Especial | Aulas de Redação.

O mundo trás novas oportunidades quando lapidamos nossos processos e objetivos. Aprender a escrever bem é uma destas ferramentas e hoje vou te apresentar uma sequência de aulas que você poderá fazer diretamente da sua casa, através de vídeo-chamadas por skype. Escolha o horário e a frequência de aulas de maior comodidade pra você. As aulas estão compostas em 9 sessões e 2 tópicos por sessão.

Sessão 1:
+ Como fazer uma introdução de um texto.
+ A importância do começo, meio e fim.

Quebre o gelo com a escrita e entenda algumas regras de redação que fazem tanto o autor quanto os leitores se ambientarem ao conteúdo, com interesse e fluidez.

Sessão 2:
+ Aprenda a ser conciso e completo.
+ Estruturando uma argumentação.

A regra da eficiência pressupõem que você diga o maior número de informações com o mínimo de texto possível. Portanto, para não sacrificar seu conteúdo, a redução deve ser planejada com criatividade e inteligência.

Sessão 3:
+ Redação publicitária.
+ Textos persuasivos.

Quando você está escrevendo para um público ou objetivo específicos, existem premissas importantes na sua linguagem e na composição do seu texto, em termos de hierarquia, valores e psicologia. Passar a mensagem correta é construir uma percepção de sentido e valor.

Sessão 4:
+ Como criar títulos funcionais.
+ Tamanho mínimo, médio e máximo de um texto para redes sociais, blogs e livros.

Aprenda a criar títulos curtos, fortes e atraentes que representem muito bem a essência de cada texto. Para ser lido, você precisa ser notado. Descubra também alguns parâmetros sobre o volume do seu texto, truques de edição e questões relacionadas ao seu público leitor.

Sessão 5:
+ Definindo temas para escrever.
+ Encontrando seu estilo de escrita.

Desenvolver a literatura é parte de um hábito. Encontrar temas interessantes e adequados, estão intimamente relacionados com quem você é e qual imagem você deseja passar. Atrelado a isso, encontrar seu estilo te fará único e é exatamente essa característica que te abre espaço entre os demais.

Sessão 6:
+ Estilos literários (conto, prosa, poesia, artigo, etc.)
+ A importância da imagem como suporte ao texto.

Muitas são as possibilidades de expressão. Entenda cada uma delas e conheça as primeiras portas para se aprofundar nas suas escolhas. Depois de ter se estabelecido como autor, é preciso entender um pouco mais da sua própria apresentação. É hora, então, de pensar como funciona a comunicação das imagens que acompanham seu texto.

Sessão 7:
+ Tire dúvidas de ortografia e gramática.
+ Reescrevendo frases em um modo curto, compreensível e sem repetições.

Refine seu texto com um constante aprendizado do idioma. Uma escrita correta e coerência no uso de certas expressões, vão elevar sua credibilidade diante do público e atrair mais pessoas para o que você tem a dizer. Quando você se torna inteligível ao seus leitores, você cria uma conexão sem ruídos.

Sessão 8:
+ Adequando a linguagem e o tamanho do seu texto ao seu público.
+ Consulta de fontes de referência pra dados.

Tão importante quanto escrever correto, é entender os vários ambientes e contextos de leitura. Adequar a linguagem sem cair em clichês ou empobrecimento da escrita é importante pra se manter como referência de confiança pra seus leitores. Transpor naturalidade nas suas frases e dados, exige embasamento e tato.

Sessão 9:
+ Melhorando sua segurança / confiança no ato de escrever.
+ A importância da estética e do ritmo na leitura.

Agora que você já tem as ferramentas para escrever textos eficientes, seu sucesso está mais próximo. Continue escrevendo, perceba os momentos e gatilhos dessa atividade e entenda quais são os fatores que te dão confiança em ser autor. A medida em que você aprende a envolver os leitores ao longo do seu conteúdo, você garante um lugar ao sol e essa é a chave também para você se envolver de forma confiante com sua própria atividade de escrita.

Extra:
+ Grupo Vip.
+ Leituras, análises e correções.

Ao adquirir as aulas, você tem o benefício de participar de um grupo exclusivo no Facebook, somente para alunos do curso, onde você pode enviar seus textos pra que eu possa tirar suas dúvidas, dar dicas, ler e opinar sobre os conteúdos, fazer correções e muito mais.

Investimento:  Apenas R$ 270 reais, equivalente a R$ 30 reais por sessão.
Duração: 90 minutos por sessão com 2 tópicos.

Datas:
Uma vez contratada as 9 sessões, você é quem escolhe o melhor dia, horário e frequência das aulas. Escolha quando começar a primeira e quando retornar para cada uma das próximas.

