Crônica | O homem invisível.

Entrei pela porta de vidro, senti o ar-condicionado. Não havia como eu não ser notado. Mais de 5 câmeras de vigilância e funcionário pra todo lado. No refrigerador, bebidas geladas. Peguei uma e paguei. Do lado de fora, mais gente, mais olhos presentes. Entrei no carro, voltei pra casa. No caminho, as pessoas pela calçada e os escravos da ronda armada. Dentro de casa, os barulhos da porta de entrada se abrindo e da porta do quarto se fechando, avisam os vizinhos que eu voltei. Eu não queria ser notado por ninguém, mas assim como eu os notei, me notaram também. A privacidade não existe. Viver em sociedade é viver observado e julgado. Posso até mesmo me esconder atrás de cortinas e paredes, mas até a minha ausência de imagem vai ser estímulo para lembrarem que eu ainda não saí de casa. Quando eu não quero que me notem, lembram de mim todo dia, mas se eu precisar de silêncio ou ajuda, aí eu consigo finalmente ser invisível.

Rodrigo Meyer

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Crônica | Mais um tijolo caiu.

A demolição está ao lado. Ninguém se apercebe. São eles mesmos os tijolos a ruir. Já pouco se erguiam a mais que dois ou três palmos de altura, então a queda lhes é praticamente imperceptível. Vez ou outra, alguém observa e nota um tijolo caindo, uma parede desaparecendo ao chão. Dedos malditos, eles diriam! Dedos que só sabem apontar. Os tijolos queriam cair em paz e seguir desmoronando a construção sem serem responsabilizados pelo dano. Um dia desses estava olhando pela janela de casa. Não conseguia ver nada além da mesma cena enojante. As mesmas casas, a mesma paisagem. E, claro, tijolos caindo. As casas ainda permanecem praticamente intactas, pois os tijolos que caem são as pessoas que se recusam a permanecer de pé. A estrutura das casas seguem firmes, ao contrário de seus moradores. É como se cada casa fosse um museu para expor o que um dia as próprias casas serão. Isso eu não quero não.

Rodrigo Meyer

Seu futuro pode ser diferente do seu passado.

Existe, infelizmente, uma crença de que estamos condenados a nossa realidade do momento. Mas, as coisas não são assim. Esse pessimismo e/ou imediatismo é um equívoco diante das possibilidades reais. Inclusive, quem mantém esse pensamento equivocado está apenas dificultando que coisas novas e melhores aconteçam no futuro.

A sociedade brasileira e tantas outras, em similar ou pior situação estão acostumadas que tudo piora e nenhum benefício chega até as pessoas que mais precisam. E alimentam-se de esperança apenas quando algo positivo significativo acontece. Valorizar as possibilidades apenas quando estamos em vantagem não é útil se quisermos viver bem e termos melhores chances pra nós mesmos.

Mas, lembre-se que a proposta não é que você forje ilusões sobre o futuro, nem mesmo sobre o presente, como fazem os otimistas. Não devemos ser nem otimistas, nem pessimistas. Acompanhar as realidades já é suficiente pra que possamos decidir quais opções seguir, pois veremos elas à nossa frente, tal como de fato são ou o mais aproximado possível. Já falei em outro texto sobre a importância da postura realista.

Por pior que tenha sido nosso passado, com as mazelas da vida, as dores, os medos, os traumas, os rompimentos emocionais, eventuais situações de doença física, pobreza material ou experiências desconfortantes, temos sempre que lembrar que tudo isso não é garantia de que sempre será assim. Não significa que um toque mágico vai brotar e fazer tudo mudar, mas significa que, suas ações podem eventualmente te tirar dessas condições. E claro, não são nenhuma garantia também, afinal o que fazemos está dependendo do que podemos fazer, do que temos coragem de fazer, do que temos condições, vontade, visão, capacidade, etc.

Não existe fórmula pro sucesso, mas em tudo que pudermos aprender melhor sobre nós mesmos e sobre a realidade que nos cerca ajudará pra sairmos das situações que não desejamos que continuem. É sempre importante estar de olhos abertos, mente aberta e acreditar cada dia mais em você mesmo e no potencial que pode desenvolver ao longo do tempo. Frequentemente, dependendo da sua situação, será necessário abrir os braços e aceitar ajuda de quem puder lhe oferecer. Não há nada de ruim nesse ato e só demonstra que você está pronto para as mudanças e soluções que poderão vir a seguir.

Se você está vivenciando desemprego, por exemplo, não significa que não poderá estar trabalhando em breve. Se está enfrentando superação de traumas ou depressão, tem um caminho pela frente de tentativas que vão te levar para condições melhores. Embora estejamos sempre ansiosos pelas soluções de problemas grandes assim, não podemos fixar o pensamento na urgência do tempo, porque essas situações podem levar tempos diferentes pra serem solucionadas, dependendo de cada caso. A combinação entre a situação e a pessoa vão formar particularidades na equação e que, inclusive, podem se alterar ao longo do processo todo.

