Quem são os apoiadores de Bolsonazi?

Inicialmente, antes das eleições do final de 2018, o quadrilheiro saiu do anonimato e ganhou fama, em especial pela repugnância e polêmica de suas afirmações em uma ou outra mídia, com ajuda de uma gangue de crianças de não mais que 13 ou 15 anos de idade. A imaturidade de todos, inclusive do referenciado, uniu essas pessoas em uma ideia em comum que era a de autoafirmação diante da sensação de serem completos imbeciloides diante da vida séria, adulta, etc. Enquanto adolescentes de 13 anos tentavam se sentir adultos, fracassavam tanto quanto seu bandido de estimação, Bolsonazi.

As afirmações racistas, machistas, homofóbicas, de incentivo ao crime, violência, milícia, extermínio de pobres, ódio de classes, ridicularização de vítimas, somaram-se com aquele aspecto patético de pseudo-masculinidade atrelado a armas e bandidos fardados do Exército e da Polícia Militar, culminando numa fácil aceitação por esse público de adolescentes mal resolvidos com a puberdade, com inconsistência / fraqueza mental, covardia, insegurança psicológica e uma criação social moldada por famílias desestruturadas, cheias de vícios de conduta, de ética e outras mazelas. Não demorou muito pra que essa sopa de desgraça, alimentasse a mídia onde esses adolescentes improdutivos mais gastavam tempo: a internet.

Por muito tempo, essa catástrofe midiática foi vista apenas como uma moda patética. Mas foi justamente a visibilidade ao trágico e cômico que deu espaço pra que uma figura que era anônima na política há quase 30 anos, ganhasse repercussão. Passou a figurar em mais programas de televisão, em notícias, memes, etc. Uma vez famoso por todo lixo que proferia em palavra e conduta, chamou atenção de um novo público que se juntaria à ele: adultos conservadores, bandidos fardados, racistas, neonazistas, milicianos, quadrilheiros, estupradores, traficantes, estelionatários, burgueses corruptos e qualquer um que se sentisse representado pelos crimes que ele enaltecia.

A cada vez que ele elogiava um bandido fardado em qualquer mídia, essa classe se sentia finalmente protegida e acolhida, com respaldo de alguma figura pública famosa. Isso dava a certeza de que poderiam aumentar e perpetuar seus crimes e condutas com a chance de ainda serem condecorados, melhor pagos, enaltecidos em mídias e normalizados como o padrão de realidade. Se antes tinham que se esconder nas intervenções nas favelas pra cobrar propina, pedágio, traficar armas e drogas, assassinar inocentes, forjar cenas de tiroteio pra justificar assassinatos de inocentes, agora poderiam simplesmente fazer isso em qualquer lugar, de qualquer maneira. E fizeram, como mostra o episódio em que o exército disparou 80 (oitenta) tiros contra um carro de uma família inocente, seguido do comentário do Bolsonazi de que o exército não havia feito aquilo.

Não demorou nada pra que parentes e cônjuges cúmplices desses bandidos fardados entrassem em defesa daquele idoso fétido que discursava em favor do crime, sob a fachada falsa de repúdio ao que eles chamavam (e apenas chamavam) de crime em si. Enquanto defendiam a invasão pesada nas favelas, sobre o pretexto de combater o tráfico, na verdade encobriam o fato de que as próprias UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), na verdade eram os próprios controladores do tráfico de drogas local, tanto na parte do dinheiro, das armas, quanto das drogas, movimentando fortunas gigantescas simplesmente pela facilidade que o cargo lhe conferia. Uma estratégia comum entre os frouxos e covardes, que precisam se esconder atrás de um colete a prova de balas, uma viatura, um distintivo / cargo / profissão, um pseudo-aval do governo para terem acesso a algum poder sobre os outros, por meio do crime, corrupção, violência e patetice. Munidos não só de balas e armas, tinham também um salário oficial seguido de uma fortuna paralela vinda da corrupção da própria “profissão”. Enquanto isso as elites continuavam a traficar com seus helicópteros com meia tonelada de cocaína ou, como vimos mais tarde, pelo próprio avião da FAB (Força Aérea Brasileira), levando cocaína para o exterior junto com a comitiva do “presidente” Bolsonazi.

Tal realidade sempre existiu e, com o passar do tempo, foi citada e homenageada. A cada crime cometido por um destes bandidos fardados, Bolsonazi ou um de seus familiares, logo se pronunciava em admiração e proteção, tentando criar uma imagem social de que ser bandido era o ápice da grandeza de um indivíduo. Aquela visão falha, frouxa e tragicômica de masculinidade que nunca figurou além de pseudo-masculinidade. A insegurança nesse quesito foi o alicerce pra construir um modelo imaginário que atingisse ainda mais apoiadores, por meio de afinidade com o problema. Agora já não precisava ser apenas bandido fardado pra se sentir pertencente ao grupo de “valores” que Bolsonazi protegia. Se ele figurasse ao lado de amigos condenados por estupro, por exemplo, logo atiçava os olhos de estupradores para se sentirem parte do time. Se ele saía à público pra humilhar mulheres, os machistas erguiam as mãos em saudação à um similar. Se a humilhação fosse pra gays e lésbicas, os homofóbicos (muitos deles, homossexuais não assumidos publicamente e muito mal resolvidos com o tema) batiam a mão no peito de orgulho por ver que alguém os ajudava a encobrir essa condição deles.

Quando figuravam nas notícias as ações de extermínio, estupro, assassinato e desova de corpos, de forma massiva e aleatória por parte dos bandidos fardados da “polícia” e “exército”, uma classe burguesa aplaudia simplesmente por ver que pobres e negros estavam sendo eliminados do planeta. Pouco se importavam que o ideal racista deles fosse um crime triplo de racismo, assassinato e apologia ao crime. Sentiam-se livres pra falar, afinal, dejetos similares já foram falados publicamente em todo canto, repercutindo nas redes sociais. O Brasil se sentiu finalmente bem representado, por uma figura que enaltecesse a elite corrupta, a classe média corrupta que almejava ser rica como a elite e uma classe pobre corrupta, que, enganada pela classe média e pela burguesia, eram a força motriz de suas próprias mortes e desgraças. Nasceu o tragicômico “pobre de direita”, a figura que acreditava que a miséria em que ele estava inserido era culpa apenas dele e que ele poderia sair dessa condição, apenas se esforçando. Ironicamente, nenhum deles saiu da condição de miséria, senão pela corrupção ou outras formas de crime, tal como o exemplo dado por seus exploradores acima.

A elite branca, composta de todo tipo de inúteis que jamais trabalharam na vida, alimentados pela exploração do capital e da força de trabalho alheia, receptores de heranças (incluindo as gordas heranças de militares e antigas famílias beneficiadas por doações de terras pelos governos corruptos das épocas de ditadura militar e monarquia), agora tinham uma marionete útil que lhes servia facilmente. Montados em grandes mídias de pseudo-jornalismo, rádios, canais de televisão e outras empresas de fachada pra extensa e contínua lavagem de dinheiro, puderam investir esse excesso de dinheiro, contra os seus opositores, controlando como e quando as peças do jogo seriam movidas por essa regra mundialmente difundida, chamada ‘poder financeiro’. Cada vez mais tinham a possibilidade do dinheiro comprar decisões favoráveis na “Justiça”, de abafar delatores, de comprar o assassinato de seus opositores, de comprar espaços nas mídias para inserção de seus pontos de vista, de fundar instituições de lavagem cerebral (e também de dinheiro) como as pseudo-Igrejas, que em inúmeros casos estavam atreladas ao tráfico de drogas e armas, evasão de dinheiro pro exterior, acobertamento de estupradores e/ou pedófilos e todo tipo de banditismo esperado por um grupelho de pessoas que viram no Brasil o potencial para montarem em cima da população otária, para usurpar dinheiro e outros benefícios, sem precisarem sequer se esforçar pra isso, já que os próprios explorados estavam cada vez mais mergulhados na chamada ‘Síndrome de Estocolmo’, onde passam a admirar e proteger seus próprios opressores.

Com tamanha facilidade da perpetuação do crime, com o tempo a realidade foi se tornando saturada e insustentável, uma vez que todo o massacre gerou também um risco de reação explosiva de resistência. Então encontraram uma solução emergencial que foi o golpe político na democracia, para controlar de vez tudo e todos. Eliminaram a primeira resistência a todo esse entulho, ao inventar um crime para atribuírem à presidente da época, Dilma Rousseff. Sendo claro a inexistência do crime, tiveram que forjar uma análise jurídica do caso, sob os votos comprados na Câmara e dos acordos políticos de bastidores, como sinalizado no áudio vazado das conversas que se tornaram meme na internet falando de “estancar a sangria” por meio de “um grande acordo nacional com o Supremo, com tudo”. Tempos depois pudemos perceber a aplicação prática disso, ao ver como as estâncias de julgamento do ex-presidente Lula o tiraram da elegibilidade das eleições de 2018, sob a alegação de crime, por meio de uma denúncia forjada, um julgamento comprado e manipulado por interesses políticos, sem nenhum alvo real e concreto em termos de crime e provas, mas que, por meio de um teatro midiático e o apoio da quadrilha Bolsonazi, ficaram validados e cimentados pela corrupção de mídias, políticos, instituições públicas, delatores comprados, delegados e juízes assassinados, além do caso histórico do extermínio de Marielle Franco que, justamente, denunciava a ação criminosa dos bandidos fardados. Pudemos constatar o ocorrido, quando veio à tona recentemente os vazamentos das conversas do “juiz” Sérgio Moro, conhecido como Marreco de Curitiba, forjando o processo e a condenação de Lula por meios de acordos. Graças a mídia “The Intercept”, pudemos ter acesso a essas conversas vazadas comprovando a corrupção que já sabíamos mas aina não tínhamos provas.

O desgoverno chegou ao “poder” e cumpriu o esperado pelos seus idealizadores e financiadores. Entregou o país para os americanos, privatizando tudo o que fosse possível, desvalorizando e vendendo em troca de nada, conferindo um lucro astronômico para acionistas e burgueses de dentro e fora do Brasil, atrelados a esse modelo corrupto de fascismo, conservadorismo, ódio de classes, racismo, neonazismo, machismo, incitação ao estupro, veneração ao banditismo militar e tudo aquilo que cansamos de ver e saber estar atrelado a essa classe que toma de assalto os espaços políticos e públicos pra ganhar uns anos a mais de vida nadando na fortuna que nunca tiveram competência, mérito e coragem de conquistar por meio de trabalho e inteligência. Basicamente um atestado de frouxidão nunca visto antes. O clássico clichê (redundância proposital) da estupidez humana, que, na ganância por dinheiro fácil e diante da barreira de um Q.I. estrondosamente insuficiente para as ações cognitivas mais simples, tiveram que se render ao crime, ao fascismo e a violência para se apossarem do que queriam.

Passaram-se alguns poucos dias da “posse” do desgoverno atual em 2019 e o nível de desemprego aumentou pra números recordes, junto com a taxa de suicídio. A criminalidade disparou, os casos de corrupção aumentaram não só em número de casos, mas em volume de dinheiro envolvido. Somente alguns desses casos já conseguiram atingir o patamar dos trilhões em corrupção. Somados todos, o número seria incalculável para a noção média atual. O Brasil é recordista em arrecadação de impostos, em corrupção, em pobreza, em lavagem cerebral, em sonegação de impostos, em lavagem de dinheiro, em exploração do trabalho, em usurpação do dinheiro em instituições pseudo-religiosas, no tráfico de droga e armas e em qualquer outro crime que você quiser incluir na lista. Somos um pseudo-país, fazendo pseudo-política, para que uma porcentagem minúscula de frouxos seja beneficiada.

Atualmente nossa alimentação está tomada por 269 novos venenos adicionados na agricultura, entre eles diversos que são altamente letais e cancerígenos. Esse veneno está presente inclusive nas torneiras das casas, segundo o mapa da água e tem como objetivo claro e direto, o extermínio da população mais pobre, seguido da oportunidade de lucro fácil em cima de um problema que nunca existiu, exceto como barreira pro banditismo da burguesia. A aposentadoria não será mais possível aos brasileiros úteis, que terão que trabalhar até o dia da morte, já que a idade média de longevidade é inferior à idade estabelecida pela reforma da previdência. Diversas classes especiais de beneficiários da previdência foram simplesmente removidos, mas não por que falta dinheiro para mantê-los e sim porquê o objetivo é explicitamente matá-los depois de escravizá-los ao máximo possível pelo trabalho, com um salário indigno sem direito a nenhuma aposentadoria, enquanto todo esse montante arrecadado pela instituição, é direcionado pra engordar os benefícios já gordos da classe que menos paga impostos no país: políticos, militares, banqueiros, grandes mídias e burgueses em geral. Enquanto o modelo prático é o do dinheiro fácil tirado à força da massa pobre, incitam a população idiotizada a repetir o discurso da meritocracia, a mesma meritocracia que eles nunca irão seguir, até porque sabem tanto que não existe e não funciona, que tiveram que desistir de tentar e se envolver com o crime pra obter qualquer “vantagem” financeira e política.