Dicas: Devido a carga horária e a frequência de sessões, pode ser útil programar e reservar suas datas e horários. Faça no seu tempo disponível e no ritmo que lhe for confortável ou conveniente e, certamente, irá desfrutar de todo o benefício desses conteúdos.

Inscrições e Pagamentos: Você pode adquirir o curso através de pagamentos por PayPal ou PagSeguro, garantindo segurança e praticidade pra ambos. Através dessas plataformas, você pode controlar que os pagamentos só sejam liberados a mim se você efetivamente receber o serviço combinado. Para solicitar mais informações ou se inscrever, entre em contato por mensagem inbox na minha página no Facebook.

Rodrigo Meyer

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Não alimente o inimigo.

Embora muita gente concorde que na luta por determinadas causas e interesses, haja a necessidade de se combater problemas e fomentar soluções, muita gente ainda cai em um erro clássico que é compartilhar mídias originais dos inimigos pra, supostamente, criticá-los. Simplesmente não faça isso. Fique e te explico porquê.

Por melhor que seja a intenção de criticar e alertar mais pessoas sobre o quão ruim é determinada coisa, você deve fazer isso de maneira eficiente e que não seja como ‘o tiro que saiu pela culatra’. Quando você quiser que determinada mídia seque ou caia no ostracismo, você precisa, sobretudo, não ser parte da força que impulsiona essa mídia. E nas redes sociais, feliz ou infelizmente, o mecanismo que dá maior visibilidade pras coisas depende exatamente dos compartilhamentos e das visualizações que derivam disso e de novos compartilhamentos feitos, num esquema bola-de-neve. Quando nos damos conta, um post praticamente anônimo ganhou repercussão em grande parte da internet e quem nem sabia que uma asneira estava dita, agora sabe junto com diversos outros apoiadores e opositores, que, se compartilharam, ajudaram a tornar isso mais presente na atenção das pessoas, em detrimento de outros conteúdos melhores.

Lembre-se que tudo que há de ruim no mundo, como os preconceitos, os pensamentos equivocados, a violência, os discursos rasos e todo tipo de bobagem, foi replicado justamente por esse mesmíssimo efeito de propagação. Quando você não gosta de algo, há meios pra se falar disso, sem dar espaço pra mídia ou pra pessoa a quem você não concorda. Eis aqui algumas considerações:

Quando você encontrar uma foto que lhe pareça degradante, não há sentido em espalhar ela pra toda internet, com ideias como “vamos compartilhar esse absurdo até que algum responsável tome as providências”. Simplesmente não é assim que você conseguirá o suposto objetivo de fazer parar e de responsabilizar pessoas pelos erros já cometidos. Você não espalha um incêndio na floresta sob a ideia de querer que alguém seja impactado por um continente inteiro pegando fogo pra poder fazer algo sobre isso. Aliás, muitas das vezes quem faz esse tipo de pedido, faz com más intenções, esperando justamente que os incautos espalhem aquilo, objetivando ver o malefício se espalhar mesmo.

De maneira igual, vale pra tudo o mais. Se você encontra um vídeo que é ruim no Youtube ou no Facebook, compartilhá-lo, mesmo que com a boa intenção de fazer uma crítica ou um alerta, vai acabar dando mais visualização e destaque pra esse vídeo e o mecanismo das redes sociais começará a entender que esse vídeo é relevante e começará a ‘hankeá-lo’ melhor em relação a outros conteúdos. Como resultado, um número maior de pessoas verá aquele exato vídeo (por vezes sem ser do seu compartilhamento isolado com a crítica anexa) e, então, outros conteúdos bons que já tinham dificuldade de alcance, somem das timelines por causa do reposicionamento no hanking.  Isso é a receita garantida de plantar o que não se quer e secar as próprias boas sementes daquilo que se queria. Nada mais prejudicial que isso.

Outro detalhe importante é estender essa prática não só pras mídias mas para tudo que esteja relacionado aos contextos, pessoas, empresas ou lugares a que não compactuamos. Se você não quer que um político ganhe fama entre a população, simplesmente pare de colocá-lo nas notícias e nas redes sociais o tempo todo. Se o sujeito ainda é pequeno e anônimo, não faça ele se tornar grande e famoso. Deixe ele secar no ostracismo. Isso é uma lição que ajuda a moldar a própria sociedade sobre o que é válido ou não, o que recebe ou não atenção, o que tem ou não repercussão na internet, etc. Quando você não faz esse filtro, você permite que pessoas estúpidas consigam rapidamente saltar de um post anônimo isolado para uma comunidade que o cerca, o apoia, o endossa e o compartilha. Em pouco tempo, algo minúsculo se torna um problema enorme do qual teremos que lidar, como que um piano adicionado nas costas, pra quem já carregava diversos outros. Não é inteligente compactuar com esse modelo equivocado de lidar com pessoas, mídias, empresas e assuntos.

