Crônica | Aprender ou perder.

Há tempos que não se tinha silêncio pelo bairro. Depois de sucessivas chuvas, devem ter descoberto que ficar em casa, por pior que seja, ainda é melhor que gritar pela rua de manhã até de madrugada. Talvez tenham descoberto que ajudarem a si mesmos seja melhor e, então, foram buscar trabalho, escola ou, pelo menos, ajudar a família em casa. Não. Nada disso. Foi apenas o feriado que esvaziou a cidade. Logo o inferno volta. Faz tempo que não sei o que é andar pela cidade, pois perdi o interesse, desde que parei de fotografar e de consumir. Atualmente eu apenas sonho e tudo que faço me guia pra algum outro lugar bem distante. Eu não sei exatamente pra onde eu vou, mas sei exatamente onde não quero estar. Na vida, todos os passos precisam ser silenciosos, pois estamos sempre rodeados de gente sem luz que anda em círculos pelos moldes do oportunismo. Estão sempre tentando alguma vantagem, mas estão sempre andando pra trás.

Rodrigo Meyer

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Crônica | O orgulho em ser inútil.

Fui ao estabelecimento. Tudo muito bonito, organizado, exceto por aquele atendente, com a cara toda fechada, um desgosto pelo trabalho, uma falta de educação e atenção. A cada simples pergunta sobre os produtos, uma resposta seca ou até mesmo resposta alguma em claro sinal de desprezo. Eu sabia que ele nunca mudaria. Já é um idoso e não fez nada pra aprender a ser melhor, mesmo depois de tanto tempo na mesma atividade. Praticamente um apêndice do próprio comércio, tal como o apêndice no órgão humano, mantido enquanto não dói, mas que pouco sabemos da utilidade. Meu alívio é saber que ele está cada vez mais perto de se aposentar, que o comércio terá que mudar ou fechar e que eu continuarei educado e útil por onde passo. Sempre gostei de trabalhar. O que me dá energia é saber que estou sendo útil pra algo ou alguém. Mas nem todos pensam igual. Eu sou só alguém que acredita que atirar no próprio pé não é uma alternativa. A maioria das pessoas, por se darem esse tiro, acham que eu estou errado. Ai de mim, pobre coitado.

Rodrigo Meyer

A morte da Vereadora Marielle Franco.

O Ministério dos Fatos adverte: Esse texto pode fazer gente que veste a carapuça ficar nervosinha. Ao primeiro sinal dos sintomas, busque ajuda psiquiátrica.

Marielle Franco, vereadora do PSOL-RJ foi executada no dia 14 de Março de 2018, por volta das 21h30. O motivo, como se pode deduzir facilmente pelo cruzamento das notícias é simplesmente ter sido honesta. Sabemos, honestidade nesse mundo não é tolerada.

No dia 28 de Fevereiro de 2018, Marielle Franco foi nomeada relatora da comissão que iria acompanhar a Intervenção Militar no Rio de Janeiro, pra assegurar que não houvesse abusos, extermínios e outros crimes por parte da quadrilha fardada.

Logo depois, em 10 de Março de 2018, Marielle denuncia a violência “policial” em Acari. E por fim, em 14 de Março de 2018, ela é executada depois de sair de um evento. A criminalidade da quadrilha fardada já está tão arraigada no Brasil e em vários países do mundo, que neste episódio de execução, os executores não tentaram sequer maquiar a situação. E isso você pode notar ao comparar dois trechos desta notícia da mídia suja do G1 da suja Globo, os quais transcreverei abaixo:

No sábado (10), Marielle fez uma postagem no Twitter reclamando da ação dos PMs em Acari: “O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem nossos jovens”, escreveu ela.

Na reportagem alguém deve ter enfiado um sorvete na testa ao afirmar estes dois próxima parágrafos contraditórios:

Parágrafo 1: “fontes da polícia dizem que todos os indícios, até o momento, indicam que o crime se trata de um assalto.”