E é tão somente por toda essa afinidade com o crime, violência, opressão, machismo, homofobia, fraqueza mental, insegurança, masculinidade frágil, Q.I. limitadíssimo e falta de perspectiva pessoal e social, que uma parcela podre da população brasileira apoiou e segue apoiando a quadrilha Bolsonazi, assim como todos os demais grupos sociais que fazem parte, direta ou indiretamente, dos “benefícios” que a quadrilha os concede, por meio de acordos criminosos nos campos políticos, midiáticos, financeiros, militares, etc. Se você, ingenuamente, achou que era por combate à corrupção o ódio dessas pessoas contra as figuras como Dilma, Lula (frequentemente avaliados como Centro-Esquerda ou até mesmo apenas Centro) ou a qualquer figura posicionada no espectro da Esquerda ou em posição qualquer que seja que se oponha à quadrilha Bolsonazi, então lamento pela sua ingenuidade. Não existe bandido ideologicamente convicto que seja contra a criminalidade ou corrupção. Basta ver que, durante o teatro tragicômico que foi a chegada do desgoverno Bolsonazi em 2019, o que não faltou foi notícia de eleitor assumido do quadrilheiro “eleito”, figurando em crimes de tráfico de drogas, assassinato, estupro, sonegação de impostos, desvio de verbas, corrupção ativa e passiva, falsificação de documentos e o que mais você quiser listar como crime. Basicamente a realidade é uma só: se foi eleitor de Bolsonazi é bandido ou admira e faz apologia ao banditismo, o que dá no mesmo. Se uma figura que se declara e/ou se alia com neonazistas, homofóbicos, racistas, machistas, milicianos, estupradores, traficantes, estelionatários e afins, discursa na mídia abertamente e atrai o interesse de voto de um indivíduo, então esse indivíduo não se opõem aos crimes por ele praticados, mencionados, aplaudidos, abafados, homenageados, elogiados, ostentados, perpetuados e normatizados. O eleitorado de uma escória desse tipo, torna-se igualmente criminoso por endossar os crimes e por ter uma mente completamente voltada para a validação desses ódios, preconceitos, violências, crimes e fraquezas. O eleitorado que se sente representado por uma escória, vê na figura da escória um espelho, uma identificação.

A boa notícia é que ninguém precisa estagnar a mente e pode melhorar o Q.I. e a conduta, aprimorando sua reflexão, sua moral, sua percepção da realidade, etc. Alguém que passou a vida passando vergonha tentando contornar as fraquezas e incompetências por meio da violência, dinheiro e criminalidade, pode, agora, se quiser, tentar conquistar uma realidade positiva e estável pro coletivo, tentando ser alguém decente, com pensamentos e condutas decentes. O Brasil, na era do governo Lula chegou a ser a sexta maior economia do mundo e agora, somos uma piada internacional, listados abaixo de 250 no ranking. O Brasil não ganhou nada, perdeu tudo e talvez tenha perdido o mais importante: a possibilidade de reverter o quadro à tempo. Os desfechos tristes na economia, no trabalho, na educação, no meio-ambiente, no clima, na previdência, na democracia e na estabilidade mínima social, deram um golpe letal no país que, finalmente, conforme alguns países gostariam que fosse, está sem governo, sem projeto de nação, sem resistência, sem oposição, pronto pra ser entregue e sugado. Sempre que uma ditadura é instaurada no Brasil (mesmo as que são maquiadas de democracia), tenha certeza de que quem financia ela são os Estados Unidos com ajuda dos burgueses do Brasil. É assim que eles chegam no objetivo financeiro e de poder, pra continuarem controlando esse quintal (talvez um mero banheiro de beira de estrada), chamado Brasil, onde eles podem vir, levar todo ouro, petróleo, ciência, tecnologia, recursos naturais, dinheiro advindo da mão-de-obra escrava altamente lucrativa e voltar sem esforço nenhum, sem precisar morar nesse buraco trágico e insustentável.

Pra você que se opõem a quadrilha Bolsonazi e a todo esse modelo sujo e frouxo, cabe a você a ação direta. Nada menos que a ação direta será eficiente ou suficiente. Tudo menos que a ação direta será mera piada entra os cochichos da própria quadrilha que pouco se importa com a repercussão dos estragos feitos e que, com orgulho, ainda anunciam que estão só começando. Se você for passivo demais a ponto de baixar cabeça pra essa escória, então você será parte do problema. Converta seu cansaço dessa situação asquerosa em ação direta engajada, inteligente, consistente, contínua e inegociável. Faça o seu melhor ou sua vida será a pior possível. Uma frase do ativista negro Martin Luther King:

“O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.”

Organize-se em favor da liberdade.

Rodrigo Meyer – Author

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Nenhuma ignorância ficará impune.

Independente dos sistemas sociais e das interações humanas, tudo aquilo que existe, traz consigo a inevitável consequência de sua existência. E o que isso quer dizer? Quer dizer que se existe uma fruta pendurada em uma árvore, haverá um momento em que ela cairá do galho ou será digerida por algum pássaro. Da mesma maneira, se uma pessoa chacoalha uma árvore carregada de frutos, alguns frutos poderão cair. Assim como nenhuma ação fica sem reação, a ignorância humana também não percorre sem consequências diretamente relacionadas.

Se pegarmos exemplos simples, já conseguimos demonstrar esse fato. Imagine que uma pessoa tente construir uma casa, porém sem nenhum domínio de engenharia, construção ou mesmo de física básica e empírica. Visualize uma pessoa tentando erguer 3 andares de pedras pesadíssimas, apenas apoiadas numa base frágil de bambu. O simples fato da pessoa desconhecer as propriedades de resistência do bambu, a torna ignorante nessa tentativa e traz como consequência a impossibilidade do feito e/ou um terrível acidente com as pedras quebrando o bambu e vindo toda obra ao chão.

Na vida, nem tudo que exige noção, conhecimento e controle da ignorância, são tarefas tão óbvias como estas. Ainda que estejamos em uma época dito “tecnológica”, ainda temos que enfrentar muita ignorância que sobrevive ou renasce do passado. A informação precisa chegar pra todos, porém vivemos tempos difíceis onde até a pouca informação começa a faltar e falhar. As pessoas já começam a crer, novamente, em ideias como ‘Terra plana’, resgatando um culto à ignorância que parece ser o centro de suas vidas. Haveria tempo pra simplesmente criticar essas pessoas, porém isso não contribuiria em nada para a melhoria do cenário. Deixemos que as críticas vazias fiquem somente entre os ignorantes. Tomemos pra nós, se objetivamos alguma melhora no mundo, o papel de transformar as pessoas ao nosso redor. Ainda que seja difícil fazer despertar o interesse pela cultura, sabedoria, intelectualidade, noção, razoabilidade, realidade, verdade, educação, etc., precisamos, pelo menos, tentar.

Tudo na vida tem um preço intrínseco que é dado automaticamente, conforme cada pessoa interage na realidade. Seja lá quem for e como for, tudo que for feito, pensado ou intencionado, trará uma proporcional consequência. Assim sendo, nada mais inteligente e útil do que tentar pautar suas ideias, ações e intenções em coisas coerentes, produtivas, positivas, que vão te retornar benefícios ao invés de prejuízos, que vão te abrir caminhos ao invés de lhe fechar portas, que vão lhe tornar alguém mais esclarecido ao invés de alguém mais facilmente enganado, que vão lhe dar mais paz ao invés de lhe tornar alguém que muito odeia e se torna inconveniente por isso.

Você pode jogar pedras para o alto, livremente. A liberdade é justamente poder fazer o que se quer, mesmo que seja uma idiotice completa. Contudo, em toda liberdade existe o preço da responsabilidade com a colheita obrigatória das consequências. Nada que fazemos vem sem consequências, mesmo que elas demorem a chegar ou a serem notadas. Inclusive, é justamente entre os ignorantes que estão as pessoas que menos notam a consequência das coisas, sendo isso, portanto, o principal motivo pelas decisões pouco inteligentes destes indivíduos. Quando assistimos conteúdos de humor, rimos, muitas vezes, das trapalhadas que o ser humano consegue fazer ou dizer. De alguma forma, rimos daquilo que nos parece incabível demais pra ser levado a sério. Contudo, séries de desenho animado como “Os Simpsons”, nos faz lembrar que grande parte da sociedade real é passível de piada. Se procurarmos com um pouco mais de sinceridade, certamente encontraremos em muitos de nós, inúmeras atitudes, pensamentos ou intenções, que nos tornam ridículos. Sabendo disso, precisamos estar preparados para lidar com essas questões, muito além do simples ato de rir e esquecer de tudo após o fim de um episódio televisivo.

A ignorância é o que faz, por exemplo, uma pessoa ser vítima fácil de uma notícia falsa ou um estelionatário. Quem desconhece a realidade, acaba por ser como um papel em branco que tudo aceita. Aquele que nada conhece sobre a vida, não tem parâmetros e nem memória pra se orientar sobre o que é suspeito, estranho, problemático, falho, inverídico, perigoso, etc. A criança que nunca viu o fogo agir, certamente, corre o risco de queimar a mão diante da curiosidade pela chama luminosa. O esclarecimento sobre os perigos do fogo e a reiteração de que o fogo é perigoso, através das demonstrações de como ele sobreaquece tudo, como ele destrói as coisas e como ele pode sair de controle se for negligenciado, são formas de instruir uma criança ou leigo sobre o funcionamento do fogo, o uso correto desta ferramenta e as precauções diante do tema. De maneira semelhante, instruir pessoas na sociedade sobre todas as demais questões, as ajudará a lidar melhor naquilo que elas não possuem, inicialmente, nenhuma prática ou afinidade.

Em situações difíceis como a do Brasil nos diversos setores, é preciso, mais do que tudo, investir pesado na transformação das pessoas, no discernimento da realidade, na valorização de si mesmas, na valorização do raciocínio, do conhecimento, da intelectualidade, do embasamento, do discurso, da reflexão e do preparo pra que estas pessoas transformadas sejam também agentes de transformação nos próximos indivíduos. É desse ciclo perpétuo que extrairemos alguma chance de nos tornarmos um coletivo que consegue desfrutar de cada vez mais qualidade de vida. Qualquer país com qualidade de vida (e, claramente, Estados Unidos e Brasil não são um deles), o investimento no que realmente importa é a prioridade sempre. No Brasil, a maioria dos políticos, por questões de agenda ideológica, parece ter como principal atividade a desvalorização de tudo que é urgente, justamente para enfraquecer a mente do brasileiro médio, tornando-o mais fácil de ser controlado e subjugado. É tarefa constante para tais políticos mencionados, ampliar, dia após dia, os mecanismos de cerceamento da autonomia, do aprendizado, da liberdade e da reflexão, tal como os exploradores da vida alheia que colocam cabrestos em cavalos e similares, para melhor poder conduzi-los até o destino, sem que os animais se distraiam com os perigos que os circundam. Aliado ao cabresto, está o freio, um mecanismo covarde colocado na boca do cavalo, que tensiona a língua para que ele desista de uma reação livre, pelo condicionamento à punição que é controlada pelas rédeas do explorador que o monta.

Para se ver próximo da tão sonhada liberdade e qualidade de vida, é preciso se aproximar de tudo que alguém lhe oferece rumo à transformação do seu ser. De nada adiantará ter acesso à uma Universidade, por exemplo, se sua consciência política e social é nula. De nada servirá um salário, se lhe falta discernimento sobre como fazer bom proveito do dinheiro. Toda conquista social deve incluir avanços paralelos em todos os setores. Entender seus direitos, seus valores e seus potenciais, lhe ajudará a tomar decisões mais inteligentes e úteis em tudo que você for fazer ou falar. Quando você tem bem claro na sua mente quais são as prioridades em determinado assunto, você consegue agir de forma coerente, se afastando da ignorância e, portanto, das consequências tristes dela. Em resumo, você ganha qualidade de vida, colhe coisas úteis por saber como plantar coisas úteis. Essa regra de realidade nunca vai mudar. Quanto mais você aprende, mais você reforça essa verdade. E quanto mais verdades um coletivo conhece, mais força tem pra exigir o necessário.

