Estou de volta.

Sim, eu voltei. Eu estou aqui mais uma vez, porque escrever é o que faço sempre que tenho condições. Foram dias difíceis nos últimos meses e isso é até fácil de imaginar. Mas eu não vim pra reclamar, nem lhes contar histórias tristes. Eu vim anunciar que os textos estão seguindo.

Quem acompanha o blog a mais tempo, sabe que os textos que estão por aqui, fazem parte de um projeto de mais de 600 temas que eu predefini. São artigos escritos com o objetivo de reflexão e transformação social, pessoal e intelectual. É um espaço pra que possamos cutucar temas adormecidos ou desconhecidos, mas de uma maneira mais eficiente. Por aqui, sempre que eu aponto um problema, aponto algumas soluções. Este projeto já conta com metade, cerca de 300 textos, no ar. Você pode descobri-los pela pesquisa na lupa do blog ou através das tags de assuntos.

Este ano será de suma importância que nos voltemos para as artes, para o pensamento, para a reflexão, para o empoderamento, para a resistência com muito intelecto, bom humor, sensatez, equilíbrio (dentro do possível) e mudanças, muitas mudanças. Por aqui, encontram-se leitores de mais de 20 países do mundo e já atingimos quase 6 mil visualizações em tão pouco tempo. Isso denota certo interesse e apreço das pessoas pelos conteúdos que aqui são feitos e pelo modo como eu escrevo. Os textos são criados em momentos onde algo realmenre precisa ser dito, pra que a mensagem seja a mais sincera possível e que traga uma boa trilha de leitura, num começo, meio e fim que acrescente algo pra quem lê ao invés daqueles conteúdos genéricos que vemos aos montes pela internet, onde lotam letras na tela, com repetições vazias, tentando não parecer que só há duas linhas de conteúdo real naquele mar de texto.

Aqui faço as coisas com um propósito real, voltado para transformação social e pesoal, deixando algum insight e esclarecimento sobre as coisas do mundo, do nosso interior, da mente, da sociedade, das vivências, experiências e aprendizados, desmembrando aspectos da socialização, do convívio sadio em sociedade, da quebra de preconceitos, tabus, equívocos, além da transformação pessoal de cada um para atingirem os seus potenciais ao máximo. As reflexões que aqui são apresentadas, não são uma mera maneira de opinar sobre algo, mas são, acima de tudo, a oportunidade de demarcar a estrutura da realidade e das relações humanas, pra que as pessoas possam se redescobrir no meio de algum assunto, fazer as escolhas e mudanças que acharem necessárias e tornarem-se elas mesmas uma célula de propagação da nova vivência, nova experiência, nova conduta, nova mentalidade, nova vida. Somente você pode fazer a mudança. Eu estou aqui pra apontar as portas que eu conheço, mas não posso atravessar as portas por ninguém.

Como forma de orientar melhor o caminho que eu trilho na criação dos textos, além dos temas preexistentes, eu preciso que vocês interajam com os conteúdos, deixando comentários abaixo das publicações, seja no blog ou no Facebook ou que enviem mensagens ou e-mails para tirar dúvidas, pedir temas, enviar sugestões, críticas, elogios, indicações, etc. Essa interação é importante pra que eu siga sendo útil pra você que me lê e para os que estão por vir. Por isso, se houver um texto que você goste, compartilhe pra que mais alguém tenha a oportunidade de entrar em contato com o assunto ou mesmo de descobrir outros assuntos no blog. Assim como é feito pra vocês, é também feito pra mim, pois escrever é minha terapia e parte da minha essência. Quando escrevo, tenho a oportunidade de tirar um peso das costas e tentar levar alguma leveza e estímulo pra outras pessoas.

O ano está começando com notícias desastrosas, mas estarei aqui cheio de novidades, pra evitar de sucumbir. Conte com esse epaço para se concentrar em si mesmo e naquilo que pode fazer por melhoria na sua realidade. Junto com essa plataforma de textos, outras atividades vão ganhar novos patamares de criação e visibilidade. Quem me conheceu um pouco mais, sabe que fui fotógrafo por quase 20 anos e, apesar de ter pausado a atividade em razão da venda dos equipamentos, estou reconstruindo minha vida em outro canto e assim que tudo se estabilizar, pretendo voltar a fotografar. Esses dias eu voltei a desenhar e pintar e já tem algumas obras na minha página de Arte (aqui). Façamos arte, porque teremos que ficar de pé para o que está por vir. Precisamos ficar, antes de tudo, com saúde mental para não perdermos a energia de resistir e lutar pelas mudanças que serão necessárias.