Parágrafo 2: “Segundo as primeiras informações da PM, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Eles fugiram sem levar nada. “

Ou a “polícia” é muito burra ou é conivente com a execução. O que não impede que sejam as duas coisas. É o primeiro caso de assalto mágico onde não há assalto. Deve ser um tipo muito especial de alucinação. Mas, não. Tendo um pouco de uso da massa cefálica (o que falta a todos os fascistas), se nota que tem todas as características de um acobertamento de um crime, como sempre ocorreu aos montes, não só no Brasil como em diversos países do mundo.

Se foi retaliação por ela dizer verdades contra bandidos fardados? Precisa mesmo responder o que todo mundo tá cansado de ver e saber? A quadrilha fardada mata todo dia, por pura preguiça e falta de coragem de virar gente. A propósito, as balas  disparadas estavam registradas em nome da polícia. Entendeu ou quer que desenha?

Se ainda estiver com dificuldade de entender, eu te explico. Quando foi proposta essa intervenção no Rio de Janeiro, o “General” Vila Boas disse a seguinte frase:

“Militares precisam ter garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade”.

Se você ainda é novo do lado de fora da bolha, eu presto essa ajuda e te explico. A chamada “Comissão da Verdade” foi uma Comissão prestada depois do período da Ditadura brasileira, onde se apurava os crimes cometidos por essa corja de fascistas que tomaram o poder. Nos tempos atuais, com essa intervenção no Rio de Janeiro, a alusão à “Comissão da Verdade” é um modo de dizer que, querem continuar cometendo crimes, mas sem serem investigados e penalizados por isso. Vou resumir melhor pra você. É como se alguém dissesse: “Me deixa estuprar, torturar, matar, executar, esconder corpo na vala e disseminar nazismo, mas por favor, não me investiga não. Eu não quero ser exposto como o maior fracasso da humanidade, que não teve coragem de prestar uma única vez na vida.”

Entendido isso, voltemos ao todo do caso, da morte da vereadora Marielle Franco. Essa execução reflete uma condição que se espalhou feito câncer no país. Sabe quando você comeu cocô e foi pras ruas se masturbar na frente de militares? Então, isso empoderou esses bandidos a sentirem respaldo em seus crimes. Não que antes eles não cometessem, mas agora, sentem-se tão livres pra cometer, que já nem se preocupam mais em esconder isso da mídia. Na verdade eles querem mesmo é deixar claro que estão fazendo e continuarão a fazer, simplesmente porque são fascistas declarados, bandidos e, majoritariamente, nazistas.

Cada vez que você se lambe de tesão ao se roçar na tela do computador ou da televisão assistindo projeto de gente se anunciando com polêmicas em torno da violência, discursos de ódio, ódio de classes e todo tipo de circo, você está endossando o crime. Não temos nenhuma dúvida de que você sabe que faz isso. Nossa certeza maior é justamente de que faz porque sabe. Seu apreço pelo crime, corrupção e violência estão profundamente marcados em sua expressão diária, quando você exerce seu racismo, enaltece a violência e julga as pessoas como bandido, apenas pra desviar o dedo dos verdadeiros bandidos, aqueles, vestindo aquela farda imunda, com uma energia pútrida de carnificina, rancor, ódio, analfabetismo, xenofobia, racismo, machismo, psicopatia e um mar de outras coisas que embrulham o estômago de qualquer pessoa saudável.