Se você observar a sociedade ao redor, verá um mar de gente errando e errando muito. Embora hajam todos os níveis de equívoco em uma sociedade, se a maior parte da população fica largada ao acaso, o grau dos erros começam a subir pra todos em velocidade espantosa. Por isso, a base é sempre a prioridade de uma ação. Você deve sempre tentar apoiar e instruir as pessoas que estão iniciando a jornada na vida. Repassar seu conhecimento e suas ferramentas de transformação para crianças, adolescentes, cidadãos que estão começando a ter noção de História, de Política, de Sociologia, de Economia, de Trabalho ou qualquer tema primário que afete ele diretamente em sua existência no coletivo. Você nunca conseguirá fazer uma pessoa vencer a si mesma, se negar-lhe o direito de se conhecer e de conhecer o mundo. Se a informação e o esclarecimento não chega em todos os cantos, é papel dos detentores da informação, levar isso a quem não tem. Mas, esteja atento! Isso não pode ser, jamais, um pretexto para o nefasto papel de levar ainda mais alienação às pessoas. Você não pode usar o pretexto da informação, para iludir pessoas, desinformá-las sobre a verdade, convencê-las a força de suas crenças ou preferências pessoais, fomentar pensamentos equivocados ou preconceitos, entre outros lixos tóxicos. Há uma frase de Paulo Freire que diz:

“Quando a educação não é libertadora, a vontade do oprimido é de ser opressor.”

A liberdade conquistada, quando realmente é uma liberdade, visa transformar o entorno em um coletivo igualmente livre. Aquele que desperta de alguma ilusão qualquer que seja, caso veja-se livre pela visão obtida, deseja que o próximo também tenha o direito a esta percepção. Mas, entenda que o direito não é um dever. Retornamos para a ideia de que as pessoas devem ser livres inclusive para errar, senão não é liberdade de fato. Montar uma casa em cima de um frágil bambu é um direito, mas tal ignorância de ato não virá sem uma consequência automática, como já explicado inicialmente. Dito tudo isso, quando uma pessoa conquista o direito de pensar o que quiser, ela arca com as consequências da gerência que faz de seus próprios pensamentos e atos derivados. Agora comece a pensar na consequência de tapar os olhos e a mente diante dos riscos de uma casa em cima de um bambu; de idolatrar políticos imorais que financiam notícias falsas pra tirar proveito fácil de ignorantes que acreditam em tudo; de pseudo-jornalistas que plantam o medo e a discórdia na população ignorante que torna-se facilmente reativa e inconsequente; dos carrascos que riem da cara de seus apoiadores que são pisados e usados em benefício próprio, etc.

A ignorância nunca lhe trará nada de bom, apenas prejuízos. Você nunca se verá livre, próspero, satisfeito, feliz ou com qualidade de vida, por manter-se ignorante sobre as coisas. Não conheço ninguém que prefira ser enganado por um estelionatário ou alguém que prefira ter a casa ruindo ao chão. Se ninguém quer levar prejuízo, porque é que algumas pessoas continuam fazendo as decisões erradas? Porque será que continuam construindo casas em cima de bambus e continuam desinformadas sobre a vida que lhes usa e abusa? A resposta é simples e direta: a ignorância está presente. A boa notícia é que ninguém precisa se contentar com a ignorância, podendo sempre dar espaço pra que ela venha a ser limpa, transformada e substituída em algo que agregue conhecimento, noção, valores, princípios, dignidade, compreensão, visão, velocidade de reação, etc. Quando você investe em você mesmo, se livrando da ignorância, você entende, entre outras coisas, que você é livre pra pensar sozinho, pensar fundo, pensar diferente, pensar de forma mais complexa e completa. Quando você rejeita a ignorância, você se ajuda, você constrói sua vida de maneira mais realista e assertiva. Foi assim com o pedreiro que aprendeu a fazer colunas e vigas, a montar lajes e paredes e a discernir a quantidade necessária de concreto, pra consolidar uma ideia de projeto. Tão importante quanto sonhar / desejar ter a casa construída, é saber como funciona a construção e quais os assuntos que você vai precisar dominar antes de se arriscar debaixo de toneladas de concreto.

Com essa analogia da construção, coloque-se no papel de morador de sua própria vida. Comece a construir sua sociedade, seu bairro, sua escola, sua família, seu grupo de trabalho, seu círculo de amizades, seu espaço de informação e apoio na internet, suas fontes de aprendizado, seu espaços para exercer arte, cultura, reflexão, interpretação de texto, interpretação da realidade, observação crítica e observação criteriosa. Comece a tomar voz para si e comece a ser independente. Como diz o ditado popular, a plantação é opcional às vezes, mas a colheita é sempre obrigatória. Então, escolha com muito carinho as sementes que você vai plantar, porque lá na frente, mesmo que você não tenha capacidade ainda de perceber, virão as consequências de tudo que você foi, fez, pensou, disse e apoiou. Não se deixe levar pelas coisas simplistas, evitando, assim, ser enganado e tropeçar justamente nos problemas que tentaram te vender como soluções. Abra o olho, senão vão implementar ainda mais projetos pra te manter em uma ignorância ainda mais funda. O sonho de muitos exploradores é ver seus explorados convencidos de que não estão sendo explorados, mas apoiados. As vítimas que se deixam levar por essa imensa ilusão, são descritas como tendo a chamada ‘Síndrome de Estocolmo’, onde o oprimido admira seu próprio opressor.

Esse texto se encerra subitamente, justamente pra criar o espaço necessário pra você exercitar sua autonomia e começar a completar o espaço com seus próprios pensamentos, a reflexão de tudo que aqui foi apontado e a oportunidade de, talvez, começar a planejar melhor o que é que você vai construir no presente, pra não se ver ainda mais derrotado no futuro. Seja lá qual for sua condição, estarei aqui pra continuar meu papel de luta, de esforço pela informação. Desejo que todos um dia, cedo ou tarde, encontrem-se no meio da realidade e consigam, pelo menos, compreender que precisam mergulhar mais a fundo e com sincera autonomia, pra conseguir chegar no bem-estar pessoal e coletivo que desejam, mesmo que estejam perdidos por uma vida confusa de conflitos e sentimentos desconexos, mesmo que tenham caído no equívoco do vício pelo ódio gratuito, pelas ações violentas ou desonestas. Se não é possível mudar as sementes plantadas no passado é, porém, possível escolher quais sementes plantar no presente e ter uma colheita melhor no futuro. Faça sua parte e, se precisar, solicite ajuda, sem precisar sentir vergonha, medo ou qualquer outra coisa que seja uma barreira pra sua mudança. Obrigado por ler e até breve.

Rodrigo Meyer

Quem é que avalia a genialidade de um gênio?

A imagem que ilustra esse texto, retrata Albert Einstein em seu escritório na Universidade de Berlim.

Quando olhamos os acontecimentos do passado, vez ou outra nos deparamos com figuras que foram classificadas, em algum momento, como gênios. Às vezes cientistas, filósofos, escritores, diretores de cinema, políticos, artistas, etc. A princípio, parece natural que alguém se destaque em determinado setor e seja apontado como um nome importante, uma personalidade de grande conhecimento, sabedoria ou estratégia naquilo que faz ou propõem. Ideias inovadoras surgiram derivadas da iniciativa destes que foram apontados em destaque como inteligentes, vanguardistas, líderes ou gênios. Mas, fica a a pergunta: quem é que avalia a genialidade de um gênio? Pressupondo que o gênio esteja acima da média das pessoas, sua genialidade só poderia ser compreendida por alguém de igual ou superior condição. E se fosse feito por alguém de superior condição, deixaria de enxergar, talvez, como gênios os que estão abaixo de seu patamar. Pensando estritamente na questão da hierarquia simples dos graus, um gênio está sempre acima dos que estão abaixo e, portanto, não cabe aos que estão abaixo medir ou compreender sua genialidade.

Que é certo que existem pessoas diferentes no mudo, isso não há de se negar, mesmo que quisessem. É verdade, também, que muitos dos que foram apontados como especiais em qualidades ou setores, de fato figuram como alguém que detém características e ações acima da média, fora do convencional. Portanto, se isso não muda, então há de haver mudança no modo como interpretamos a constatação da genialidade e da chamada “média da sociedade”. É o momento onde deve-se levar em conta que, entre as pessoas medianas, ou seja, entre as pessoas que detém pouca ou nenhuma variação se comparadas com a maioria de uma população, o parâmetro de classificação são elas próprias. Isso significa que uma pessoa mediana é apta a reconhecer outra pessoa mediana e fazer constatações sobre a similaridade entre estas. E, embora não sejam os alegados ‘gênios’, conseguem, por contraste, diferenciar uma pessoa mediana de um gênio, por conta de não conseguir enquadrar os ‘gênios’ no grupo das pessoas medianas. Em resumo, o simples fato de uma pessoa não se enquadrar no padrão mediano esperado, pode render à ela o título de gênio. E, claro, os gênios não são tidos como abaixo da média, pelo simples fato de que as pessoas medianas, por sua vez, já conseguiram compreender e classificar, a grosso modo, as pessoas que estão abaixo da média / abaixo delas.

Até aqui, pensamentos simples foram dispostos, dados óbvios ou quase óbvios foram esmiuçados a fim de deixar registrado o embasamento para o que desenvolverei a seguir.

Numericamente, a população mundial é sempre tida como mediana, mesmo que ao longo da evolução e história tenham desenvolvido habilidades, conhecimentos e tecnologias. Conforme a humanidade sobe de patamar em conjunto, a média humana também sobe. Bastaria citar que a capacidade do homem pré-histórico, deduz-se, era menor do que a do homem moderno, deixando claro que houve uma progressão coletiva. Assim como as pessoas medianas evoluem, os gênios também, seja pelo progresso individual, seja pela melhoria na capacidade de reconhecimento, aceitação e inclusão das figuras ‘geniais’ em destaque no coletivo mediano. De certa forma, o “gênio” só aparece quando as massas medianas estão minimamente prontas a notá-los e reconhecê-los. Quando digo isso, não significa que os “gênios” deixam de existir se não forem notados, mas que passam a figurar publicamente em destaque dotados do título de genialidade concedido quando há esse suporte das pessoas ditas ‘comuns’.

Há uma frase que diz “para os micróbios, o corpo humano é o Universo”. Muitos de nós, inclusive, nos sentimos particularmente assim, quando olhamos pra imensidão de estrelas, enquanto estamos presos em um planeta do qual não podemos sequer vê-lo por completo, sem ter que agrupar registros e lembranças ao longo de uma extensa e lenta caminhada por todos os cantos geográficos. Na questão da intelectualidade (ou da ‘genialidade’ se preferir), seguimos admirando qualquer coisa que nos pareça maior, porém somente até o ponto em que conseguimos compreender. Ou seja, para um leigo em astronomia, a Lua e o céu estrelado visível é a totalidade do Universo concebido, da mesma forma que a inteligência humana é vista até os limites da observação simples pelas pessoas de inteligência mediana. Ironicamente, a inteligência artificial tem mais chances de potencializar a si mesma do que o próprio ser humano que a criou. Fica a dúvida se isso é mérito da genialidade de quem desenvolveu a inteligência artificial na informática ou se é um acaso da própria Matemática fazendo o que nasceu pra fazer: formar potencial em si mesma de forma infinita, aguardando apenas a compreensão dos humanos.

Para a Matemática, os humanos são derivados e inferiores. Não somos infinitos em potencial e nem temos a precisão nata dela. Somos parte do que ela faz e do que ela é, mas temos pouco conhecimento e controle sobre ela. Precisamos, rapidamente, terceirizar nossas funções cerebrais pra que máquinas, robôs e computadores façam a difícil tarefa de tentar abraçar a imensidão de dados e complexidade das variáveis que dão realidade para a realidade. Em última análise, o Universo é simplesmente a manifestação completa, infinita e precisa de si mesmo, sendo, pelo menos até o momento, demasiado para a compreensão racional do parco ser humano. Nos limitamos, portanto, a contemplar o Universo não pelo que conhecemos dele, mas justamente pelo fato de que não é possível conhecer por completo o que é infinito. Tudo que se pode dizer do infinito é que ele é mais do que se pode compreender, por mais que se compreenda um tanto a mais a cada dia. O infinito é inatingível. Por outro lado, fora dessa poesia filosófica da cosmologia, nos limitando a falar superficialmente da realidade do ser humano e das nossas consciências enquanto cérebros formados e alimentados por conhecimentos, genética e químicas, tudo que sabemos sobre a genialidade humana é que ela é, a princípio, infinita em potencial, porém sem nos deixar ver quão longe ela pode chegar.