O mais importante pra que nosso amanhã seja melhor que nosso presente é entendermos quais são os problemas que temos ou que nos cercam. Uma vez que saibamos disso, temos que tentar apontar valores, condutas ou iniciativas que nos levem pra escolhas de transformação, de ajuda ou superação. Às vezes o acolhimento junto à algum parente de confiança, um profissional da área médica ou psicológica, um terapeuta, um advogado ou, dependendo da sua situação, um agente de Serviço Social.

Muitas pessoas que hoje estão tranquilas e bem-sucedidas, já passaram por situações difíceis no passado. Lembro-me sempre que o ator Keanu Reeves, que muitos admiram e conhecem pela trilogia de filme ‘Matrix’ e tantos outros, já teve a experiência de ser morador de rua. Apesar de todo sucesso, ele se mostrou uma pessoa simples, dividindo o metrô com os demais, sem extravagâncias. Pode ser que o contato com a dificuldade junto à outros moradores de rua tenha contribuído pra uma conduta mais assertiva diante da fama, mas sabemos que isso não é nenhuma regra, afinal várias outras personalidades que vieram de situações difíceis, às vezes compensam o passado, ostentando riqueza ou até mesmo esnobando as pessoas abaixo. Tudo vai depender do estado psicológico de cada indivíduo e de como ele superou ou não os problemas do passado.

Algumas pessoas se sentem tímidas ou envergonhadas de irem de uma situação melhor para uma pior. É como se estivessem deslocadas de si mesmas, pois se acostumaram a viver num padrão de vida ou em uma situação pessoal mais confortável e, de repente, se veem, de certa forma, humilhadas por terem que se submeter a situações mais difíceis de vida. Acontece muito isso com quem perde o emprego e é obrigado a rever toda sua realidade de hábitos, consumos e até mesmo de socialização.

Andando pelas ruas de São Paulo e também de algumas outras cidades, conheci muito morador de rua. Em cada um deles, situações diferentes. Embora todos eles aparentemente na mesma situação, no momento, cada um teve um passado diferente. Já conheci gente que foi pras ruas depois de serem trapaceados pela família em troca de dinheiro, músicos profissionais, intelectuais, poliglotas e vários outros que, por uma razão ou outra, acabaram sem nada e tendo que se render às ruas. Mas, tendo vindo de baixo ou de cima, o fato é que pro momento presente, encontram-se pelas ruas e, a partir disso, cabe a cada um fazer as possíveis escolhas a cada dia que surge.

Para pessoas em situação de vício com drogas, pode ser ainda mais complexo, pois é difícil até mesmo controlar as opções que se tem ao redor, por questões do momento, do tempo, das reações psicológicas diante da droga ou mesmo da limitação social que existe, por conta do afastamento que as pessoas tem diante desse meio. É muito mais comum vermos, por exemplo, alcoólatras serem melhor recebidos do que dependentes químicos de outras substâncias. A classe média e alta empanturrada de remédios controlados é muito mais aceita socialmente do que os entorpecidos de classes sociais abaixo.

As barreiras pelas frente serão geralmente essas. Preconceito social, restrição de oportunidades de trabalho e socialização, a própria limitação física, alimentícia e psicológica diante do modelo de vida e questões ao redor disso, como abrigo, ocorrências isoladas do convívio diário e até mesmo alguns detalhes sobre as políticas públicas sobre as pessoas nessas condições e a cidade no geral.

O que será do nosso amanhã é, porém, a somatória de nossas ações junto com as oportunidades que o meio nos dá. Se unirmos a superação psicológica dos problemas com a iniciativa da busca de ajuda, já teremos quase todo caminho percorrido rumo à transformação. Eu sou especialmente grato pelo momento em que fui alavancado da depressão no passado por quem me enxergou como alguém e teve paciência e vontade de permanecer do lado até que eu estivesse bem. Eu tive momentos incríveis de muita diversão, prazeres físicos e psicológicos de todo tipo e satisfações na vida como a concretização de estudos, aprendizado de idiomas, autovalorização como pessoa e como potencial profissional, entre tantas outras coisas. Passei de derrotado e sem esperança pra alguém que cultivou uma visão melhor sobre a vida e sobre si mesmo.