Este texto é só um comunicado de retorno, mas sinta-se à vontade pra ler uns textos aleatórios no blog, pra conhecer um pouco da abordagem que faço nos temas, a linguagem, o modo de estruturar a trilha da mensagem, etc. É um formato sincero, espontâneo e também bem cuidadoso. Fico feliz pela receptividade das pessoas, que já somam quase 6 mil visualizações em tão pouco tempo. Há leitores frequentes e até numerosos de diversos países. Adoraria conhecer mais detalhes sobre a comunidade, se são estrangeiros nativos ou se são brasileiros morando no exterior. Por isso, reitero, é importante a interação.

Obrigado por continuarem presentes. Nos vemos logo mais. Assim que eu tiver mais centrado, entro com um novo artigo. Quem quiser acompanhar um pouco da minha realidade, pode seguir neste Instagram: rodrigomeyer.author.

Grato,
Rodrigo Meyer – Author

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Como eu enxergo o Instagram?

Quando esse aplicativo surgiu e se tornou popular também aqui no Brasil, eu não tive o menor interesse em me associar, pois o que eu entendia que era a essência dessa rede social era a cultura estereotipada que se formou rapidamente. Inicialmente (e até hoje ainda é bastante assim), as pessoas passavam o dia postando imagens captadas pelo próprio celular, tentando externar um padrão de vida que soasse superior e interessante. Fotografando os pratos de comida, as viagens ou simplesmente fazendo selfies, a grande parte das pessoas estava afogada nesse lifestyle de superficialidade que era registrar sua rotina desinteressante, tornando ela lapidada o suficiente pra ser uma imagem cativante que pudesse arrancar likes e seguidores. Enquanto a tendência geral era essa, eu simplesmente nem instalei o aplicativo no meu celular, pois não haveria com o que eu contribuir ou absorver valor nesse contexto.

Levou tempo pra eu perceber que, como em tudo o mais na sociedade, era possível tentar permear o espaço, sem aderir ao padrão de cultura estabelecido. Embora fosse óbvio que isso seria possível, ficava o questionamento se valia a pena o esforço de transferir conteúdo e contatos para essa nova plataforma, sendo que já existiam tantos outros meios de comunicação e exposição na internet. Pra mim, o minimalismo sempre foi importante e, a menos que eu realmente precisasse de determinado item, eu passava longe.

Meu celular não gera imagens nítidas e livres de ruído e tão pouco tem espaço pra armazenar tantas fotos. Nunca esteve nas minhas prioridades usar a câmera do celular pra criar fotografias, por isso nunca me interessei em publicar algo no Instagram. Sendo fotógrafo há mais de 17 anos, o Instagram, pra mim, era a antítese máxima da Fotografia. Quando vi a possibilidade de transferir fotografias reais pro celular e poder publicar essas fotos, imaginei que seria algo pelo menos divertido, pra poder encontrar pessoas que apreciavam fotos, outros artistas ou até mesmo ter alguma repercussão nesse meio, a medida em que o uso de smartphones estava crescendo bastante em relação aos computadores de mesa. Tomei fôlego e, bem tardiamente, abri minha conta com o resumo das minhas fotografias nessas quase duas décadas como fotógrafo. Mas, como toda rede social, tem suas regras, premissas e truques. Ganhar alguma visibilidade e interação por lá exigia conhecer uma série de fatores, tal como foi no Facebook, por exemplo. E pra isso, certamente eu não estava tão disposto, pois celular pra mim nunca foi ferramenta de trabalho, embora eu soubesse que muita gente estava se estabelecendo no Instagram pra ampliar seu público, suas mídias e controlar, assim, os rumos da sua carreira.

É evidente que o Instagram cresceu tanto que tornou-se uma plataforma de trabalho tão promissora quanto o próprio Youtube. As pessoas criam perfis e conteúdos com base num lifestyle que atrai seguidores e, portanto, visualizações. Isso gera interesse por parte de anunciantes e patrocinadores que querem ter sua marca ou produto expostos para aqueles seguidores. Nada muito diferente do que ocorre em quase toda mídia. O grande problema do Instagram, pro meu caso em particular, é que, por ele ser uma mídia de consumo rápido e raso, não há conteúdo relevante o suficiente pra que faça valer a pena. As pessoas que estão assistindo a tela do celular em aplicativos como este, estão apenas matando o tempo, vendo algumas fotos que enchem os olhos ou que suscitam alguma atenção. Pra mim, isso é o exemplo mais fiel do que é ser zumbi nos tempos atuais. Se tem uma coisa que eu não tenho estômago pra fazer é arrastar minha vida atrás de uma tela de celular.