De forma divertida e mesmo assim, aparentemente, bem realista, Albert Einstein dizia:

“Só existem duas coisas infinitas: o universo e a ignorância humana. Mas eu não estou bem certo da primeira.”

Einstein, geralmente visto e classificado com um gênio na humanidade, em seu provável posto de visão, nota as falhas da humanidade e, mais do que isso, brinca com a ideia de que a ignorância humana é tanta que alcança a infinitude, mas que, por outro lado, nem o próprio Universo, a que se supõem ser necessariamente infinito, recebe de Einstein o título de infinito com todas as certezas, uma vez que o cientista reconhece a limitação dele em relação a infinitude do Universo, não podendo, portanto notá-la ou comprová-la, provavelmente pelo simples fato de que o infinito não é mensurável, uma vez que não tem limites a serem auferidos em definitivo. Essa simples afirmação de Einstein, nos coloca em reflexão sobre o que podemos observar, compreender, dominar e superar. De certo, a ignorância humana deveria ser possível de ser superada, mas, uma vez que compreendemos a infinitude das coisas, para qualquer direção que seja, recebemos como consequência o fato der que não se pode nunca superar em definitivo uma limitação. Isso vai de encontro ao que disse Sócrates, o filósofo grego:

“Só sei que nada sei.”

Sócrates, de maneira similar à Einstein, reconhece sua ignorância relativa, uma vez que vislumbra do alto da montanha de conhecimento e esclarecimento que subiu, todo o imenso horizonte além ao qual nunca sequer havia tocado ou visto de maneira tão abrangente e integrada. Assim, quando um astrônomo olha para a imensidão do Universo, entende, pelo menos, que aquele infinito é impossível de ser superado, por mais que se avance em estudos e explorações de mais e mais áreas. É preciso que alguém saia da condição de leigo, para erguer-se um pouco acima da multidão para constatar uma obviedade que antes não era percebida. Embora sejam obviedades depois de percebidas, eram ignoradas pelas massas, simplesmente porque difícil mesmo é enxergar o simples. Na vida, as pessoas seguem tentando ver as coisas como se dominassem o Universo, mas não dominam sequer a própria bolha de convívio em seu planeta, seu país, seu bairro, suas casas, suas famílias, seus relacionamentos e o interior de suas próprias mentes. Para não me prolongar demais, encerro esse parágrafo apenas dizendo que aquele que não reconheceu sua própria ignorância é o mais ignorante de todos.

Filosofar sobre a genialidade humana, principalmente quando elencamos só figuras clássicas, praticamente extraídas do mainstream, resulta em um texto um tanto quanto simplista. É verdade, contudo, que não se pode querer abarcar todo um assunto e nem mesmo se aprofundar tão mais longe que isso, quando estamos em um formato de mídia que exige ser conciso e objetivo. Um texto em um blog cumpre sua função enquanto conteúdo digital absorvível em certo contexto e tempo. Há muito que se falar sobre os potenciais humanos, as mudanças de paradigmas, as tecnologias, os aprendizados técnicos e práticos, as sabedorias, as filosofias, as propostas intelectuais e ideológicas de indivíduos e coletividades. Reconhecer que há essa imensidão pela frente é justamente fazer o mesmíssimo papel de Einstein e Sócrates de entrar com a progressão, sem deixar de reconhecer a própria limitação. Enquanto eu escrevo, eu dou voz para minha ignorância, mas também adiciono um pouco de reflexão, sabedoria e transformação a qualquer outro que desejar navegar junto em cada ideia anunciada. No final das contas, o ser humano encontra conforto na oportunidade de se ver acompanhado de outras figuras que acrescentem algum conforto ou que instiguem nele a curiosidade sobre algum tema ou sobre si mesmo. Desvendar os mistérios e as infinitudes dentro e fora de nós, nos permite tocar aquela área de contemplação das coisas geniais, sejam elas próprias ou alheias. É sustentando as discussões sinceras que conseguimos lapidar nossas limitações e sair dos cenários que não apreciamos. Podemos nunca nos vermos como completos, mas nosso desejo constante é tapar nossas incompletudes, mesmo que isso seja uma tarefa infinita. Só não deseja este mergulho constante, quem ainda não conseguiu enxergar em si mesmo a completa ignorância diante da infinita sabedoria. Perto da infinitude do Universo, somos explicitamente insuficientes, mas é exatamente por isso que não podemos parar de nos lapidarmos, senão corremos o risco de nos tornarmos incompatíveis com a coletividade que nos rodeia. Quando os absurdos da ignorância humana não fazem mais parte da maioria de um coletivo, os ignorantes acabam por ser dominados e afastados das questões que demandam competência.

Contudo, quando a ignorância se alastra demais, corre-se o risco de dividir espaços preocupantes com os esclarecidos. Uma sociedade que, por exemplo, é composta de 50% de ignorantes e 50% de esclarecidos, entra num conflito grande tentando dar prevalência para o bom-senso, a verdade e o conhecimento. É nestes cenários catastróficos, que um pouco mais de ignorantes pode acabar por arruinar uma sociedade que, provavelmente, vai tentar gerir o mundo conforme sua limitadíssima visão em oposição aos numericamente derrotados da oposição. Cenários assim podem ser vistos agora mesmo, sem uso de computadores especiais, sem grandes telescópios e sem a necessidade de teorias complexas de gênios como Einstein. Com praticamente nenhum recurso, estamos aptos a ver que, em vários lugares do mundo, as pessoas estão convencidas de que, aquela curta compreensão das coisas, é suficiente pra opinar sobre realidades das quais já foram vistas por pessoas melhor capacitadas. A única dica que posso dar é que procure encontrar sua própria ignorância para poder reconhecê-la. Se você realmente se considera inteligente e apto, vai adorar essa tarefa de observar-se com sinceridade e se, durante a tentativa, descobrir que não quer nem tentar, você já constatou que está inapto. Uma vez inapto, tenha ao menos a qualidade de caráter de deixar essas questões maiores para pessoas maiores e melhor preparadas. Não queira ser o leigo em Astronomia que se considera mais capaz que as pessoas de destaque dessa área. Não queira discordar de uma calculadora antes de ter noção mínima de como a Matemática funciona. Simplesmente não tente vencer naquilo em que você simplesmente não pode. Apenas lapide a si mesmo, amplie seu conhecimento, sua sabedoria e seus métodos de aprendizado. Somente quando se livrar de equívocos primários de lógica e argumentação é que terá os seus primeiros passos válidos rumo à qualquer direção que intente.

Rodrigo Meyer

 

Honestidade na Segurança Pública?

No Brasil, assim como na maioria dos países do mundo, as instituições de polícia são sinônimo de crime. A diversidade e intensidade de crimes cometidos é tanta que é praticamente indissociável o nome das corporações e dessas profissões em si com tudo o que é abominável. Mas, como também somos um país minado por falta de Cultura e Educação, por aqui também figura uma massa gigantesca de pessoas que sequer sabem discernir entre realidade e ficção ou entre realidade e falácia, ainda mais quando as mídias e os grupelhos políticos usam a própria população como marionetes para assumir um determinado pensamento no lugar destes que não tem autonomia para pensar. É por essa razão que surgem, por exemplo, discursos do tipo “Nem todos são assim. Tem policial honesto.”. Então deixa eu esclarecer algumas coisas bem primárias pra quem ainda é leigo no assunto ‘Segurança Pública’ ou pra quem acha que não é leigo, mas está afundado em equívocos e cegueiras. Falaremos, já de início, de dois tipos de desonestidade. Quais são:

Desonestidade consciente

Primeiro vamos estabelecer que uma parte dos indivíduos dessas instituições já se enquadram automaticamente na desonestidade clássica, por figurarem conscientemente em atos criminosos. Casos não faltam pra exemplificar e, inclusive, muitos registros até se perdem, tanto na vida real quanto na internet, por conta da própria tentativa destes de ocultar os resultados. Mas quem vive o suficiente em torno da realidade, repudiando crime e fascismo, está sempre antenado com o que está ocorrendo dia após dia.

Desonestidade (talvez inconsciente)

Seja por ignorância ou simplesmente por hipocrisia, alguns podem não chegar a ver a extensão da realidade sobre o que são e no que se envolvem. É possível ver figuras se exaltando de raiva ao verem dedos apontados em suas caras, depois de passarem uma vida iludidos na ideia de que eram honestos. Mas será que sabem o que é honestidade? Primeiro, se uma pessoa se classifica como honesta e é contrária a desonestidade, a premissa básica dessa pessoa precisa ser, necessariamente, não compactuar, não ser conivente, não participar e não divulgar aquilo que é desonesto. Partindo desse princípio simples de lógica, que até uma criança pode entender, comecemos esclarecendo algumas coisas:

O ingresso nesse tipo de atividade é facultativo, inclusive no Exército, onde, apesar de haver a obrigatoriedade de se apresentar à Junta de Alistamento, é permitido se recusar a servir por motivo de objeção de consciência. Se é facultativo o ingresso nesse tipo de atividade, então é claro e simples que todo e qualquer indivíduo que entra, faz porque quer, afinal, outras atividades remuneram igual ou melhor e não oferecem os riscos e as corrupções atrelados, majoritariamente, a essa atividade.

Outro aspecto importantíssimo nessa equação é que ninguém que de fato seja honesto tem interesse em entrar pra um sistema, grupo, instituição, organização, atividade ou qualquer outra coisa, depois de estar ciente de que o conjunto está contaminado por corruptos. Seria como entrar pra SS Nazista e ser ingênuo o suficiente pra achar que você vai descumprir ordens desonestas ou abusivas, denunciar superiores ou outros membros da corporação, apenas porque você é o tal ‘honesto sobrevivente’ naquele contexto. Tenho pena de quem pensa raso assim. Provas disso, por exemplo, foi quando a policial militar Andreia Pesseghini (reveja o caso aqui) denunciou 18 outros policiais militares por assaltos a caixas eletrônicos e terminou assassinada junto com o resto da família. Não foi diferente quando Marielle Franco (veja o caso aqui), na função de acompanhar e denunciar os assassinatos, abusos e irregularidades na intervenção em Acari – RJ, cumpriu seu papel e foi executada. A munição estava registrada em nome da Polícia.

É fácil ver que em um ambiente que está tomado por corrupção e impunidade, o crime reina e quem ousa remar contra a maré, corre o risco de ser silenciado. Além disso, inúmeras outras pessoas são rebaixadas de cargo ou simplesmente ignoradas nas suas tentativas de denúncias contra as próprias corporações. Existe até mesmo a premissa em certas instituições de que não se pode denunciar um superior. Com esse pretexto de hierarquia e uma corregedoria falha e muitas vezes intimidada, somente os ingênuos acham que estarão dentro do círculo de criminosos sem serem cúmplices ativos ou passivos dessa criminalidade.

Dentro dessas instituições floresce uma horda de neonazistas assumidos, racistas, assassinos, traficantes de armas, traficantes de drogas, estupradores e todo tipo de bandidagem. E não há nada pra nos surpreendermos com isso, uma vez que a realidade, tanto na própria ação das polícias quanto na imagem gerada socialmente, suscita uma conexão imediata entre crime, fascismo e os desejosos por isso. Mas não são quaisquer criminosos que se enveredam por esse meio, mas sim os que, especificamente, reconhecem-se tão covardes e frouxos que precisam se esconder atrás de um salário, uma farda, uma viatura, uma arma, um colete a prova de balas, uma corporação e uma “licença” artificial plantada para perpetuar poder e opressão sobre as pessoas, como se fosse um cidadão de classe especial ou de melhor valor. Tudo isso lhes confere uma certa segurança e praticidade que eles jamais teriam se fossem bandidos comuns.