O grande salto na transformação dos nossos dias está em como lidamos com o que temos ao nosso redor. Eu fui suficientemente flexível pra aceitar possibilidades. E, por isso mesmo, as possibilidades que existiam ao meu redor surgiram. Tive a oportunidade de me tornar fotógrafo profissional, tendo experiências únicas durante o curso de Fotografia que não teria em nenhum outro curso atual, em razão das ocorrências que são próprias do momento. E isso me fez perceber que muitas portas estão abertas ao nosso redor, mas frequentemente não as vemos, porque não as entendemos como portas para aquilo que achamos que precisamos no momento. Temos que mudar nosso entendimento da equação pra sermos mais bem-sucedidos nas nossas tentativas de se erguer.

Às vezes as pessoas acham que a única porta válida pra quem está desempregado é uma oferta de emprego em um cargo em que ela já gostaria de estar pro resto da vida. Se esquecem, assim, que às vezes o mero contato com uma pessoa, em uma situação que não está diretamente relacionada à essa vaga de emprego desejada, pode ser o elo indispensável pra que a pessoa se aproxime da meta principal. A vida não é uma linha entre dois pontos, mas sim uma complexa teia de relações. Você não pode, nunca, descartar as oportunidades que surgem sem antes estar aberto ao potencial delas. Claro que você não precisa atuar em tudo que surge pela sua frente, mas precisa, sobretudo, conhecer e estar aberto pras possibilidades.

Se eu não tivesse conhecido as pessoas que conheci, no momento em que as conheci, da forma que as conheci e pelo intermédio das outras pessoas que tínhamos em comum, nada na minha trajetória teria sido como foi. Os cursos que fiz, os aprendizados que iniciei, os livros que li, as conversas que tive, as viagens que realizei e até mesmo as decisões mais cotidianas sobre meus hábitos e vontades, me levaram onde eu estou hoje. Controlar essa navegação pode não ser tão simples quanto vislumbrar um horizonte ou destino e decidir seguir pra lá. Lembre-se, não estamos vivendo em uma linha reta entre dois pontos.

Você se surpreenderia em quantas pessoas superaram a depressão a partir de um simples ‘sim’ que deram pra oportunidades totalmente desvinculadas com tratamento de depressão. Você se surpreenderia em quantos fotógrafos foram formados a partir de um ‘sim’ para uma amizade despretensiosa. Se surpreenderia em quantas pessoas ganharam a tão desejada credibilidade e valorização apenas por se colocarem em uma postura mais aberta e receptiva diante de momentos. Seu próximo trabalho pode estar atrás daquele emaranhado de conexões de um conhecido que tem um amigo do primo da vó do funcionário de uma outra pessoa, que, essa sim, vai te apresentar pra um projeto que não tem absolutamente nada a ver com seu trabalho pretendido, mas que em certo momento, vai ser dividido pelo amigo do vizinho que finalmente é o seu elo final pra solução que você buscava desde o começo.

Resumindo: esqueça essa crença de que o futuro não tem solução e que as portas que você encontra pela frente não te servem de nada. A vida é feita de interações. Quanto melhor for seu networking, melhor serão suas possibilidades. Esteja sempre em contato com tudo e com todos e verá como surgem coisas tão diferentes de cada conexão. A diversidade nos leva para novas possibilidades pois cada pessoa tem um universo dentro de si e milhares de outras novas conexões distintas que vão alterar, a cada vez, a trilha que percorremos entre todas essas mais de 7 Bilhões de pessoas que existem no mundo.

Se você despreza a teia, está contrariando a própria matemática da vida e está se boicotando diante do seu próprio sucesso e benefício. Se você começar a desenvolver amor-próprio e se abrir pra situações que te beneficiam, terá as melhores chances de vencer e se dar os melhores resultados possíveis na vida conforme suas realidades gerais. A todo momento eu estou passando e estendendo as mãos, mas, infelizmente, muita gente se fecha e acaba deixando as oportunidades passarem. Eu me sinto grato em perpetuar esse ciclo de transformações por ter entendido o potencial e necessidade de tudo que foi feito pra mim e, depois, por mim. Viveremos melhor se ajudarmos uns aos outros a subir.

Em todo lugar que você estiver, seja grato pelas coisas todas que te beneficiaram ou que podem vir a te beneficiar. Esteja em contato com as pessoas numa relação transparente, seja lá quais forem seus problemas pessoais. Quem tiver mérito pra estar do seu lado, apesar dos seus problemas, estará e quem não estiver, felizmente, irá embora deixando o caminho livre. Não se menospreze pelo modo como você está hoje, porque estar e ser são coisas diferentes. Estamos sempre em constante transformação e o que somos hoje, poderemos não ser amanhã.

Rodrigo Meyer

As facilidades estão tirando nossa disposição.

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Apesar de tanta coisa que veio em nosso benefício em termos de facilidades, tecnologias e a própria diversidade, acabamos ficando acomodados e perdemos a disposição em fazer várias coisas que antes nos eram naturais e, eu diria, necessárias. A mente e o corpo, como sabemos, se mal utilizados adoecem e se pouco utilizados atrofiam. E foi mais ou menos nessa direção que as gerações recentes se perderam.