O sonho de muita gente da classe média, é ver negro e pobre sendo exterminados. E pra tentar se esconder depois de um pensamento imundo desse, tenta enganar os trouxas plantando falácias e manipulações nas mídias, especialmente nas redes sociais, mostrando fotos isoladas de um ou outro morador que, já acostumado com aquele nojo da presença dos militares, segue a vida inexpressivo, de tão cansado ou, então, de uma ou duas crianças que pulam rindo em uma foto, não porque estão em acordo com o genocídio intencionado naquela área, mas porque, provavelmente, nada refletem sobre o dano que está por vir. Por muito menos, negros da periferia e da favela, são também executados por motivo nenhum, desde que algum bandido fardado tenha interesse de fazer isso, apenas colocando uma arma plantada na cena do crime, pra alegar que houve troca de tiros, mesmo quando as câmeras os flagram plantando a arma, sem tiroteio algum.

Mas, pra você que tem fetiche por bandido, especialmente os mais periculosos, e que tem ojeriza a gente honesta, eu te trago uma solução: Vá junto com os bandidos fardados a todos os eventos que eles frequentam, inclusive no estupro de moradores, na execução aleatória de pessoas por “esporte”, nas reuniões de nazismo e também nos encontros nefastos com seus próprios parentes. Vocês já possuem grandes afinidades. Agora só falta perder a covardia diante da realidade e ir encarar um dia de crimes ao lado dessa quadrilha. Muito puxado pra você? Tá mais confortável vomitar ódio só nas passeatas corruptas filmadas ao vivo pela corrupta Rede Globo, onde a quadrilha se segura pra tentar não cometer nenhum crime diante das câmeras ao vivo da emissora que apoiou abertamente a ditadura no Brasil? Poxa. Compreensível. Eu também não esperava mais de você. Eu nunca espero boa coisa de gente que tá degradada a ponto de ter fetiche sexual por bandido de alta periculosidade. Mas a boa notícia é que nos presídios ainda é permitido visitas. Então há sempre a possibilidade de se unirem, ainda mais se for presídio militar, onde é praticamente um hotel de cinco estrelas pra amontoar bandido que nem a própria corporação quis deixar pra fora (talvez pra evitar concorrência nos “negócios, se é que você me entende.).

A Economia do Brasil não caiu, ela despencou de uma altura incalculável, tal como um meteoro que veio de outra galáxia e caiu no buraco mais profundo da Terra. Desde a chegada do corrupto do Temer, diversas pessoas foram mortas quando tentavam fazer denúncias e investigações contra essa quadrilha de frouxos impotentes que se apoderou de Brasília. Temer, Cunha, Aécio e toda a corja em todos os setores, incluindo imbeciloides do Judiciário, estavam há uma infinidade de tempo mamando na corrupção através da política e foi tão somente por isso que honestos foram tirado do caminho. Você não pode se esquecer daquela conversa dos patifes onde a solução que eles propunham era “… um acordo com o Judiciário, com tudo.”. E fizeram.

Sabemos que o brasileiro médio não é politizado. A alienação é uma marca do brasileiro. A passividade e a conivência com a corrupção é imensa. Não se pode esperar que uma população que venera violência, opressão, sexismo e outros desvios de conduta como a própria corrupção, irão se engajar contra os demais que fazem isso nas empresas, na política e na polícia. Vão é se calar e chorar a miséria de país em que vivem. Quando você furta tv à cabo, quando você sonega imposto, quando você nota troco a mais e não devolve, quando você paga pra um criminoso te livrar das multas de trânsito junto ao Detran, quando você paga propina pra um bandido fardado liberar seu carro, quando você compra produtos roubados apenas porque é mais barato, você está sendo criminoso tanto quanto os demais, seja lá em que cargo estejam.