E para manter o status quo da criminalidade interna junto com a criminalidade social em geral, os desonestos conscientes manipulam os desonestos inconscientes para atingir os próprios objetivos. Portanto não há como ser honesto e ao mesmo tempo estar sendo parte da engrenagem que movimenta a desonestidade. Um exemplo claro disso é esta notícia:

1. Traficantes mandavam em patrulhas, escalas e transferências de PMs.

Quando as pessoas que mandam no seu trabalho são criminosas e você acata as ordens, você está sendo um desonesto passivo, além de completamente inútil em sua função primária. Na ocasião em que tiveram a ideia de colocar as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), certamente riram da cara da ingenuidade do brasileiro, pois não demorou a surgir a notícia de que isso foi apenas uma ótima oportunidade pra se gerar ainda mais crime, onde rendia mais de R$ 100 mil reais por mês de corrupção, como uma espécie de pedágio. Difícil á saber a quem denunciar, pois fardados e não fardados inúmeras vezes trocam de posição na hierarquia prática da criminalidade. E aqui vão alguns exemplos:

2. Sargento do Exército é preso por fornecer armas ao tráfico.

3. Homem preso com 19 fuzis no Rio é militar do Exército.

4. Ex-Comandante de UPP no Rio recebia R$ 60 mil Reais em propina, pra facilitar o trabalho de outros criminosos.

É tragicômico ver que muitos dos que se consideram honestos dentro dessas instituições são apenas subordinados numa hierarquia, seguindo ordens. Na Polícia Militar, por exemplo, greves são proibidas e o próprio sistema que constitui a “formação” dos policiais é vergonha pura com muita humilhação e violência, justamente pra deixar claro aos que ingressam, que ali eles estão pra servir aos superiores e não a população. Aquele que entra pra uma instituição sabendo disso e não escolhe a imediata saída, é cúmplice dessa desonestidade. E, por isso mesmo é que figuram em casos icônicos de espancamento e prisão de inocentes em manifestações populares e também nas manifestações de professores. Quem se vê obrigado a baixar a cabeça pra ordens como essas (ou se sente compelido a fazer com ou sem ordem dada), é um desonesto. Difícil é dizer que alguém esteja inconsciente de uma decisão ou ato desse tipo, uma vez que é preciso de muito sendo de realidade pra escolher, cegar alguém com bala de borracha, matar alguém asfixiado por gás lacrimogênio vencido, atropelar manifestantes ou simplesmente forjar um crime qualquer para o pretexto de prender alguém.

Enquanto alguns preferem o conforto de escolher uma profissão desnecessária nos moldes em que ela se apresenta atualmente, o restante da quadrilha agradece pelo reforço dado. Assim é na Polícia Militar, na Polícia Civil, na Polícia Federal, no Exército e também na chamada “Guarda Municipal” ou “Guarda Metropolitana”. Na Polícia Federal, o chamado ‘Japonês da Federal’, ao mesmo tempo em que fingia trabalhar para o combate de crimes, figurava ele mesmo em crimes e acabou preso.

5. Japonês da Federal é preso em Curitiba por facilitar contrabando.

Mas, como nesse meio o crime não é impedimento para “trabalho”, tente não rir ao saber que, mesmo assim, ele segue na atividade:

6. Japonês da Federal, usando tornozeleiras de preso, volta a escoltar presos.

Se você achava que já era difícil denunciar comparsas de dentro dessas quadrilhas, agora sabe que, com ou sem denúncia, eles estão rindo da sua cara. Para eles o crime parece compensar. Você saberia dizer quem realmente está alimentando o crime na sociedade? Serão os criminosos comuns ou será que existe uma guerra inventada para justificar contingente nessas funções? A equação é simples: Se não houver uma sensação de crime na sociedade, por ausência de ocorrências, as polícias se tornam mais figurativas do que necessárias. Mas quando as próprias polícias (incluso o Exército) traficam armas e drogas, alimenta-se um cenário de crimes que justifica uma ação contínua, uma grande circulação de dinheiro, jogos de interesse, disputa de poder e, claro, crimes derivados dessa alimentação. Mas note que, na prática, presídios não são para estes, já que estão lotados apenas dos que cometeram crimes banais.

Tente pensar em como a realidade seria diferente, se as pessoas simplesmente parassem de fabricar crimes na sociedade pra depois fingir que estão a combatê-los, apenas como pretexto pra cometer ainda mais crimes. Seria o paraíso. E alguns países sabem bem disso.

Países como a Islândia, pela primeira vez na história do país, dispararam os 2 únicos tiros, em 2012. E não é a ausência milagrosa de criminalidade que permitiu essa marca excelente, mas justamente por que ao invés de enxugar gelo, a Islândia investiu primeiro nas pessoas e nunca em polícia repressiva ou opressiva, muito menos em matança e fascismo. Aliás crime por lá você não vê nem na polícia, afinal, ninguém gosta de atirar no próprio pé e perder o benefício de se viver em paz. Eles sempre preferiram privilegiar a massa cefálica, a sociologia, psicologia, etc.

Outro caso é a Inglaterra, uma das grandes economias mundiais e com a polícia menos violenta do planeta. Só pra constar, a Inglaterra tem basicamente o tamanho do Estado de São Paulo. E dinheiro não é uma desculpa, afinal o Estados Unidos chafurda em dinheiro e é um país extremamente violento, enquanto que a República Tcheca, que mesmo não sendo uma potência financeira, figura em 6º lugar na lista de países mais pacíficos do mundo. O segredo? Todos esses países que conquistaram esse feito de segurança pública, conseguiram isso com uma chave poderosa chamada “Direitos Humanos”, o mesmo que muitos ignorantes criticam por achar que é aliviar para a criminalidade, quando, na verdade, é a forma mais eficiente de se eliminar a criminalidade. Que curioso não? Não pra mim que estudei o suficiente pra poder falar do tema com tranquilidade, ao invés de repetir bordões falaciosos de gente corrupta, violenta, racista, machista, fascista, opressora, ignorante e sem um pingo de interesse em sentar e ouvir qualquer grama que seja de alguma coisa que lhes possa ensinar a viver melhor.

Fora do hanking dos 10 países que figuram como os mais pacíficos, se você realente quiser fazer diferença no mundo e ajudar pessoas ou servir a sociedade, eu te digo que essas atividades policiais, atualmente, não são, nem de longe, o jeito de se fazer isso. Aliás, é, inclusive, importantíssimo dar o exemplo e deixar de pertencer ou enaltecer esses nichos apodrecidos, pra que some ao time dos que querem ver a Segurança Pública se tornar um assunto real e não só um termo técnico pra mascarar melindres e crimes. Um bom começo pra isso será quando a Polícia Militar no Brasil se desmilitarizar, para que o crime possa ser compreendido e reduzido, ao invés de ser só um fábrica de mais crimes e um clube pra centralizar bandidos. O Brasil é um dos poucos países a ainda arrastar uma polícia militarizada.

7. A Polícia Militar de São Paulo mata mais que criminosos.

8. Em APENAS 5 anos, só a PM de São Paulo matou mais que TODAS as polícias dos Estados Unidos juntas.

9. Conselho da ONU recomenda o fim da Polícia Militar no Brasil.

Pensar em Segurança Pública de verdade exige seguir a receita de sucesso dos países que lideram esse assunto: investir em polícia investigativa e não em polícia repressiva. Investir em Educação, Sociologia, Psicologia e Cultura. Qualquer remendo que não seja na base, será só ‘enxugar gelo’.

Se você não vai ter tempo, disposição, saúde, segurança, estrutura e poder de investigação, pra denunciar e barrar 100% (ou pelo menos a maioria) dos membros corruptos de um grupo, simplesmente não entre pra esse grupo e faça todo seu esforço pra combatê-los do lado de fora. Não se alie àquilo que não faz jus ao ideal da honestidade e do bom-senso. Já existe um número massivo de pessoas nessas atividades e muito poucos do lado contrário, tentando resolver a causa dos problemas ao invés de ser só mais uma peça do problema.

A imagem ruim que as polícias tem no mundo diante da sociedade não é por mero acaso. A estrutura exposta aponta que, seja lá de que tipo você for, lá dentro você é só uma peça desonesto do quebra-cabeça. Isso sem falar na associação direta entre instituições policiais e o conceito de controle, repressão, vigilância. Tudo isso piora quando entende-se que no sistema atual, as polícias não servem ao cidadão comum, sendo praticamente exclusivas a políticos, empresas, ricos, celebridades e, claro, aos bandidos (desde que aliados, com ou sem farda). Com a corrupção consciente, fica ainda mais evidente esse protecionismo seletivo, quando você assiste manifestações onde neonazistas são recebidos e protegidos pela própria polícia ao invés de serem presos. isso também pode ser visto no modus operandi das ações do dia-a-dia, quando a premissa é tratar negro e pobre como imediato suspeito, por vezes, humilhando, torturando, prendendo ou matando. Nas favelas, o game da matança neonazista é ainda mais ativo, justamente porque é uma área que está, geralmente, escondida das grandes mídias e acaba por ser uma forma fácil dos covardes agirem. A própria execução recente de Marielle Franco, depois de ter denunciado essas matanças e irregularidades nas intervenções de Acarí, no Rio de Janeiro, mostra como a tentativa de frear a máquina do crime é indesejada pelo sistema.

Quer pensar em Segurança Pública? Comece pensando que não há espaço pra denúncias e reformas em um lugar onde quem incomoda com a honestidade é apagado pra não voltar a incomodar. O que existe, inclusive é uma premiação pela corrupção. Não é em vão que os policiais que arrastaram o corpo da auxiliar de serviços gerais, Claudia Silva Ferreira (2014), pelo asfalto com a viatura em movimento, não só estão soltos, como ainda um deles foi promovido. A fonte está aqui. Os dois policiais envolvidos nessa ocorrência (Rodrigo Medeiros Boaventura e Zaqueu de Jesus Pereira Bueno) não foram julgados, seguem “trabalhando” normalmente e desde quando o crime aconteceu, já se envolveram, juntos, em mais 8 mortes. Quando um destes, na época tenente, foi promovido a capitão, ficou a imagem de que o crime parece compensar, bastando que você esteja na quadrilha certa. Não é preciso desenhar. Quem tem olhos, vê.

Quando quiser deixar um legado social sobre combate a criminalidade e melhora da condição humana, faça como Marielle Franco, socióloga (formada em Ciências Sociais com mestrado em Administração Pública), feminista, militante dos Direitos Humanos, política eleita e, atualmente, símbolo de resistência contra o caos generalizado no Brasil, inclusive aos olhos internacionais. Pela vida difícil de quem foi cria da favela, é louvável e gratificante o percurso que teve. Mas, como se sabe, no Brasil, honestidade tem um preço caro. Contudo, honestidade não é algo que se escolhe ter ou não ter. Quem tem, tem e exerce, mesmo que isso seja repreendido cedo ou tarde. O que não se pode é ser um covarde que fica atrás de desculpas pra não fazer o necessário. É preciso ter muita coragem pra ser honesto e não se dobrar às opressões, ao fascismo, às corrupções, às pessoas nefastas e aos modelos sujos de convivência na sociedade.

Pra recusar esse modelo de atividade e também essa contribuição nefasta ao sistema é preciso desenvolver autonomia de pensamento. Honestidade e coragem exige se abster de falácias e começar a argumentar com fatos. Se enraivecer por ter uma verdade apontada não vai tornar ninguém melhor ou mais correto nas ideias e nas condutas, mas apenas vai reforçar o idiotismo, o despreparo e a decadência do próprio coletivo que o gerou. Quem se sente saturado do modelo nocivo e falho das polícias e do Exército no Brasil e no mundo, tem a fácil oportunidade de escolher fazer qualquer outra coisa. Enquanto alguns lutam por mais dignidade no trabalho dentro dessas corporações de polícia, outros lutam por mais dignidade humana, apenas pra poderem sobreviver ou viver, sem pobreza, sem matança, sem violência, sem repressão, sem execução. Por aqui a gente não quer que casos como o de Amarildo (veja aqui.) se tornem esquecidos, pra que nenhum outro inocente acabe morto pela polícia e descartado em um caminhão de lixo, rumo ao lixão. Se as pessoas não se importam nem mesmo de matar inocentes, você acha mesmo que elas estarão preocupadas em matar culpados ou os que elas acham que são culpados? É preciso acordar e estudar.

Por todos esses motivos, as próprias polícias, o Exército e os corruptos do governo e das empresas não tem o menor interesse que a criminalidade acabe. Dá muito lucro continuar enxugando gelo, porque é um trabalho infinito onde cada vez mais poder, dinheiro e contingente é colocado em jogo. E quem não tem amor-próprio nenhum pode acabar achando incrível lutar por essa ilusão que é só um esquema de colocar ingênuo pra morrer na linha de frente, enquanto outros, confortavelmente sentam na cadeira e contam o dinheiro dessa corrupção. Quem participa dessa patifaria, seja como desonesto ingênuo ou como desonesto consciente, é um cúmplice. E cumplicidade ao crime é crime também. Onde está aquela tal de honestidade tão falada por alguns?