As pessoas podem justificar que esse é um tipo de mídia, de entretenimento ou até mesmo um prazer pela curiosidade sanada, mas, ainda continua sendo uma pessoa consumindo seu tempo atrás de uma tela de celular, vendo tão somente fotos de anônimos, subcelebridades ou até mesmo celebridades. A versão eletrônica das revistas de fofoca, porém sem texto, sem contexto, resumido e formatado pra não precisar que o usuário do lado lá raciocine com absolutamente nada. A velha estratégia das mídias de massa do “sente e assista passivamente”. Para não passar a impressão de que é exatamente só isso que ocorre, é dado ao usuário a opção de interagir com alguns likes ou até de deixar um comentário abaixo de alguma foto. É evidente que ninguém em sã consciência vai ler centenas de comentários de seguidores, por mais que, eventualmente, houvessem centenas de pessoas dispostas a comentar em uma foto. Essa conta não bate exatamente porque o Instagram é uma rede social feita pra ser de consumo rápido. Você não está sentado em uma mesa com um computador e recursos extras, mas apenas com uma pequena tela na mão, lhe custando a mobilidade pra outras tarefas e exigindo sua atenção pra uma timeline que te força a olhar pra uma minúscula área, tal como um cabresto. Não é atoa que chovem cenas viralizando na internet de pessoas tropeçando na rua ou batendo a cabeça em postes, por não estarem olhando pra frente enquanto estão mergulhadas na tela do celular.

Isso não transforma outras redes sociais em algo melhor, até porque quase todas elas podem ser acessadas pelo celular também e, majoritariamente, já são. Apesar da minha crítica deixar poucos motivos pra se fazer uso desse aplicativo, eu entendo perfeitamente que ele tem sua serventia, especialmente por conseguir se adaptar a um modelo de vida que muitas pessoas estão tendo atualmente. Em um cenário onde as tecnologias são cada vez mais individuais e até íntimas, é natural que tudo seja desenvolvido para que seja portátil e personalizado a cada indivíduo, afinal isso atrai o público ao mesmo tempo em que é uma grande oportunidade pras empresas poderem chegar exatamente nas pessoas específicas que compõem seu target de consumo de produtos, marcas ou ideias. Mas, entender que isso seja uma realidade, não torna essa realidade automaticamente interessante. Enquanto pra muita gente o Instagram é indispensável, até mesmo por conta desse posicionamento profissional, pra mim, que estou a caminho de completar 36 primaveras, é algo que deixo para a geração anterior, um pouco mais jovem ou aos que estão realmente engajados em extrair dinheiro disso.

Perceba que essa não é uma crítica simplista para as pessoas que usam a plataforma, mas com certeza é algo que não se alinha com o que eu tenho vontade ou disposição de fazer do meu tempo ou vida. Soa como se eu tivesse me transformado em um ranzinza que reclama de tudo. Não há como negar que, enquanto o mundo for raso, qualquer um que tiver apreço por mergulhos profundos, vai ter muita dor de cabeça se tentar saltar nessas águas. Para evitar tal dissabor, eu simplesmente mudo de praia, por assim dizer. Enquanto alguns estão apreciando os 2 dedos de água desse “mar”, eu estou em outros cantos, buscando outras ideias, outro estilo de vida, outros propósitos no meu dia, outros aprendizados, outros conteúdos, outros objetivos pra minha existência. Isso não garante que eu seja alguém melhor que os demais, mas garante que eu seja melhor pra mim mesmo, dentro dos meus próprios anseios. E é só isso que eu estou construindo por aqui, enquanto me expresso e absorvo as expressões ao redor.

O mundo está sempre em transformação. Quando o Facebook começou, as pessoas literalmente desprezavam a rede social e hoje, ironicamente, sentem-se tão dependentes dela que, quando ela falha, vira notícia internacional, as pessoas se desesperam e começam a mover os olhos pra fora da tela do navegador com a terrível sensação de que há um mundo de coisas lá fora que precisa ser pensado, porque grita quando estamos em silêncio. O silêncio é o bem mais precioso e poderoso que o ser humano tem. É por isso que as mídias estão sempre tentando fazer algum barulho e converter sua atenção para eles. É isso que lhes garante visibilidade, fama, poder, dinheiro e perpetuação dos modelos e tradições sociais que, de outra forma, seriam intragáveis.