Muita gente trocou as visitas domiciliares por encontros virtuais. As conversas já não dependem de locomoção e planejamento de data. Às vezes unimos o entretenimento coletivo de uma casa noturna ou bar aberto ao público em geral para retomarmos a socialização com um ou outro conhecido. Estes se tornaram os pontos de encontro fora da internet. Mas, frequentemente, vamos apenas aos mesmos lugares e não temos muito interesse de sair pra explorar a cidade, se não houver destinos pré-definidos.

De certa forma, por preguiça, negligenciamos muitas das coisas que compõem o nosso bem-estar físico e emocional. Deixamos de escrever cartas manuscritas e alguns abandonaram até a leitura dos livros físicos em detrimento das versões digitais. A comunicação já não nos obriga a ter caligrafia, porque podemos utilizar fontes de texto para nossos textos virtuais. Já nem lembramos mais como é a nossa letra e estamos, literalmente, desaprendendo a escrever. Um estudo mostrou que a geração que nasceu com a internet, acabou transformando sua escrita manual em letras soltas ao invés de cursiva, em sinal de imitação ao texto virtual.

Produzir um vídeo é tão fácil quanto apertar o botão de gravar do celular ou câmera fotográfica. E estranhamente, o telefone celular já não serve mais como telefone e as câmera fotográficas estão se tornando câmeras de vídeo. Já não paramos para fotografar, queremos logo a criação mais abrangente possível. Gravamos tudo que encontramos pela frente e não organizamos nem planejamos muito. Alimentamos animações em GIF geradas automaticamente por sites. Ótimas facilidades, mas que não estão necessariamente melhorando a produtividade ou qualidade dos conteúdos.

Fazemos muito mais coisas, mas temos muito menos paciência e engajamento por qualquer coisa que não seja sintética, pré-fabricada, artificial e simplificada. A construção de casas já está começando a surgir no sistema de módulos pré-fabricados. As ilustrações estão sendo substituídas por montagens de fotografias preexistentes. Até mesmo os textos e notícias estão sofrendo uma degradação sem precedentes. Diversas mídias já não criam os próprios conteúdos, mas apenas replicam o que conseguem facilmente copiar e colar de outra mídia que encontram pelo caminho.

Acabamos, sem perceber, nos tornando o oposto da produtividade. Compartilhamos o que vemos e não criamos nada. Comemos o que estiver disponível para comprar e não o que escolhermos plantar e/ou cozinhar. A comida já vem com conservantes que conservam tudo, exceto nossa saúde. Ganhamos tempo, mas saímos no prejuízo. Nosso corpo reclama, nossa mente se entristece e ficamos um pouco menos vivos. E isso não é uma questão de mero capricho. O ser humano tem necessidades que, se ignoradas, comprometem a mente, levando para situações de ansiedade, depressão, medo, distimia, transtornos obsessivos e várias outras situações.

Estamos nos tornando tão rápidos quanto essas facilidades de nosso tempo. Mantemos relações cada vez mais descartáveis, como se lidássemos com avatares de redes sociais. Ignoramos pessoas como quem fecha um arquivo que não quer mais ver. Deixamos as pessoas falando sozinhas, pelo costume que adquirimos de poder manter o histórico da conversa para retomarmos posteriormente. Estamos levando pra nossas vidas, a conduta que é típica das facilidades da internet e as demais tecnologias. E estamos nos tornando menos humanos e mais virtuais.

Isso não deveria ser necessariamente ruim, mas o ser humano, adoentado pelos excessos, não está conseguido gerir essas realidades de maneira saudável. Há muita coisa em suas mãos e ele mal sabe como lidar com uma fração delas. Está se enrolando da cabeça aos pés em tudo que tenta fazer, porque a vida tornou-se algo que ele já não reconhece como agradável. Tudo está fácil, mas está também chato, frio e sem desafios. A mente não se sente bem em ser cada vez menos necessária e o corpo já está frágil e preguiçoso para qualquer coisa que não envolva teclas e automação.

Estamos lotando os consultórios médicos e as sessões de terapia psicológica. E isso não precisa ser assim. Precisamos reavaliar nosso modelo de viver a modernidade. Não precisamos abrir mão das tecnologias, mas precisamos aprender a utilizá-las para benefício real e não para nutrir um estilo de vida cego. Se não enxergarmos a luz por traz de tudo que estamos fazendo, absorveremos esse vazio como sinônimo da realidade e, claro, nos sentiremos péssimos em relação a isso tudo. Viver bem está relacionado a fazer bom uso daquilo que se tem. E não podemos tirar da equação a nossa posse mais preciosa: nosso corpo e mente. Vamos olhar com carinho sobre o que estamos fazendo dos nossos dias.