A bem da verdade, o ideal está num futuro muito muito distante, quando se fala em Brasil. Há países que sequer possuem Exército e a polícia tem um papel mais figurativo do que ativo. Brasil não está apto pra esta etapa e ainda vai se queixar muito da própria desgraça que cultivou. Países como a Holanda estão fechando presídios, faz tempo, por ausência de presos. Há até mesmo o caso de importação de presos de outros países, como forma de tentar desafogar os presídios lotados de determinados países e dar alguma função para os presídios vazios de países onde a criminalidade é quase uma lenda.

Prestar um serviço de utilidade para a população contrasta com a realidade do Brasil onde mulheres estupradas, por exemplo, geralmente não denunciam o ocorrido, porque não querem passar pelo dissabor de serem culpadas nas delegacias, ofendidas pelos policiais, ignoradas, agredidas ou, mais uma vez, assediadas. Essas instituições já não possuem nenhuma credibilidade perante a população comum e isso tende a sumir. O brasileiro já se acostumou a todo tipo de situação e praticamente boceja enquanto o mundo gira. Para alguns locais, dirão que não há viatura disponível, mas mude o discurso e pode ser que, magicamente, brote 20 viaturas em menos de 3 minutos no local. Tudo é uma questão de interesse. Trabalhar, para alguns, depende do contexto. Se não fizer nada for causar uma repercussão grande na mídia e na corporação por negligência básica que gere vexame noticiado e suje ainda mais a imagem imunda da corporação, então aí eles escolhem brincar de trabalhar. Mas se o trabalho for pra algo que facilmente irá ser ignorado por se tratar apenas de um cidadão comum, então dane-se o cidadão e que continue a soneca.

Boas lembranças das aulas de Sociologia, onde, à época, falava-se da realidade de que apenas 14% da favela tinha algum histórico ou conexão com atos ilícitos. Em resumo, favela e crime não tem nenhuma relação direta, exceto na mentalidade idiotizada de racistas e preconceituosos de classe. Ser pobre nunca foi sinônimo de criminalidade. Mas, frequentemente, ser rico, aponta pra incontáveis casos de crime. Agora adivinhe onde os governos e os “líderes” das instituições policiais querem que você atue de forma opressiva? Acertou se disse na comunidade mais pobre e negra do país. Lá onde não há nada pra se combater em criminalidade, é onde eles precisam inventar que há muito a se fazer. Assim podem, por exemplo, ter pretexto pra inserir uma UPP (Unidade Policial Pacificadora) corrupta pra sugar R$ 100 mil reais por mês de corrupção ou mesmo pra alimentar alguns traficantes com armas, pra justificar uma guerra social e dar a oportunidade de neonazistas fardados subirem os morros da favela pra brincar de exterminar negro, mesmo que sejam crianças. Feito um game, são recompensados por matar, por gerar mais corrupção, mais crime e mais lucro. Um lucro temporário, restrito, ilícito, às custas das vidas de todos os demais, que nunca trará segurança pública ou qualidade de vida a ninguém, nem aos próprios corruptos que dormem e acordam ansiosos, sem saber quando vai ser a hora deles de cair.

O mais próximo da honestidade que eu já vi nessas instituições policiais, foi quando um deles, na contramão de todos os demais, tirou o cabresto e resolveu se demitir, por ver que tava lutando do lado errado. Me fale de honestidade quando estiverem em luta pra prender de verdade toda aquela corja que infestou os prédios de Brasília, em golpes, corrupções, acordos com Judiciário, matanças por queima de arquivo, etc. Um cenário que, pra Islândia não é um sonho, mas uma conquista, quando prenderam 26 banqueiros, demitiram todo o governo e seguiram comandando o país de forma exemplar pela própria população. Raramente você verá alguém tocar nesse assunto em outros cantos do mundo, pois isso pode suscitar a vontade de mudança e paraíso, o que, certamente, acabaria com a mamata que os criminosos tentam sustentar.

Me fale de honestidade quando essa honestidade não tiver preço e alguém aceite trabalhar com qualquer outra coisa digna, ganhando igual, menos ou até mais, apenas pra não se dobrar ao que é errado. Não me venha falar de salário, pois a maioria da população ganha um salário indigno e nem por isso escolheram o caminho fraco do crime. E outros, em pobreza pior (senão na miséria), continuam honestos, apesar de tudo. Isso é simplesmente não ter a honestidade vendida, por ter ela como princípio. E princípio não se relativiza, nem fica em segundo plano, por isso chama ‘princípio’, pois sempre vem primeiro.

Eu escolhi não dar tiro no meu próprio pé. Mas todos aqueles que escolheram atirar aleatoriamente ao resto do mundo, já atiraram uma bomba atômica no próprio pé e levaram junto todo o resto da sociedade em uma onda de degeneração da segurança, da qualidade de vida, da dignidade, da esperança, do bom senso, da educação, etc. Longe dessas instituições tem gente corajosa que não se importa se vai viver ou morrer por falar verdades, porque morrer vamos todos nós. É gente que se importa em deixar legado, ser útil a sociedade até o talo. E isso eu faço até com os braços amarrados. Aos inconformados com fatos, podem chorar livremente, mas se tiverem alguma noção, chorem na Cantareira, em São Paulo, pois a seca reina por lá, por culpa do corrupto agronegócio que destruiu a Amazônia e, por isso, os chamados “rios voadores” já não trazem a umidade para regiões como a de São Paulo. Que outros temas você quer debater? Tempo eu tenho.

Pegue mais um link de presente: Gregório Duvivier fala sobre Direitos Humanos.

Rodrigo Meyer

Crônica | Miséria e Luxo.

Na frente da loja de conveniência, um morador de rua sentado. Aos desavisados, parece não esperar nada, mas pra quem vive fora da bolha, eis alguém que decaiu não só pra rua, como pro consumo de droga pesada. Não faz mal a ninguém. A comunidade em torno o conhece e o respeita. É educado mesmo quando não está sóbrio. A droga não transforma, ela só potencializa a essência do indivíduo. Alí está um homem que tinha vergonha da sua condição, de pedir dinheiro, de estar entre os demais. Um dia lhe disse que não precisava ter vergonha de nada daquilo, pois muitos de nós já se encontrou sem saída e o importante é tentar tirar o melhor proveito dos dias. Lágrimas do lado de lá, de alguém que lembrava, claramente, que nunca tinha ouvido ninguém se solidarizar. As pessoas passam reto, não olham nos olhos, mal chegam perto. As madames com seus carros pretos de luxo, abrem a carteira e tentam encontrar alguma nota de baixo valor, quando lhes pedem alguma moeda. Moeda elas não possuem e talvez a menor nota delas seja só de R$ 10 ou R$ 20 reais. “Mendigo inoportuno que não tem máquina de passar cartão de débito”, devem pensar. Ele, sempre volta; elas, raramente. Elas preferem o conforto de casa, como um bunker, trancadas e inseguras, por conta dos monstros que elas mesmas fabricaram. Ele, pede porque não tem; pede porque a abstinência cobra o consumo da droga; pede porque, muito antes, foi esquecido pela sociedade; pede porque, se a vida estivesse, antes, estável, não teria que pedir coisa alguma; pede porque uma minoria da sociedade não abdica dos luxos herdados, dos privilégios e até da corrupção, quando notam que é mais fácil ser egoísta e inútil, do que reconhecer que não tem mérito nenhum aceitar como certo o que foi dado errado. Não trabalharam duro, apenas lapidaram um diamante bruto herdado. E, geralmente, um diamante roubado.

Rodrigo Meyer

A morte da Vereadora Marielle Franco.

O Ministério dos Fatos adverte: Esse texto pode fazer gente que veste a carapuça ficar nervosinha. Ao primeiro sinal dos sintomas, busque ajuda psiquiátrica.

Marielle Franco, vereadora do PSOL-RJ foi executada no dia 14 de Março de 2018, por volta das 21h30. O motivo, como se pode deduzir facilmente pelo cruzamento das notícias é simplesmente ter sido honesta. Sabemos, honestidade nesse mundo não é tolerada.

No dia 28 de Fevereiro de 2018, Marielle Franco foi nomeada relatora da comissão que iria acompanhar a Intervenção Militar no Rio de Janeiro, pra assegurar que não houvesse abusos, extermínios e outros crimes por parte da quadrilha fardada.

Logo depois, em 10 de Março de 2018, Marielle denuncia a violência “policial” em Acari. E por fim, em 14 de Março de 2018, ela é executada depois de sair de um evento. A criminalidade da quadrilha fardada já está tão arraigada no Brasil e em vários países do mundo, que neste episódio de execução, os executores não tentaram sequer maquiar a situação. E isso você pode notar ao comparar dois trechos desta notícia da mídia suja do G1 da suja Globo, os quais transcreverei abaixo:

No sábado (10), Marielle fez uma postagem no Twitter reclamando da ação dos PMs em Acari: “O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem nossos jovens”, escreveu ela.

Na reportagem alguém deve ter enfiado um sorvete na testa ao afirmar estes dois próxima parágrafos contraditórios:

Parágrafo 1: “fontes da polícia dizem que todos os indícios, até o momento, indicam que o crime se trata de um assalto.”

Parágrafo 2: “Segundo as primeiras informações da PM, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Eles fugiram sem levar nada. “

Ou a “polícia” é muito burra ou é conivente com a execução. O que não impede que sejam as duas coisas. É o primeiro caso de assalto mágico onde não há assalto. Deve ser um tipo muito especial de alucinação. Mas, não. Tendo um pouco de uso da massa cefálica (o que falta a todos os fascistas), se nota que tem todas as características de um acobertamento de um crime, como sempre ocorreu aos montes, não só no Brasil como em diversos países do mundo.

Se foi retaliação por ela dizer verdades contra bandidos fardados? Precisa mesmo responder o que todo mundo tá cansado de ver e saber? A quadrilha fardada mata todo dia, por pura preguiça e falta de coragem de virar gente. A propósito, as balas  disparadas estavam registradas em nome da polícia. Entendeu ou quer que desenha?

Se ainda estiver com dificuldade de entender, eu te explico. Quando foi proposta essa intervenção no Rio de Janeiro, o “General” Vila Boas disse a seguinte frase:

“Militares precisam ter garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade”.

Se você ainda é novo do lado de fora da bolha, eu presto essa ajuda e te explico. A chamada “Comissão da Verdade” foi uma Comissão prestada depois do período da Ditadura brasileira, onde se apurava os crimes cometidos por essa corja de fascistas que tomaram o poder. Nos tempos atuais, com essa intervenção no Rio de Janeiro, a alusão à “Comissão da Verdade” é um modo de dizer que, querem continuar cometendo crimes, mas sem serem investigados e penalizados por isso. Vou resumir melhor pra você. É como se alguém dissesse: “Me deixa estuprar, torturar, matar, executar, esconder corpo na vala e disseminar nazismo, mas por favor, não me investiga não. Eu não quero ser exposto como o maior fracasso da humanidade, que não teve coragem de prestar uma única vez na vida.”

Entendido isso, voltemos ao todo do caso, da morte da vereadora Marielle Franco. Essa execução reflete uma condição que se espalhou feito câncer no país. Sabe quando você comeu cocô e foi pras ruas se masturbar na frente de militares? Então, isso empoderou esses bandidos a sentirem respaldo em seus crimes. Não que antes eles não cometessem, mas agora, sentem-se tão livres pra cometer, que já nem se preocupam mais em esconder isso da mídia. Na verdade eles querem mesmo é deixar claro que estão fazendo e continuarão a fazer, simplesmente porque são fascistas declarados, bandidos e, majoritariamente, nazistas.

Cada vez que você se lambe de tesão ao se roçar na tela do computador ou da televisão assistindo projeto de gente se anunciando com polêmicas em torno da violência, discursos de ódio, ódio de classes e todo tipo de circo, você está endossando o crime. Não temos nenhuma dúvida de que você sabe que faz isso. Nossa certeza maior é justamente de que faz porque sabe. Seu apreço pelo crime, corrupção e violência estão profundamente marcados em sua expressão diária, quando você exerce seu racismo, enaltece a violência e julga as pessoas como bandido, apenas pra desviar o dedo dos verdadeiros bandidos, aqueles, vestindo aquela farda imunda, com uma energia pútrida de carnificina, rancor, ódio, analfabetismo, xenofobia, racismo, machismo, psicopatia e um mar de outras coisas que embrulham o estômago de qualquer pessoa saudável.