Estou ciente de que muita gente faz uso do aplicativo e pode se sentir em desprazer de ler que eu não tenho prazer algum pelo Instagram. Isso é comum e reflete apenas que o mundo é diverso e que as pessoas estão engajadas e conectadas com as coisas que fazem algum sentido pra elas em determinado momento e/ou contexto. Assim como está sendo válido pra elas o uso do aplicativo, pra mim também existem coisas das quais considero válido e que, eventualmente, pra alguém será desnecessário, sem valor ou incômodo. Eu não vim ao mundo pra dizer o que você deve ou não gostar e muito menos ser seu guru de realidade que vai apontar o caminho secreto. Cada um de nós recebeu uma vida com características próprias que nos colocam em responsabilidade por nós mesmos, para definir o que fazemos com aquilo que entendemos da realidade. Tudo que eu posso fazer, portanto, é tentar apontar luzes sobre a realidade pra que as pessoas ao redor se apercebam melhor do que antes, talvez, não estivesse tão visível para elas. O que elas decidem fazer após essa percepção é algo que só depende delas e eu não tenho nada com isso, enquanto isso não interferir na minha liberdade.

Exemplo de como as redes sociais estão se saturando pelo modelo comercial e massificado é que o Facebook alterou bruscamente seu modelo de rede social nos últimos tempos, como resposta a uma mudança igualmente brusca de uma grande parcela dos usuários. Muitas e muitas pessoas estão simplesmente abandonando o Facebook em definitivo, deletando suas contas e concentrando-se em um modelo de realidade mais offline, por assim dizer. Na tentativa de ainda ser relevante para a maioria, O Facebook se concentra em recursos populares como a possibilidade de vender produtos dentro da plataforma, inclusive automatizando isso para dentro de grupos.

Em paralelo a essa crise do Facebook, nasceu recentemente uma outra rede social chamada ‘Vero’ que promete exatamente o que muitas pessoas queriam e que não encontraram no Facebook: um modelo orgânico de distribuição dos conteúdos, eliminando qualquer artifício de hankeamento ou filtro, permitindo, assim, que qualquer pessoa tivesse o mesmo potencial de visibilidade que outros usuários. Essa isonomia, interfere bruscamente no modelo econômico da rede social, já que não é um ambiente onde ter mais dinheiro ou seguidores vá interferir no seu posicionamento diante dos demais usuários. Vale lembrar que houve um momento onde o próprio Instagram era algo mais orgânico voltado a amigos e familiares e logo se tornou um espaço de marcas e personalidades. Na última atualização, inclusive, o Instagram (que é de propriedade do Facebook há algum tempo) tornou-se um modelo de timeline que privilegia as pessoas com mais acesso e interação, tirando de vista todos os demais que não parecem grandes o suficiente pra serem úteis para anunciantes e patrocinadores.

Foi pensando nesse problema que a Vevo surgiu para contrariar esse modelo de fazer negócios. Ao invés de depender de usuários ou anunciantes que pagam pra terem maior visibilidade na rede, nasceu com a premissa de ser uma rede social sem anúncios em que toda estrutura é mantida pelo dinheiro de assinaturas anuais dos próprios usuários, dando gratuidade vitalícia para os primeiros 1 milhão de usuários, como forma de agradecer e promover a inserção das pessoas nessa nova tendência. Resta saber se, em uma realidade onde as pessoas mal possuem condições de se distanciar da pobreza e cultivam uma crescente dificuldade de trabalho digno e estável, se vão conseguir se destacar na sociedade, sem o uso da rede social paga, enquanto os que podem pagar por isso, estarão caminhando com certo privilégio. A suposta isonomia da rede social funciona muito bem para os que já estiverem dentro, mas em termos gerais, não tem isonomia alguma para a sociedade em geral, principalmente se levarmos em conta que o serviço de internet de grande parte do mundo é caríssimo e que há famílias que simplesmente nem possuem acesso ou acesso contínuo.

A internet é uma poderosa ferramenta de expressão, comunicação, educação e transformação do ser humano e, sempre que alguém não puder pagar pra desfrutar dessa realidade atual, ficará segregado do seu próprio potencial no mundo moderno. Embora as tecnologias avancem, há sempre alguém que estará por fora delas ou fazendo o pior uso possível das funcionalidades. O potencial na internet para quem tenta vencer, cai substancialmente se essa pessoa não tiver nem mesmo condição de acesso e disputa igualitária com os demais usuários. Além da questão numérica, outra barreira é a qualidade de compreensão e proveito que cada tipo de usuário vai ter dos conteúdos. Por isso é importante que apoiemos sempre iniciativas mais promissoras para o benefício de todos, principalmente dos que não possuem quase nada, ao invés de entregarmos de bandeja nosso potencial de progredirmos na vida. Façam suas escolhas, pois as apostas já foram feitas há muito tempo.

Rodrigo Meyer