Saudável e necessário é focar-se naquilo que você quer ver prosperar. Se você quer que as pessoas conheçam mais sobre um determinado assunto, invista nisso, crie uma mídia própria ou compartilhe de uma boa mídia de terceiros aquilo que representa suas ideias, seus valores, seus objetivos. Em paralelo a isso, quando vir conteúdos inaceitáveis como xenofobia, racismo, violência gratuita, machismo e outros entulhos sociais, se esforce pra combater esses espaços pra que eles não voltem a existir e não se espalhem. Se quiser fazer uma crítica a eles, você pode, mas deve usar recursos que isolem completamente a mídia original. Pode, então, por exemplo, fazer um print de uma imagem e repostá-la dentro de um grupo pra que as pessoas possam saber o que ocorreu e, livremente, discutir sobre aquele assunto, entender e agir pra resolver. Outra forma possível é escrever uma matéria citando o assunto, sem que precise divulgar os criticados. Assim você combate o que há de ruim, sem dar visibilidade.

É claro que, muitas vezes, os inimigos já tem uma fama ou repercussão tal que é inviável não citá-los, afinal já são conhecidos pela maioria das pessoas, independente do compartilhamento, então, se referir a eles diretamente é útil. Quando já espalharam feito um câncer ou vírus, a tática já não pode ser apenas evitá-los, sendo preciso, agora, expor os absurdos como forma de usar o próprio peso do inimigo pra derrubá-lo. Tal como no judô, independente do seu porte físico, você pode colocar um oponente ao chão, apenas sendo habilidoso em verter todo o esforço e peso dele a seu favor no movimento, facilitando pra que ele praticamente caia sozinho. Isso é ser eficiente. Nas causas sociais, nas mudanças do mundo e até mesmo na disseminação de educação, seja na família, num debate na internet ou nas escolas, você tem o poder de fazer a coisa certa de um jeito que funcione e não gere mais problemas do que antes.

Se este texto lhe soa útil e realista, faça o papel de espalhá-lo. É assim que coisas melhores ganham mais espaço na memória das pessoas, no inconsciente, nas redes sociais, nos compartilhamentos, nas impressões sobre o mundo, na hora de transmitir valores aos amigos, as próximas gerações, etc. Aprender é indispensável, mas se não compartilhamos aquilo que aprendemos e/ou queremos ver no mundo, não veremos isso se espalhar como realidade. Se você quer MESMO que uma certa realidade positiva se estabeleça no mundo é seu papel fazer parte dessa epidemia proposital de fazer chegar pra mais gente.

Rodrigo Meyer

O abismo entre ler, entender e praticar.

Fala-se muito que a leitura é importante pra Cultura e Educação. De fato ela tem um papel importante neste e outros itens, mas, ainda que as estatísticas fossem melhores, nada muda o fato de que não basta apenas as pessoas estarem lendo, pois muita gente consegue passar os olhos pelas linhas de texto, porém poucos conseguem extrair daquilo algum significado consistente, uma compreensão razoável, um entendimento que faça daquele conteúdo algo útil pra transformação da mente e da vida de si mesmos. E igualmente problemático é ler, mas não entender e não praticar. É comum vermos as pessoas adentrando para conhecimentos novos dos quais, supostamente, são interessadas, mas que, na prática, ignoram tudo aquilo.

Assim, há um abismo entre ler, entender e praticar. Exercer um item não pressupõem exercer o outro. Há uma ilusão triste das pessoas associarem leitura com intelectualidade. Chega a ser contraditório alguém se considerar mais sábio ou instruído simplesmente por ter lido mais, uma vez que falta o entendimento de que uma coisa não tem a ver com outra. A intelectualidade, embora possa ser alimentada com o conhecimento ofertado pelos livros, não é dependente destes. Em verdade, existem muitas e muitas pessoas que sequer tiveram a oportunidade de se alfabetizar ou que nem mesmo possuem acesso a livros, textos impressos em geral ou internet. Mas, isso não significa necessariamente que sejam pessoas sem intelectualidade, sem sabedoria, sem conhecimento, sem domínio sobre os assuntos.