O sonho de muita gente da classe média, é ver negro e pobre sendo exterminados. E pra tentar se esconder depois de um pensamento imundo desse, tenta enganar os trouxas plantando falácias e manipulações nas mídias, especialmente nas redes sociais, mostrando fotos isoladas de um ou outro morador que, já acostumado com aquele nojo da presença dos militares, segue a vida inexpressivo, de tão cansado ou, então, de uma ou duas crianças que pulam rindo em uma foto, não porque estão em acordo com o genocídio intencionado naquela área, mas porque, provavelmente, nada refletem sobre o dano que está por vir. Por muito menos, negros da periferia e da favela, são também executados por motivo nenhum, desde que algum bandido fardado tenha interesse de fazer isso, apenas colocando uma arma plantada na cena do crime, pra alegar que houve troca de tiros, mesmo quando as câmeras os flagram plantando a arma, sem tiroteio algum.

Mas, pra você que tem fetiche por bandido, especialmente os mais periculosos, e que tem ojeriza a gente honesta, eu te trago uma solução: Vá junto com os bandidos fardados a todos os eventos que eles frequentam, inclusive no estupro de moradores, na execução aleatória de pessoas por “esporte”, nas reuniões de nazismo e também nos encontros nefastos com seus próprios parentes. Vocês já possuem grandes afinidades. Agora só falta perder a covardia diante da realidade e ir encarar um dia de crimes ao lado dessa quadrilha. Muito puxado pra você? Tá mais confortável vomitar ódio só nas passeatas corruptas filmadas ao vivo pela corrupta Rede Globo, onde a quadrilha se segura pra tentar não cometer nenhum crime diante das câmeras ao vivo da emissora que apoiou abertamente a ditadura no Brasil? Poxa. Compreensível. Eu também não esperava mais de você. Eu nunca espero boa coisa de gente que tá degradada a ponto de ter fetiche sexual por bandido de alta periculosidade. Mas a boa notícia é que nos presídios ainda é permitido visitas. Então há sempre a possibilidade de se unirem, ainda mais se for presídio militar, onde é praticamente um hotel de cinco estrelas pra amontoar bandido que nem a própria corporação quis deixar pra fora (talvez pra evitar concorrência nos “negócios, se é que você me entende.).

A Economia do Brasil não caiu, ela despencou de uma altura incalculável, tal como um meteoro que veio de outra galáxia e caiu no buraco mais profundo da Terra. Desde a chegada do corrupto do Temer, diversas pessoas foram mortas quando tentavam fazer denúncias e investigações contra essa quadrilha de frouxos impotentes que se apoderou de Brasília. Temer, Cunha, Aécio e toda a corja em todos os setores, incluindo imbeciloides do Judiciário, estavam há uma infinidade de tempo mamando na corrupção através da política e foi tão somente por isso que honestos foram tirado do caminho. Você não pode se esquecer daquela conversa dos patifes onde a solução que eles propunham era “… um acordo com o Judiciário, com tudo.”. E fizeram.

Sabemos que o brasileiro médio não é politizado. A alienação é uma marca do brasileiro. A passividade e a conivência com a corrupção é imensa. Não se pode esperar que uma população que venera violência, opressão, sexismo e outros desvios de conduta como a própria corrupção, irão se engajar contra os demais que fazem isso nas empresas, na política e na polícia. Vão é se calar e chorar a miséria de país em que vivem. Quando você furta tv à cabo, quando você sonega imposto, quando você nota troco a mais e não devolve, quando você paga pra um criminoso te livrar das multas de trânsito junto ao Detran, quando você paga propina pra um bandido fardado liberar seu carro, quando você compra produtos roubados apenas porque é mais barato, você está sendo criminoso tanto quanto os demais, seja lá em que cargo estejam.

O problema nunca foi os diferentes valores financeiros da corrupção. Quem aceita roubar é ladrão igual. Não é coincidência, pois, que todos aqueles que discursaram a favor do Golpe (equivocadamente chamado de Impeachment), estavam envolvidos em corrupção. Entendeu ou quer que desenha? Posso desenhar, tenho habilidade com gráficos e ilustrações. O problema real está na base que constitui a população. Quem são as pessoas que estão sendo geradas e formadas nas famílias, nos grupos de amigo, nas escolas, nos espaços públicos, nas mídias, etc? Você já parou pra pensar na deformação do psicológico das pessoas? Vamos falar das causas do problema ou vamos ignorar tudo? Eu sempre escolhi falar da causa dos problemas e nunca ignorá-los, justamente porque não quero enxugar gelo. As pessoas não devem usar o racismo e o ódio que elas aprenderam e desenvolveram como pretexto pra suas “opiniões” e ações sociais, pois essa visão já está distorcida por um profundo desvio psicológico. Se cada indivíduo não reformar a si mesmo e virar gente, o país sempre será o bordel, o cassino e o campo de guerra do mundo. A maioria das pessoas lá fora, olham o Brasil como um banheiro aberto, onde se pode deixar 100 kg de fezes e sair. Também é o lugar onde muita gente vem pra estuprar crianças aliciadas para a prostituição destinada, majoritariamente, para estrangeiros. É também aqui que inúmeras pessoas sem índole chegam para se sentirem “em casa”, por pura afinidade com o que esse pedaço de terra (que nem de longe é país).

Enquanto vocês aplaudem a si mesmos como um exemplar da escória, o cronômetro corre e o tempo de vocês chega. O sonho de todo fraco e fascista é ver os honestos se tornarem minoria, nem que pra isso tenham que executá-los um a um, ou mesmo em massa. A pobreza e a miséria é uma dessas ferramentas de redução, a violência urbana em geral é outra, mas existem inúmeras mais. Somente uma pessoa que se odeia muito e é absurdamente covarde precisa reduzir um honesto pra se sentir finalmente acima de alguma coisa na vida, mesmo que seja por meio da matança. É o fraco, o frouxo, o acéfalo, o infeliz, que se entope de remédios pra acordar e dormir, que se joga atrás de muros pra almoçar por medo de lhe verem presente alí, vestindo farda de quadrilha, assim como a classe média e alta que tudo extorquem dos demais. Essa gente tem ojeriza a fazer esforço pra melhorar. São, basicamente, incapazes de buscar ajuda, simplesmente porque ficaram tão cegos com suas pseudo-ideologias plantadas, que não sabem como cortar as cordas da marionete que são.

Quando há uma ditadura declarada, a ação de combate a ela é mais fácil. Por isso, em pouco tempo os fascistas entenderam que a melhor forma de perpetuar a ditadura era se infiltrando na democracia. Desde o fim da ditadura no Brasil, estamos vivendo tempos de semi-democracia, pois na prática, ainda existe censura, execução, sequestro, estupro, tortura, violência, corrupção e poder nefasto aliado a quadrilha dos fardados. Enquanto o brasileiro não tomar vergonha na cara e se rebelar contra os crimes, vai viver em situações cada vez piores. Inúmeras pessoas, assim que tiveram a oportunidade, largaram esse bordel e foram viver em qualquer outro país de verdade. Não, Estados Unidos não é um deles. Falo de país, não de escritório de gerência do bordel que é o Brasil. Isso tenderá a aumentar. Porém, há alguns problemas nisso.

Justamente os que não podem sair do Brasil, são os pobres. O extermínio deles será a ação desejada quando tudo perder o rumo e as pessoas deixarem de lutar por mudanças. Quando a gente dá um passo pra frente e volta 300 passos, fica claro que não estamos sendo úteis na luta, não porque nossa iniciativa não é boa e bem estruturada, mas porque não se pode limpar um banheiro em um dia e minutos depois chegam os fascistas pra despejar 6 caminhões de fezes até vazar pelas portas e janelas. A matemática é simples: onde tem fascismo, não tem progresso. Ou se elimina os fascismo ou se convive com o retrocesso. A exemplo disso, a Alemanha fez um bom trabalho de reestruturação da população e da cultura, depois do trágico evento da Segunda Guerra Mundial. Simplesmente os alemães se sentiram tão envergonhados com o histórico de Nazismo associado ao país, que fizeram uma imensa ação de educação a partir das crianças mais pequenas, em escolas e famílias, além de iniciativas públicas diversas, incluindo museus sobre o Holocausto. Ações que remetam, de alguma forma, ao fascismo, por mais simples que sejam, incorrem em prisão. As crianças e as gerações posteriores, conseguiram plantar uma cultura de diversidade, de respeito e uma absoluta não aceitação de fascismo e racismo. Berlim, por exemplo, é considerada um pólo mundial de diversidade, onde as pessoas se sentem livres pra manifestar isso nas artes, nas subculturas, no seu jeito de ser, no seu lifestyle, no jeito de se vestir, etc. Não só em Berlim, mas praticamente todo canto da Alemanha, é possível encontrar pessoas tatuadas ocupando cargos diversos, sem sofrer nenhuma descriminação por isso. Não estou dizendo que seja o paraíso, mas certamente não é o lugar onde o fascismo tem vez.

Quando todos os demais países do mundo tiverem se emancipado, o Brasil ainda terá, pelo menos, mais 5 mil ou 10 mil anos pra chegar próximo deles. Espero, de coração, que minha previsão esteja errada, mas estando certo ou errado, de uma coisa eu sei: eu não estarei vivo pra saber o resultado. Quando eu morrer, certamente o Brasil continuará sendo uma ruína com um enorme neon dizendo “Bem vindo ao bordel mais barato e imundo do planeta. Não garantimos satisfação, mas por esse preço irrisório, você não tem direito de reclamar.”

Informações adicionais:

1. BBC Brasil: Tudo aponta pro envolvimento de bandidos fardados.

Assim como outras milícias pra calar quem denuncia bandido fardado, essa teria sido mais uma. As balas do crime pertencem a polícia.

2. Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, planta fake news.

Defecou pela boca ao inventar, por extrema má intenção, que Marielle não teria sido morta por retaliação da quadrilha fardada que ela denunciou, mas sim pelo Comando Vermelho, sugerindo que ela teria envolvimento. Nada pode ser mais imundo vindo de quem ocupa o cargo de Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Sim, os fascistas e corruptos estão principalmente nos cargos que lhes conferem poder. É assim que podem vomitar e rir da cara dos honestos que eles simplesmente odeiam.

3. Marcelo Adnet fala sobre quem tenta menosprezar ou ignorar o ocorrido.

Um tapa na cara de muita gente que só cita “outras mortes” quando é conveniente menosprezar uma em específico, exatamente esta única que lutou por todas as outras.

4. Vídeo da mídia ‘Quebrando o Tabu’ resume o ocorrido com uma reflexão.

O vídeo faz a comparação exata com a retaliação retratada no filme “Tropa de Elite” do cineasta José Padilha. Ele mesmo deixou o Brasil, quando, por conta da repercussão do filme, começou a ser perseguido e ameaçado de morte. Sabemos que a história sempre se repete. Honestidade pra quem é bandido fardado, nunca foi aceita.

5. Em Portugal, a Deputada Catarina Martins faz menção a execução de Marielle.

O fedor do fascismo no Brasil é sentido também em outros cantos do mundo. Portugal, apresenta menções sobre o ocorrido.

6. Nos Estados Unidos, o fascismo na execução de Marielle também é notado.

É ótimo ver que está tendo repercussão em todo canto. É triste ver que passamos vergonha em ser o país desse ocorrência. Enquanto uma pessoa foi executada por denunciar bandidos fardados, há gente até mesmo que expressa riso e deboche ao fato. Indignos de estar na Terra. Mas isso raramente saberão, porque possuem aversão de olhar pro póprio espelho com sinceridade.

7. Em ato de memória à Marielle Franco, um fascista surge. Veja o vídeo.

Dia 15 de Março de 2018, houve um ato em memória de Marielle Franco e contra o extermínio do povo negro. Ao final do ato, eis que surge um fascista com punho erguido, empurrando os manifestantes, falando palavras de ordem, querendo que ninguém encostasse nele. Ué? Ele quer respeito, mas não respeita os outros? Que cérebro fraco é esse que não desfaz essa contradição? Obviamente gerou revolta nos manifestantes e a resposta a isso você confere no vídeo da Arrow News, no link acima. Fascistas não passarão.

8. Tente não rir: Ministro Raul Jungmann sugere que a munição da Polícia Federal atrelada a morte de Marielle, foi furtada nos Correios em 2006 e 12 anos depois foi usada na execução.