O problema nunca foi os diferentes valores financeiros da corrupção. Quem aceita roubar é ladrão igual. Não é coincidência, pois, que todos aqueles que discursaram a favor do Golpe (equivocadamente chamado de Impeachment), estavam envolvidos em corrupção. Entendeu ou quer que desenha? Posso desenhar, tenho habilidade com gráficos e ilustrações. O problema real está na base que constitui a população. Quem são as pessoas que estão sendo geradas e formadas nas famílias, nos grupos de amigo, nas escolas, nos espaços públicos, nas mídias, etc? Você já parou pra pensar na deformação do psicológico das pessoas? Vamos falar das causas do problema ou vamos ignorar tudo? Eu sempre escolhi falar da causa dos problemas e nunca ignorá-los, justamente porque não quero enxugar gelo. As pessoas não devem usar o racismo e o ódio que elas aprenderam e desenvolveram como pretexto pra suas “opiniões” e ações sociais, pois essa visão já está distorcida por um profundo desvio psicológico. Se cada indivíduo não reformar a si mesmo e virar gente, o país sempre será o bordel, o cassino e o campo de guerra do mundo. A maioria das pessoas lá fora, olham o Brasil como um banheiro aberto, onde se pode deixar 100 kg de fezes e sair. Também é o lugar onde muita gente vem pra estuprar crianças aliciadas para a prostituição destinada, majoritariamente, para estrangeiros. É também aqui que inúmeras pessoas sem índole chegam para se sentirem “em casa”, por pura afinidade com o que esse pedaço de terra (que nem de longe é país).

Enquanto vocês aplaudem a si mesmos como um exemplar da escória, o cronômetro corre e o tempo de vocês chega. O sonho de todo fraco e fascista é ver os honestos se tornarem minoria, nem que pra isso tenham que executá-los um a um, ou mesmo em massa. A pobreza e a miséria é uma dessas ferramentas de redução, a violência urbana em geral é outra, mas existem inúmeras mais. Somente uma pessoa que se odeia muito e é absurdamente covarde precisa reduzir um honesto pra se sentir finalmente acima de alguma coisa na vida, mesmo que seja por meio da matança. É o fraco, o frouxo, o acéfalo, o infeliz, que se entope de remédios pra acordar e dormir, que se joga atrás de muros pra almoçar por medo de lhe verem presente alí, vestindo farda de quadrilha, assim como a classe média e alta que tudo extorquem dos demais. Essa gente tem ojeriza a fazer esforço pra melhorar. São, basicamente, incapazes de buscar ajuda, simplesmente porque ficaram tão cegos com suas pseudo-ideologias plantadas, que não sabem como cortar as cordas da marionete que são.

Quando há uma ditadura declarada, a ação de combate a ela é mais fácil. Por isso, em pouco tempo os fascistas entenderam que a melhor forma de perpetuar a ditadura era se infiltrando na democracia. Desde o fim da ditadura no Brasil, estamos vivendo tempos de semi-democracia, pois na prática, ainda existe censura, execução, sequestro, estupro, tortura, violência, corrupção e poder nefasto aliado a quadrilha dos fardados. Enquanto o brasileiro não tomar vergonha na cara e se rebelar contra os crimes, vai viver em situações cada vez piores. Inúmeras pessoas, assim que tiveram a oportunidade, largaram esse bordel e foram viver em qualquer outro país de verdade. Não, Estados Unidos não é um deles. Falo de país, não de escritório de gerência do bordel que é o Brasil. Isso tenderá a aumentar. Porém, há alguns problemas nisso.