Você se surpreenderia em como algumas pessoas que chegaram a cruzar faculdades e a ter prestígio social em grandes mídias, possuem dificuldades crônicas no discernimento de simples composições de ideias, de lógica, de argumentação ou de preparo mental geral pra lidar com certo cenário de dados da realidade. É decepcionante ter que dizer que muitos professores universitários, a quem esperamos, ingenuamente, um preparo intelectual acima da média, por vezes sabem menos que os alunos a quem tentam ensinar. Destaco, inclusive, que muitos são um desserviço para educação, por replicarem aos seus alunos informações equivocadas dos temas que eles deveriam dominar. Me sinto constrangido em ter que dizer que, ao longo do meu percurso de escola e faculdade, foram frequentes os casos em que eu tive que corrigir erros grosseiros de professores ou simplesmente fazer vista grossa e “me conformar” que o ensino no Brasil é lamentável, em muitos sentidos e níveis.

Na hipótese de termos mais leitores e com uma frequência de leitura melhor, ainda estaríamos no abismo da dificuldade de compreensão. Enquanto as escolas se esforçarem apenas pra ensinar as pessoas a grafarem letras e lerem os símbolos grafados, teremos ótimas máquinas de leitura, tal como as que leem códigos de barra ou o moderno QR Code. Aliás, talvez isso explique porque muita gente não se interessa de ler, depois de ter passado pela alfabetização, escola e até mesmo faculdade. É como se o sistema pelo qual passaram não instigasse a perceber benefício em decifrar além das letras. As pessoas acham a leitura maçante, especialmente se aquilo parecer apenas um aglomerado inútil de letras, palavras e frases. Há de se pensar em como as pessoas estão sendo encaminhadas para o ensino, para a cultura, para a reflexão dos assuntos.

Ler pode ser útil, mas, nas mãos erradas, tem papel nulo ou até prejudicial. Há uma frase que diz que “meia informação é mais perigoso do que informação nenhuma”. E isso significa que, entender um assunto de forma incompleta dá uma falsa sensação de domínio para a pessoa, mas não complementa com o mais importante: detalhes, desfechos, poréns, ressalvas, condições, interpretações, sentidos, entre tantas outras coisas.  Seria o mesmo que dizer para uma criança que água é um líquido seguro, mas nunca explicar nada sobre o ‘capítulo 2’ do assunto, sobre o perigo da água fervente. Se a pessoa só aprende as coisas pela metade, está sempre em risco de fazer mal uso da informação.

E, pra finalizar, depois de ler e entender, há de se praticar, pra não ser como muitos que tudo sabem, mas nada fazem, como se fossem médicos a negligenciar a própria saúde. Em situações piores que esta, podemos citar os juízes e advogados que ignoram a justiça e a lei, ou ainda os que mergulham em ativismo social, mas ficam reclusos apenas na teoria. Assim ocorre, aos montes, em todo campo, em todo canto, com todo tipo de gente. O mundo tem solução, mas pouca gente se debruça sobre os problemas pra coletar as soluções. Há muito para se crescer se simplesmente pegarmos aquelas ideias lidas e, eventualmente, compreendidas e colocarmos em prática. Como mágica, da noite pro dia, as coisas se transformariam. Mas, enquanto uma massa de pessoas tomar a decisão exatamente contrária, veremos uma forca avançar pra cima de todos nós, tornando a educação um tema chato, cansativo, que suscita um aumento colossal de evasão escolar, de distanciamento da leitura e da cultura e, principalmente, do distanciamento da reflexão sobre sua própria existência. E esse é o caminho garantido para o desmoronamento social em todos os sentidos.

Gostaria de ver iniciativas e visões diferentes daquela ideia romantizada de que produzir cultura e fortalecer a educação se resume a feitos numéricos de gerar mais alunos alfabetizados, aptos a ler um texto. Gostaria de ver iniciativas com viés filosófico e psicológico, resgatando valor e interesse nas pessoas, não só de consumir informação, mas de serem elas mesmas autoras. E pra isso, claro, precisarão dominar a reflexão e a interpretação como nunca antes. Suscitar mudança social, no final das contas, é suscitar mudança dentro de cada indivíduo, muito além de suas habilidades escolares ou técnicas. Não somos máquinas e não vamos passar nossa vida digerindo código de barra. Antes de sermos leitores de qualquer coisa, precisamos ter a necessidade de absorver alguma coisa, de compreender uma ideia ou sentido para torná-los ferramentas de nossa própria liberdade e felicidade. Sem isso, ainda seremos os velhos diplomados de sempre, aptos para o preconceito, para a intolerância, para a guerra, para a depressão, para a miséria social, para a violência física e psicológica, para a corrupção, para os relacionamentos desarmoniosos e para a degeneração do sentido da vida, em tempos onde viver é o próprio motivo de não queremos pensar na vida.

Rodrigo Meyer