Alegação absurda do Ministro foi rebatida pelos Correios. Além disso, por padrão, como os Correios são empresa pública, qualquer situação que envolva arma, munição, drogas e outros itens proibidos no tráfego postal dos Correios são encaminhadas à própria Polícia Federal. Agora resta saber se o eventual próprio criminoso vai se auto-investigar.

9. MBL – Movimento Bandido Livre, como é de se esperar de bandidos, propaga mentiras contra Marielle Franco.

No Brasil, a Direita, em geral, não tem ideologia alguma, exceto o banditismo. Enveredados pela corrupção, pela violência, pela difamação, pela incitação ao ódio, ao crime, ao racismo, ao machismo e ao ódio de classes, tentam arquitetar todo tipo de situação que favoreça à eles receber um pouco mais de dinheiro corrupto e manipulação das massas sem autonomia de pensamento, pra se fortalecerem como “líderes”.

10. Morte de Marielle repercute também na Argentina. Veja o vídeo.

Diferente das mídias brasileiras, o canal C5N da Argentina associou a morte da vereadora à intervenção federal no Rio de Janeiro e responsabilizou o desgoverno Temer.

11. Diante da morte de Marielle, deputados europeus pedem suspensão de negociação com o Mercosul.

A vergonha que o Brasil passa por atropelar questões óbvias em outras partes do mundo, causa mais retrocesso em todos os setores. Isso aqui nunca foi país. É só um bordel do pior tipo, do mais barato e sujo que existe.

12. Pra quem reclama “onde está o direito dos policiais”, vê se aprende alguma coisa com esse vídeo.

Gregório Duvivier explica, pra quem, em 2018, ainda não teve entendimento do óbvio, por pura preguiça ou por má fé mesmo. Dispenso, contudo, a divulgação de Karnal, até porque ou é ingênuo ou mal intencionado, uma vez que anuncia partidarismo escrachado como ação imparcial por parte de pseudo-juíz. No mais, o vídeo é muito útil.

13. Dono de site que amplificou notícias falsas sobre Marielle, admite ser um vendido para a ‘guerra política’.

E o que não falta é reacionário que tem ojeriza a estudar, compartilhando conteúdo falso por pura conveniência, só pra não ter que admitir a realidade pútrida da qual eles fazem parte e são um dos maiores responsáveis.

14. Testemunhas da execução de Marielle dão detalhes e dizem que bandidos fardados da PM as expulsaram do local ao invés de ouvir o testemunho.

15. Globo associa Flávio Bolsonaro ao assassinato de Marielle Franco.

16. Família Bolsonaro por trás do assassinato de Marielle Franco?

17. Flávio Bolsonaro foi o único deputado que votou contra conceder medalha Tirandentes a Marielle Franco.

“Nos anos de 2003 e 2004, o filho de Jair Bolsonaro (PSL) propôs homenagens ao ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e ao major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, presos na manhã desta terça-feira (22), suspeitos de integrar o Escritório do Crime, um grupo de extermínio que estaria envolvido no assassinato da vereadora do PSol.”

18. Mãe de foragido suspeito da morte de Marielle Franco, trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro e foi citada pelo Coaf.

19. O elo entre Flávio Bolsonaro e a milícia investigada pela morte de Marielle.

20. Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete mãe e mulher de miliciano suspeito da morte de Marielle.

“A mãe do ex-capitão do Bope, que é amigo de Fabrício Queiroz, é uma das servidoras do gabinete que fizeram repasses para a conta do ex-assessor.”

21. PM e ex-PM são presos pelo assassinato de Marielle Franco.

“Sargento reformado da Polícia Miliar, Ronnie Lessa, teve a prisão preventiva decretada.”. Resta saber que foi o mandante do crime.

22. Quando houver mais links, publicaremos.


Rodrigo Meyer

Especial | Outros mundos pra se visitar.

A imagem que ilustra esse texto é parte de uma fotografia da Galáxia Andrômeda.

Escrever é uma atividade antiga minha, que deve ter começado lá pelos 7 anos de idade. É algo que eu adoro, mas, nunca consegui ser apenas de uma área só. Além de ser um curioso nato por todo e qualquer assunto, sempre fui hiperativo e, pra mim, estar ocupado e produzindo é quase que um vício. Por isso, hoje trago um pouco mais sobre outras atividades minhas. Cada tópico é um link clicável que direciona para outros blogs dessas outras realidades que eu desenvolvo. Não vou listar todos, porque são muitos, mas estes são os principais:

1. Rodrigo Meyer – Photo

Fui fotógrafo ao longo de 17 anos, desde que cursei Fotografia no SENAC. De lá pra cá foram muitos momentos gratificantes criando e comunicando e meus principais segmentos foram: Ensaio Fotográfico, Retrato, Landscape, Arquitetura, Cobertura de Evento, Fotografia Conceitual. Sempre que possível estive também em manifestações, comunicando a essência e cobrindo os fatos. Pelo blog você pode acessar a guia ‘Portfólio’ do menu e escolher entre as categorias para ver um resumo bem pequeno desses 17 anos de Fotografia.

2. Rodrigo Meyer – Design

Minha outra atividade foi e continua sendo o Design Gráfico. Cruzei pelo curso técnico de Comunicação Visual na EPA e depois fiz a faculdade de Comunicação Social – Publicidade & Propaganda na FMU. Tenho desenvolvido Identidade Visual para mídias digitais e impressas, naming (planejamento de nomes de marcas ou projetos), branding (desenvolvimento de marcas), além de ilustrações, arte gráfica, diagramação de sites, flyers, e muito mais. Também atuo na área da Comunicação em si, orientando e gerindo estratégias de Comunicação de pequenas empresas, ONGs e projetos, pra que sejam assertivas e tenham retorno ao lidar com o público. Parte desse trabalho envolve o suporte e administração de redes sociais como Facebook, Instagram, etc., com base nos algoritmos e regras de cada plataforma, pra alavancar projetos e ter o melhor retorno possível.

3. Rodrigo Meyer – Sound

O contato com as mídias e com a música em si, me colocaram também neste caminho. Comecei a aprender música, piano e órgão, desde uns 11 anos de idade, aproximadamente. Com a dificuldade em ter um piano próprio, acabei transferindo essa necessidade de expressão para a música digital ou a edição de áudio. Criando jingles e vinhetas para vídeos, comecei a resgatar o contato com a música. O blog ainda está pouco alimentado, mas o canal no Youtube tem um pouco mais de conteúdo e há planos de retomar a frequência de publicações em breve. Lá pelos vídeos você encontra letras de música narradas e algumas vinhetas.

4. Rodrigo Meyer – Cine

Junto com o desenvolvimento da Fotografia também me habilitei na criação de vídeos. Saltar dessa atividade pro Cinema em si foi uma das tentativas mais entusiasmadas que tive. Durante todos os anos exercendo a Fotografia, escrevi centenas de roteiros pra filmes de curta-metragem. Contudo, pelas exigências técnicas e financeiras inerentes a esta atividade, ainda estão por concretizar. Espero que algum dia haja a oportunidade de colocar em práticas estas ideias. Enquanto isso não ocorre, a edição de vídeos comuns para mídias próprias ou de terceiros tem sido uma das atividades paralelas. Pelo blog vocês pode aguardar por várias dessas dicas de comunicação e edição em vídeo, linguagem audiovisual, pré-produção, produção e pós-produção pra filmes autorais ou comerciais, além de comentários e resenhas de filmes.

5. Rodrigo Meyer – Art

Junto com a escrita, a arte visual também sempre esteve comigo desde o começo. Desenhar e pintar eram as minhas atividades preferidas. Cheguei a me aperfeiçoar o suficiente pra conseguir pintar quadros à óleo de paisagens durante a adolescência, com boa autonomia. Adentrei pra cursos de desenho a lápis e depois desenvolvi outras técnicas no curso de Comunicação Visual da EPA, como nanquim, por exemplo. Desenvolvi centenas de criações tradicionais (papel e tela), mas quando me vi distante das minhas telas à óleo me bateu um certo arrependimento e acabei me distanciando da arte um bom tempo. Foi somente na transição para o digital que retomei essa conexão. Há alguns anos concretizei diversas pinturas digitais dos mais variados estilos, indo do abstrato ao realismo. Porém, devido a escassez de tempo, me sinto enferrujado em relação aos anos anteriores. Enquanto eu não monto um álbum de portfólio no próprio blog, tenho mantido essa apresentação no Behance como uma pequena amostra do meu potencial. No Youtube você consegue acessar alguns vídeos de speedpainting com algumas ‘anotações visuais’ de ideias que tive, mas em breve o canal terá surpresas mais profissionais.

6. Rodrigo Meyer – Author

Esse é um dos espaços onde eu concentro uma parte do que eu escrevo e produzo em literatura. Por aqui você pode acompanhar, no momento, publicações diárias (sempre que possível) de artigos que compõem um projeto de cunho social iniciado a pouco tempo, onde mais de 600 temas foram predefinidos e quase 250 textos já estão no ar pra serem lidos. Da infância até hoje, escrevi muitos e muitos poemas, contos e até mesmo alguns livros. Com tamanho apreço pela literatura, tentei ser útil com ela por toda mídia e plataforma que passei. Caminhei pela expressão pessoal, análise social, filosofia e artigos temáticos para mídias próprias e de terceiros, sendo não só um hobby como também uma atividade profissional. Há livros novos pra serem lançados futuramente, mas, por enquanto, você pode acompanhar as novidades pelo blog. Depois deste projeto dos 600 temas, provavelmente, estarei postando minhas poesias, contos, prosas e outros tipos de literatura. Se você gosta de ler e que ter a chance de ganhar livros à sua escolha, entre pro grupo de Facebook ‘Para Ler‘.

7. Foto A

Esse projeto é a versão recente e modernizada de uma longa batalha tentando ensinar Fotografia para outras pessoas. Depois de deixar de lecionar presencialmente, comecei a adaptar os conteúdos para o modo texto. A versão antiga, continha até mesmo vídeos no Youtube com aulas e, provavelmente, todo esse material vai ser reformado para ser apresentado novamente tanto no Youtube quanto no blog. Além de aprender Fotografia, você fica por dentro de notícias, reviews e curiosidades no tema.

8. Arte em Frente

Outro projeto de utilidade pública para os que gostam de conhecimento e cultura, onde garimpo artes e artistas, apresentando não só suas criações, mas suas histórias e peculiaridades. Indo de artistas clássicos do passado até os contemporâneos, em todos os estilos e tipos de arte visual, como pintura à óleo, pintura digital, desenho, graffiti, modelagem 3D, tatuagem e qualquer outro conteúdo de arte. Tem havido uma certa demora em trazer novas postagens, devido a transição de conteúdo de uma antiga plataforma para a atual. Dentro do possível, no tempo livre, apareço com algum post novo. A página no Facebook vem crescendo nos últimos tempos e lá você encontra coisas surpreendentes pra contemplar e compartilhar. Há possibilidade do projeto se expandir para o Youtube também e isso só depende da demanda e engajamento de vocês.

9. Bruxaria 24 Horas

Projeto que já tem muitos anos, com centenas de conteúdos publicados. Com a transição da plataforma antiga para esta atual, o blog já está com todos os textos no ar, mas os posts ainda estão sem imagens de capa, por enquanto. Embora isso não comprometa em nada a qualidade dos conteúdos, em breve serão atualizados com as imagens. Por lá você encontra textos de ocultismo, cultura antiga, paganismo, história, magia e espiritualidade. Um projeto de grande sucesso que  alcançou mais de 9 mil inscritos no Facebook e, caso haja tempo e condições, poderá se expandir pro Youtube.

Outros Projetos

Existem inúmeros outros blogs, páginas, canais de Youtube e outras mídias e atividades que desenvolvo, porém deixarei pra citá-los em outra oportunidade. São conteúdos temáticos em Viagens, Cultura Mundial, Cultura Underground, Astronomia, Psicologia, Sociologia, Ativismo & Causas Sociais, Idiomas, Dança e muito mais.

Sempre que as pessoas ficam cientes desse mar de conteúdos e atividades em que estou envolvido, expressam um ar de surpresa como se fosse um louco exagero de minha parte. A realidade é que me sinto confortável em criar e gerenciar tudo isso, porque há duas coisas em que sou completamente apaixonado: adquirir conhecimento e ser útil ao mundo. E se me pagar um café que seja, já me disponho a fazer muito mais.

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Rodrigo Meyer