Justamente os que não podem sair do Brasil, são os pobres. O extermínio deles será a ação desejada quando tudo perder o rumo e as pessoas deixarem de lutar por mudanças. Quando a gente dá um passo pra frente e volta 300 passos, fica claro que não estamos sendo úteis na luta, não porque nossa iniciativa não é boa e bem estruturada, mas porque não se pode limpar um banheiro em um dia e minutos depois chegam os fascistas pra despejar 6 caminhões de fezes até vazar pelas portas e janelas. A matemática é simples: onde tem fascismo, não tem progresso. Ou se elimina os fascismo ou se convive com o retrocesso. A exemplo disso, a Alemanha fez um bom trabalho de reestruturação da população e da cultura, depois do trágico evento da Segunda Guerra Mundial. Simplesmente os alemães se sentiram tão envergonhados com o histórico de Nazismo associado ao país, que fizeram uma imensa ação de educação a partir das crianças mais pequenas, em escolas e famílias, além de iniciativas públicas diversas, incluindo museus sobre o Holocausto. Ações que remetam, de alguma forma, ao fascismo, por mais simples que sejam, incorrem em prisão. As crianças e as gerações posteriores, conseguiram plantar uma cultura de diversidade, de respeito e uma absoluta não aceitação de fascismo e racismo. Berlim, por exemplo, é considerada um pólo mundial de diversidade, onde as pessoas se sentem livres pra manifestar isso nas artes, nas subculturas, no seu jeito de ser, no seu lifestyle, no jeito de se vestir, etc. Não só em Berlim, mas praticamente todo canto da Alemanha, é possível encontrar pessoas tatuadas ocupando cargos diversos, sem sofrer nenhuma descriminação por isso. Não estou dizendo que seja o paraíso, mas certamente não é o lugar onde o fascismo tem vez.

Quando todos os demais países do mundo tiverem se emancipado, o Brasil ainda terá, pelo menos, mais 5 mil ou 10 mil anos pra chegar próximo deles. Espero, de coração, que minha previsão esteja errada, mas estando certo ou errado, de uma coisa eu sei: eu não estarei vivo pra saber o resultado. Quando eu morrer, certamente o Brasil continuará sendo uma ruína com um enorme neon dizendo “Bem vindo ao bordel mais barato e imundo do planeta. Não garantimos satisfação, mas por esse preço irrisório, você não tem direito de reclamar.”

Informações adicionais:

1. BBC Brasil: Tudo aponta pro envolvimento de bandidos fardados.

Assim como outras milícias pra calar quem denuncia bandido fardado, essa teria sido mais uma. As balas do crime pertencem a polícia.

2. Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, planta fake news.

Defecou pela boca ao inventar, por extrema má intenção, que Marielle não teria sido morta por retaliação da quadrilha fardada que ela denunciou, mas sim pelo Comando Vermelho, sugerindo que ela teria envolvimento. Nada pode ser mais imundo vindo de quem ocupa o cargo de Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Sim, os fascistas e corruptos estão principalmente nos cargos que lhes conferem poder. É assim que podem vomitar e rir da cara dos honestos que eles simplesmente odeiam.

3. Marcelo Adnet fala sobre quem tenta menosprezar ou ignorar o ocorrido.

Um tapa na cara de muita gente que só cita “outras mortes” quando é conveniente menosprezar uma em específico, exatamente esta única que lutou por todas as outras.

4. Vídeo da mídia ‘Quebrando o Tabu’ resume o ocorrido com uma reflexão.

O vídeo faz a comparação exata com a retaliação retratada no filme “Tropa de Elite” do cineasta José Padilha. Ele mesmo deixou o Brasil, quando, por conta da repercussão do filme, começou a ser perseguido e ameaçado de morte. Sabemos que a história sempre se repete. Honestidade pra quem é bandido fardado, nunca foi aceita.

5. Em Portugal, a Deputada Catarina Martins faz menção a execução de Marielle.

O fedor do fascismo no Brasil é sentido também em outros cantos do mundo. Portugal, apresenta menções sobre o ocorrido.

6. Nos Estados Unidos, o fascismo na execução de Marielle também é notado.

É ótimo ver que está tendo repercussão em todo canto. É triste ver que passamos vergonha em ser o país desse ocorrência. Enquanto uma pessoa foi executada por denunciar bandidos fardados, há gente até mesmo que expressa riso e deboche ao fato. Indignos de estar na Terra. Mas isso raramente saberão, porque possuem aversão de olhar pro póprio espelho com sinceridade.