Espero que possamos dançar mais e melhor, suar em atividades braçais, em artesanatos, nutrir o corpo com comida de qualidade, boicotando sempre que possível as comidas enlatadas cheias de corantes e conservantes. Vamos dedicar tempo pra receber nossos amigos, sorrir diante da companhia de animais reais e não só das fotos e vídeos fofos pela internet. Vamos dedicar tempo para abraçar as pessoas em paralelo aos likes que deixamos nos conteúdos. Vamos olhar nos olhos, desfrutar de uma vida sexual mais ativa e com mais sentido, sem as distorções da pornografia industrializada e massificada. Vamos desligar as luzes brancas de LED e relembrar o tom alaranjado das velas. Vamos retomar o lado humano de nossa realidade, pra que as coisas não se tornem uma rotina fria e rude.

Rodrigo Meyer

A relação entre, medo, imediatismo e ignorância.

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Não importa em qual era observemos, o ser humano sempre consegue nos provar que existe uma relação forte e direta entre medo, imediatismo e ignorância. Em tempos mais remotos, quando pouco se sabia sobre fenômenos naturais, por exemplo, as pessoas poderiam surtar de medo ou euforia por um raio, um trovão, o início de um fogo, uma luz no céu, um terremoto ou uma inundação.

Não saber do que se tratam as ocorrências, mantém nossa mente em estado de alerta, por defesa e instinto de preservação. O desconhecido assusta a maioria de nós. Foi assim com a escuridão, os eclipses, os ruídos na floresta, o contato entre povos pela primeira vez e muitas outras coisas.

Não há nada de errado nisso, a princípio, uma vez que vivemos de acordo com aquilo que conhecemos. O problema só passa a existir quando nos recusamos a investigar o desconhecido para chegar à uma conclusão mais sensata, mais lógica, mais realista. Se temos pela frente um som que nunca ouvimos, deve ser papel do ser curioso tentar decifrar o som, compreender com base nas suas lembranças similares o que possa causar tal ruído. Folhas estalando numa floresta podem ser animais caminhando, se já tivermos experiência anterior sobre isso. Com a repetição das experiências ao longo do tempo, nos acostumamos e o medo ou ansiedade somem.

Porém, se nos acostumamos à preconceitos, não formamos conhecimento, mas apenas ignorância. Se passamos a descrever como monstros quaisquer ruídos na vegetação ou assovios do vento, corremos o risco de persistir nesse engano e acabar nos contaminando com um falso conhecimento. O imediatismo nos faz adotar um sentido, porque a mente tem pressa em se estabilizar e entender a realidade ao redor. E quando ela não encontra uma resposta satisfatória ela pode gerar ansiedade pelo suspense diante do desconhecido e as fantasias possíveis acerca daquilo. E é aí que entram as “soluções” fáceis, embora não realistas. A mente do imediatista vai eleger qualquer situação que for mais simples para servir como resposta ao desconhecido ou à dúvida. Vejamos alguns exemplos.

Alguém toca a campainha de uma casa pela madrugada. É um ato inesperado, considerando que a maioria dos contatos comuns surgem pelo dia (o que mesmo assim, pode ser uma surpresa). Então, muitas das pessoas, ao invés de verificar quem está chamando e ir atendê-lo, coloca-se em estado de alerta e defesa, supondo ser algo ruim, simplesmente porque está fora dos padrões esperados. Colocam-se a pensar se talvez seria algum aviso de parente doente ou acidentado ou até mesmo de um ladrão tentando alguma ação. Mas, muito menos provável é que a maioria das pessoas pense que possa ser algo positivo. E embora isso seja compreensível do ponto de vista da surpresa diante do desconhecido, é papel do ser humano saber mais antes de dar um veredicto sobre a situação. E quais opções existem à partir disso?

O ser humano imediatista vai talvez ignorar a campainha propositalmente, recusando-se às possibilidades seguintes ou ainda vai agir de maneira inquieta, buscando olhar pelas frestas da janela qual é a potencial ameaça que está diante dele. Enquanto isso, o ser humano não imediatista, sem esse medo precipitado, simplesmente vai tranquilamente ver do que se trata, como qualquer outra ocorrência que pudesse haver em outro momento da vida. Em seguida, sabendo um pouco mais do que se trata, decide racionalmente pela escolha em atender e como atender.

