro limpo, terá que mudar imediatamente a estratégia e começar a agir com lógica e sinceridade. Se quer mesmo limpar, não pode sujar. Limpe mais e suje menos. Mude de lado, mude de postura. Isso exige reavaliar suas próprias ideias, conceitos e preconceitos. Comece a quebrar paradigmas, falácias, tabus, repetições de papagaios marionetes e comece a verificar com profundidade se o que você está propagando como ideia e atitude, procede. Quase sempre as pessoas só fazem o terrível papel de ‘idiota útil’. Não seja esse.

Como proceder? Diz-se que ‘difícil é fazer o simples’. Mas, independente da filosofia por trás destas e outras coisas, fique com a proposta de que o mundo é reflexo do que nós somos. Não importa o que você acha que consegue fazer. Tudo que você precisa fazer é ser sincero ao olhar pra suas próprias atitudes, ideias e ideais e começar a eliminar de si tudo aquilo que não contribui pra um ambiente melhor, tanto pessoal quanto coletivo. Se vai conseguir tudo de imediato é outra história, mas se não tentar, tornou a falhar miseravelmente. A tentativa é mais urgente. Conseguir virá depois. Tentar é obrigação de todos. Faça sua parte e deixe o futuro para o momento dele.

Nem sempre tenho disposição pra escrever. Às vezes me recolho pra não ter que lidar com certas obviedades. E, por vezes, ironicamente, eu mesmo saio da curva daquilo que espero, por não ter a paciência e/ou esperança necessárias pra plantar o que precisa ser plantado aqui. Me falta disposição pra lidar com uma sociedade que dá tiro no próprio pé desde sempre e que depois de tantos mil anos ainda não aprendeu a livrar o próprio pé do desnecessário tiro. Será que o ser humano é ensinável? Com quem ou o que precisaremos fundir o ser humano pra que ele absorva melhor entendimento, melhor existência, melhores capacidades e interesses nessa vida toda, dentro e/ou fora da Terra?

Chega de textos por hoje. Corram pro espelho imediatamente e só saiam de lá quando tiverem compreendido a direção necessária pra se viver bem individualmente e em coletivo. Aqueles que quiserem trilhar essas mudanças, contem comigo. Aos desistentes que não querem sequer tentar, não fiquem atrapalhando o caminho, pois eu e quem estiver do meu lado iremos passar.

Rodrigo Meyer

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