7. Em ato de memória à Marielle Franco, um fascista surge. Veja o vídeo.

Dia 15 de Março de 2018, houve um ato em memória de Marielle Franco e contra o extermínio do povo negro. Ao final do ato, eis que surge um fascista com punho erguido, empurrando os manifestantes, falando palavras de ordem, querendo que ninguém encostasse nele. Ué? Ele quer respeito, mas não respeita os outros? Que cérebro fraco é esse que não desfaz essa contradição? Obviamente gerou revolta nos manifestantes e a resposta a isso você confere no vídeo da Arrow News, no link acima. Fascistas não passarão.

8. Tente não rir: Ministro Raul Jungmann sugere que a munição da Polícia Federal atrelada a morte de Marielle, foi furtada nos Correios em 2006 e 12 anos depois foi usada na execução.

Alegação absurda do Ministro foi rebatida pelos Correios. Além disso, por padrão, como os Correios são empresa pública, qualquer situação que envolva arma, munição, drogas e outros itens proibidos no tráfego postal dos Correios são encaminhadas à própria Polícia Federal. Agora resta saber se o eventual próprio criminoso vai se auto-investigar.

9. MBL – Movimento Bandido Livre, como é de se esperar de bandidos, propaga mentiras contra Marielle Franco.

No Brasil, a Direita, em geral, não tem ideologia alguma, exceto o banditismo. Enveredados pela corrupção, pela violência, pela difamação, pela incitação ao ódio, ao crime, ao racismo, ao machismo e ao ódio de classes, tentam arquitetar todo tipo de situação que favoreça à eles receber um pouco mais de dinheiro corrupto e manipulação das massas sem autonomia de pensamento, pra se fortalecerem como “líderes”.

10. Morte de Marielle repercute também na Argentina. Veja o vídeo.

Diferente das mídias brasileiras, o canal C5N da Argentina associou a morte da vereadora à intervenção federal no Rio de Janeiro e responsabilizou o desgoverno Temer.

11. Diante da morte de Marielle, deputados europeus pedem suspensão de negociação com o Mercosul.

A vergonha que o Brasil passa por atropelar questões óbvias em outras partes do mundo, causa mais retrocesso em todos os setores. Isso aqui nunca foi país. É só um bordel do pior tipo, do mais barato e sujo que existe.

12. Pra quem reclama “onde está o direito dos policiais”, vê se aprende alguma coisa com esse vídeo.

Gregório Duvivier explica, pra quem, em 2018, ainda não teve entendimento do óbvio, por pura preguiça ou por má fé mesmo. Dispenso, contudo, a divulgação de Karnal, até porque ou é ingênuo ou mal intencionado, uma vez que anuncia partidarismo escrachado como ação imparcial por parte de pseudo-juíz. No mais, o vídeo é muito útil.

13. Dono de site que amplificou notícias falsas sobre Marielle, admite ser um vendido para a ‘guerra política’.

E o que não falta é reacionário que tem ojeriza a estudar, compartilhando conteúdo falso por pura conveniência, só pra não ter que admitir a realidade pútrida da qual eles fazem parte e são um dos maiores responsáveis.

14. Testemunhas da execução de Marielle dão detalhes e dizem que bandidos fardados da PM as expulsaram do local ao invés de ouvir o testemunho.

15. Globo associa Flávio Bolsonaro ao assassinato de Marielle Franco.

16. Família Bolsonaro por trás do assassinato de Marielle Franco?

17. Flávio Bolsonaro foi o único deputado que votou contra conceder medalha Tirandentes a Marielle Franco.

“Nos anos de 2003 e 2004, o filho de Jair Bolsonaro (PSL) propôs homenagens ao ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e ao major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, presos na manhã desta terça-feira (22), suspeitos de integrar o Escritório do Crime, um grupo de extermínio que estaria envolvido no assassinato da vereadora do PSol.”

18. Mãe de foragido suspeito da morte de Marielle Franco, trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro e foi citada pelo Coaf.

19. O elo entre Flávio Bolsonaro e a milícia investigada pela morte de Marielle.

20. Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete mãe e mulher de miliciano suspeito da morte de Marielle.