E essas diferenças são apenas capricho? De forma nenhuma. Trata-se em não incentivar em nós mesmos, condutas de preconceito sobre as situações, coisas e pessoas. Trata-se de termos uma mente investigativa que se coloca a pensar antes de julgar. Trata-se de não cometermos injustiças e de não deixarmos que nosso imediatismo e ansiedade nos faça humilhar ou reprimir alguém sem necessidade. Trata-se de tirarmos esse egoísmo tóxico de nós mesmos e começarmos a olhar ao redor como um mundo de pessoas e possibilidades. O mundo é para todos e não só para nós mesmos. Não existe reinado onde todas as pessoas são reis. Então elas precisam baixar esse status imaginário e começarem a agir como irmãos, como amigos, como iguais, enquanto forem tratadas da mesma maneira.

Livrar-se de preconceitos é, consequentemente, livrar-se de ignorâncias. Investigar o desconhecido em qualquer tema que for, nos leva a saber mais. Deduzir friamente sem nem se quer ter investigado, é parafusar na testa uma placa de neon que destaca a ignorância do momento. Gritante como o neon da ignorância e do preconceito, o medo também é notório nessas situações. O medo às vezes alimenta a ignorância e o preconceito, pois coloca o indivíduo em reações desnecessárias diante de situações, coisas ou pessoas, apenas porque tem histórico traumático com temas semelhantes.

E é assim que preconceituosos levantam o vidro de seus carros em uma simbólica proteção à potencial ameaça de um pedinte no farol, que de ameaça não tem nada. Mas, para os preconceituosos, o simples incômodo de uma pessoa fora dos seus padrões idealizados, mal vestido, sujo e meio moribundo, lhe parece uma ameaça. Será que esse medo seria, na verdade, o medo que se tem de um dia se ver na situação daquele pedinte? Será que esse distanciamento das pessoas fora dos padrões esperados é tal qual o medo de muitos vivos pela chegada da morte? Seria esse medo doentio fruto de traumas?

Que todos iremos morrer um dia é mais que certo, então sabemos que se estamos vivos, estamos aptos a sermos surpreendidos pela morte a qualquer momento. Mas outras questões não são assim. Ninguém poderá afirmar que por estarmos de pé, alguém virá nos dar uma rasteira, nem que, por termos um prato de comida, alguém virá esvaziá-lo antes de nós. Nem mesmo o medo da garantida morte é necessário pra vivermos bem, então menos necessário ainda são os medos que advém apenas de preconceitos.

E para combater os preconceitos, nada melhor que ter a mente aberta e disposta a pensar antes de falar, pensar antes de agir, pensar antes de julgar. Se encontrar uma situação pela frente, coloque-se naturalmente ao momento como sempre esteve, afinal não é sequer necessário que se planeje qualquer coisa sobre isso. Ninguém cria tabelas sobre ritmos de respiração, apenas respira e vive. Faça o mesmo e deixe que as situações se mostrem tal como elas são. Seja um observador e não um preconceituoso. Dessa forma, todos saem ganhando, inclusive você.

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Rodrigo Meyer

Compre dos pequenos profissionais, pois os grandes não precisam.

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Por todo o mundo, grande parte das pessoas são pessoas comuns, sem muito dinheiro, sobrevivendo em um emprego ou tentando a vida como autônomo. Elas são a maioria da humanidade. E elas são pouco atendidas nas suas necessidades porque uma parcela muito pequena das pessoas detém grandes fortunas, controlam grandes empresas e se nutrem de grandes públicos que continuam dando abertura para eles cresceram ainda mais.

É claro que não há como fazermos um foguete doméstico pra irmos à Marte e, portanto, a NASA e a ESA poderão ser as gigantes indispensáveis nessas missões. Mas o mundo não vive só disso. Você já se perguntou quanta coisa você compra dos grandes sem necessidade? Te dou alguns exemplos possíveis.

Quando você quer uma camiseta, pode ser que se interesse por uma estampa de um desenho ou frase. E isso é legal, demonstra sua personalidade e seus valores. Mas há necessidade de que essa camiseta seja comprada de uma empresa que já detém milhões em vendas? Eles precisam mesmo de seu suado dinheiro pra continuarem ricos? Não seria mais interessante ir conhecer aquele autônomo que estampa camisetas em casa pra sustentar a família e ter um mês menos trágico? Te garanto que você ficará mais feliz em ter algo que além de mais barato é também personalizado pra você. E de quebra, você investe em quem mais precisa trabalhar.

Alguns produtos e serviços não precisam vir de grandes lojas ou fabricantes. São coisas que pessoas comuns desenvolvem e fazem com grande profissionalismo e valor. Se você gosta de bijuterias, artesanatos, obras de arte, livros e outras formas de cultura, terá muitas opções interessantes entre quem fabrica esses conteúdos e os vende diretamente pra você, sem estarem massificados por uma cadeia de produção milionária que espalha isso em shoppings ou grandes sites. Vá pelas beiradas e encontre os pequenos trabalhadores, pelas páginas da internet, os contatos de celular, os moradores do seu bairro ou os comerciantes ambulantes. Há muita realidade precisando ter mais visibilidade. E você é quem determina se eles terão isso ou não.