“A mãe do ex-capitão do Bope, que é amigo de Fabrício Queiroz, é uma das servidoras do gabinete que fizeram repasses para a conta do ex-assessor.”

21. PM e ex-PM são presos pelo assassinato de Marielle Franco.

“Sargento reformado da Polícia Miliar, Ronnie Lessa, teve a prisão preventiva decretada.”. Resta saber que foi o mandante do crime.

22. Quando houver mais links, publicaremos.


Rodrigo Meyer

Cultura underground versus estrutura ruim.

No início, toda a contracultura ou a chamada cultura underground apresentava-se em tom de improviso, justamente porque era esse o limite possível naquele contexto. Em um ambiente onde era caro produzir a cultura “padrão”, esse feito limitava a expressão a quem detinha dinheiro ou influência, ou, ao menos, a pessoas que se sujeitavam aos modelos convencionais das grandes mídias ou mídias tradicionais. Criar e difundir conteúdo diferente, na contramão dessa correnteza de ideias moldadas, era achar uma brecha no tempo e no espaço, e fazer acontecer, nas condições que fossem possíveis. Faziam alguma coisa ruim em estrutura ou simplesmente não fariam nada.

Contudo, o cenário de cultura se ampliou significativamente e já não há uma barreira tão limitadora que renegue as pessoas a algo sempre sem qualidade na estrutura ou na técnica. Já é possível, por exemplo, ter um disco de música gravado com pouco recurso e disponibilizar para absorção ou venda via internet, praticamente sem custos. Pode-se ter credibilidade pra se defender uma temática alternativa como opção de negócio viável pra uma casa noturna, um bar, um comércio pautado em um estilo de vida tido como ‘incomum’, etc.

Claro que a cultura, muitas vezes, é exatamente o lado “ruim” que os ambientes ofertam e que o público aprecia, justamente pelo seu estilo, pela tradição, pelo clima do ambiente, pelas referências. Embora o improviso e a personalidade dos lugares tenham peso ímpar nessa equação, isso não significa que as coisas precisem ser ruins em tudo. É possível ter copos limpos, um banheiro onde não se afunde todo o sapato num lago de urina, funcionários minimamente educados e capacitados pra atender o público, etc. E isso é uma observação que faço mesmo sendo um dos que adora ambientes simples e detonados. Dentro da minha realidade de cultura gótica, indie, rock, punk ou qualquer coisa que permeie o meio urbano, é minha cara os becos, beiras de calçadas, esquinas, bairros afastados, apartamentos velhos, casarões sob risco, galpões abandonados, etc. Nem por isso, deixou de ser útil e importante, nos lugares onde isso é possível, um ajuste na estrutura que possa somar pra quem frequenta. Não é preciso sofisticar um lugar pra melhorar sua estrutura, mas não se deve cair no pensamento equivocado de que o ideal de “quanto pior, melhor” é algo pra se levar ao pé da letra e/ou em todos os quesitos.

Se décadas atrás era difícil conseguir ter expressão na sociedade com estas subculturas ou estilos, hoje em dia se tornou algo muito bem recebido dentro dos devidos segmentos. E é claro que isso não elimina a importância ou o papel de apoio pra tudo o mais que surge ainda em condições improvisadas. Ainda há muito underground pra ser expresso, mesmo abaixo de todos esses espaços que já estão bem sucedidos na sociedade. Espaços devem sempre ser gerados, independente de suas condições, afinal toda expressão é um sinal de que alguém quer voz, quer espaço, quer ter seu momento, sua ideia, seu destino, seu valor. Onde quer que olhemos, precisamos entender que tudo é dinâmico e único. Ao mesmo tempo em que alguns cenários querem simplesmente existir, outros já existem e podem progredir, mesmo quando optam por não fazer.