Às vezes vamos fazer uma festa e compramos a comida de marcas estabelecidas. Porque não dar uma busca na internet sobre quem trabalhe com isso em casa e que possa atender seu pedido? As pessoas precisam de trabalho e, portanto, de clientes. Essas, que pouca estrutura possuem, são as que mais precisam da sua interação como cliente. Se você já pretendia comprar, não haverá nenhum empecilho pra tomar a decisão melhor. Aliás, poderá, frequentemente, encontrar qualidade melhor, devido ao modo caseiro e atencioso com que algumas coisa são feitas.

Tem surgido na internet, grupos interessantes com a onda do handmade (feito à mão) e também grupos ao estilo do ‘compro de quem faz’ ou ‘compro das minas’ (uma forma de incentivar que as mulheres tenham mais espaço no mercado de trabalho). Tudo isso são políticas que tentam incentivar e abrir os olhos das pessoas para uma necessidade gritante que é a de trabalhar, de se sustentar ou mesmo de se expressar. E você é a chave pra que isso ajude à todos esses e também se ajude.

Há um mundo fora das lojas formais que você pode apoiar em artigos esotéricos, roupas, comida, sobremesas, personalizações de canecas, autônomos da área de criação de mídias digitais e impressos, fotógrafos, terapeutas, eletricistas, artistas, professores de idiomas e quase tudo o mais. Talvez só na temática de foguetes como os da NASA que você não conseguirá substituições, mas até nisso eu já vi notícias de pessoas comuns tentando lançar projetos de baixo custo para por câmeras na órbita terrestre. Então, acho que tudo é possível, dependendo dos objetivos e necessidades. Mas se suas necessidades não são extremas como alta tecnologia e construções de arranha-céus, então você tem opções mais diversas, mais próximas e mais positivas pra apoiar.

O mundo se torna muito mais divertido e menos robotizado quando começamos a nos relacionar diretamente com as pessoas. Pequenos comércios são muito mais relevantes no que fazem, porque eles estão lidando com os consumidores de uma maneira completamente diferente das marcas gigantes. Visite o mercadinho do lado da sua casa, o artista de rua que desenha ou faz bijuteria, o engraxate, os boleiros da vizinhança, aquele boteco sem nome, e se mais gente fizer o mesmo, logo eles estarão em uma situação melhor, te atendendo melhor, vivendo melhor, transformando o ambiente ao redor em algo coletivamente mais próspero pra todos. É daí que surgem empregos mais sólidos e parcerias mais reais.

Apoie quem está começando, quem está desempregado ou muito tempo sem clientes. Comece a direcionar seu dinheiro de forma que essas pessoas tenham condições também de dedicar um pouco do dinheiro delas pra você de volta, no seu ramo de trabalho. A cooperação é uma troca e pode ser feita através do modelo atual que usa o dinheiro como intermediário ou pode ser até mesmo por trocas diretas, onde você presta um serviço para alguém que possa lhe prestar outro. Assim todos saem ganhando. Viver fica mais fácil se você não complicar.

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Rodrigo Meyer

São Paulo, a metrópole que não pulsa.

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Quando as pessoas das cidades pequenas ouvem falar de São Paulo, se entusiasmam pelas possibilidades que imaginam. Ouvem dizer dos cinemas, bares, shoppings, comércios de todo tipo, vida noturna e todos aqueles carros, o metrô e a multidão de pessoas. Ficam com a impressão de que é uma cidade que pulsa. Mas pulsa onde? Pra quem? Pra mim, me traz mais repulsa.

Me deixa explicar. É claro que existem muitas coisas acontecendo pela cidade. Existem bairros inteiros dedicados à um único tema de comércio, por exemplo. Temos milhares de bares, restaurantes e a vida noturna existe. As pessoas estão por lá, às duas ou três da manhã, dançando, conversando ou dividindo uma bebida. E, apesar de tudo isso, é uma cidade morta, sem vida, sem vontade de se sobressair.

Por aqui, a demanda por álcool ainda é maior do que por comida. Chegada a meia-noite ou até um pouco antes, restaurantes estão fechados. Se deseja comprar alguma coisa diferente, seja breve, pois os comércios só sobrevivem bem até umas seis horas da tarde. Depois disso, cruze a cidade e interprete a “vida noturna” como algum bar aberto, um posto de gasolina 24 horas ou talvez alguma casa noturna no Centro, longe de tudo e de todos, pois, diferente de muitas outras cidades, o Centro não é mais o centro da cidade. Por lá, embora ainda hajam alguns bares e discotecas, todo o resto está completamente abandonado, vazio e apagado.

Prédios vazios, sem significado, de portas fechadas, a maioria de comércios que sobrevivem atuando de dia, pela busca temática por algum nicho profissional. De noite, mal sabemos o que são. Muita coisa sequer tem placa ou fachada diferenciada. Um mar de portas cinzas, vedando a curiosidade de quem passa.

Andar pelas ruas de noite, já pressupõem certa solidão. Com tanto espaço e tantas ruas entre os prédios altos, você facilmente some pelas calçadas sem encontrar ninguém. E se os espaços são mais residenciais do que comerciais, é pior ainda. Os carros estão presentes em massa nos horários de pico, pela manhã e na volta do trabalho, mas depois que todos estão em casa, abandonam a cidade e os poucos que se vê na madrugada geralmente são de taxistas ou de algum errante entediado que resolveu dar uma volta.

Os neons estão apagados, os ruídos são localizados. Dependendo do dia, juntam-se em dez ou vinte pessoas para beber na frente de lojas de conveniência. Mas é tudo tão chato, artificial e sem motivo, que a rotina ri da cara deles. Toda vez os mesmos rostos, fazendo as mesmas coisas, se recusando a conversar ou dançar, porque o que sobra mesmo é fingir vida atrás de umas latinhas caras de cerveja aguada.

Com alguma sorte, consegue se encontrar grupos de amigos reais nos bares de cerveja artesanal que estão se tornando moda por aqui. Mas que moda é essa que traz apenas dois bares por um dos bairros mais ativos da região? É tudo que temos. E não se entusiasme, pois todos eles fecham as portas ao cair da noite e é de bom tom evitar pedir qualquer coisa da cozinha perto do horário de fechar. Onde estão os comércios 24 horas? Se você tem planos de aproveitar a noite, repense seu destino. São Paulo não é dada à atividades noturnas. Já frequentei cidades minúsculas no interior do estado de Minas Gerais que fazem mais do que São Paulo promete.

Dizem que temos Cinema. É verdade. A maioria está dentro de shoppings, o que restringe o acesso e até o interesse de frequentá-los. No horário ativo as pessoas que fazem compras das lojas de roupas, acabam eventualmente frequentando as salas para assistir algum filme. Mas quando chega a noite, os noturnos choram pois, as últimas sessões começam cedo o suficiente pra que lá pela meia-noite ou no máximo 1 da manhã as pessoas saiam do cinema direto pra suas casas. Na saída, não encontrarão o que que comer, tudo estará apagado, e o próprio shopping, devidamente isolado. Você só tem a opção de percorrer a trilha direto pra porta da rua.

Demanda? Será que há? Somos muita gente morando por aqui, mas ninguém está disposto à trabalhar tão tarde. A cidade dorme e tem comércios que regulam o horário como querem. Se num determinado dia os clientes custam a aparecer num bar, garçons já começam a recolher as mesas e cadeiras sinalizando que vão fechar. Se há clientes bebendo até 3 da manhã, ficam abertos, forçosamente, mas se duas ou três horas antes o movimento for de grupos menores ou pessoas em isolado, não veem sentido em continuar. Fecham sem aviso prévio e tem dias que nem querem trabalhar.

Falam que São Paulo tem muito trabalho. Então me digam onde estão, pois eu não encontro ninguém trabalhando quando preciso de qualquer coisa que não seja o pão pela manhã e o almoço ao meio-dia. Me sinto vivendo em alguma cidade do interior, com a diferença que aqui tudo custa mais caro e a qualidade de vida é imensamente pior. E como são tristes as pessoas por aqui. Realmente um espaço que não tem mais espaço. Recusam as pessoas e fecham a janela. Uma cidade incompleta.

E de dia? A cidade é pulsante? Oras, se uma cidade só é grande diante do sol, ela já está morta faz tempo. E quer saber? Mesmo de dia isso aqui tá longe de pulsar. Vê-se muita coisa à venda, mas pouca coisa que valha a pena conhecer. Estão lá, pela frente ou ao lado de algum atendente que não quer atender. Às vezes fica a impressão de que estamos tomando o tempo dos funcionários e que deveríamos parar de comprar. E a ideia não é ruim, afinal.

Às vezes acho que romantizo demais as cidades ou que crio parâmetros muito irreais com os filmes que assisti. Nunca fui ao Estados Unidos, mas se for como os filmes e seriados mostram, podem ter mais pulso que todo esse cemitério daqui. Fico com a impressão de que, no Brasil, quanto “maior” for a cidade, menos vida tem. E na sua cidade? Como é o ritmo e o que as pessoas buscam fazer de seus dias? A diversão é real ou são apenas pessoas vazias atrás de latas de bebida?

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Rodrigo Meyer