A impressão que tenho, às vezes, é que as pessoas estão, propositalmente, enterrando o investimento na subcultura por medo de ver aquilo se transformar em algo diferente da essência. De certa forma eu entendo esse medo, mas é preciso diferenciar com cautela o que é investir em subcultura / cultura underground e o que é matar a essência ou propósito desse nicho em troca de massificá-lo ou torná-lo a chamada ‘cultura de massa’ ou ‘cultura mainstream‘. Essa competição pra ver quem é mais anônimo ou restrito a pequenos grupos não é algo que deve ser levado a cabo por ninguém que tenha sensatez, afinal o que se espera da cultura, sempre, é difundi-la ao mundo todo, o quanto for possível (desde que isso não contrarie os princípios, claro), afinal, se alguém tem uma mensagem e ideologia expressa em uma letra de música, em um estilo de roupa ou no lefestyle, isso é o que se quer comunicar ao mundo como forma de alavancar reflexões, mudanças, ações, oposições, etc.

Penso que se estamos a nos opor a algo convencional, especialmente o modelo social, de mídia, e estamos tentando quebrar as correntes que limitam a nossa expressão de valores, verdades e ideologias, então devemos ser as pessoas mais engajadas em fazer acontecer essa concretização em nossos próprios espaços. No final das contas, apoiar a cultura alternativa, underground ou a ‘contracultura’ é nada mais que agir pra que a estrutura dela favoreça a permanência do próprio público adepto / simpatizante desses universos.

Relato com tristeza que, muitas vezes, a cultura alternativa se tornou um espaço que abandonou o interesse pelo aprendizado ou pela inovação. Vejo muita gente vestindo os crachás estritamente pela onda ‘cool‘ da aparência exótica e não exatamente pela sinceridade em viver essas realidades em termos de personalidade ou cenário cultural. Muitas dessas pessoas, infelizmente, estão tão viciadas na própria bobagem da pseudo-cultura forjada ao redor do mundo, moldados pelos padrões de pensamento, de moda, de ideias, de conduta, de objetivos, etc., que já não cumprem nenhum papel realista dentro dos cenários alternativos. Há muitos destes perdidos que tornam-se até mesmo famosos nesses meios, apesar da contradição berrante. São tempos onde o underground está perdendo o sentido ou, então, se reinventando em outros cantos ainda mais recentes e anônimos (desta vez por falta de opção).

Observo preocupado os lugares onde a essência é, por exemplo, combate a preconceito, mas borbulham nestes meios figuras completamente opostas a isso. Nada pode ser mais patético e desnecessário, ainda mais pra algo que é tão frágil e restrito como um nicho de subcultura. Talvez o encantamento pelo diferente seja a única coisa que faça essas pessoas se sujeitarem a estar onde sequer são bem-vindas. Talvez muitos destes nem entendam ou nem saibam o que é que cada nicho de cultura ou subcultura representa e, por isso mesmo, é importante que façamos um bom esforço em promover essas realidades, a fim de tornar isso mais visto, mais absorvido e discutido socialmente. Se nunca levarmos o underground pra fora dos subterrâneos da sociedade, talvez estejamos secando a fonte de cultura. Pense que as pessoas não vivem e não criam pra sempre e que a cultura não é só roupa, bebida, música e casa noturna. Vivenciar uma época, uma ideologia ou um estilo de vida é algo que exige das pessoas uma participação geral e full time.

Além de tudo isso que foi levantado é preciso dizer que, mesmo quando nos colocamos em preferência ao underground, a cultura dita ‘padrão’ ainda está ativa e predominante na sociedade, o que nos faz, muitas vezes, ter alguma dependência (seja pouca ou muita) para conseguirmos moldar alguma qualidade de vida, dignidade, etc., afinal, infelizmente, muita coisa ainda está na contramão do que idealizamos e não temos, ainda, todo controle sobre isso. Então, por conclusão, devemos fortalecer os nichos exatamente pra nos vermos a frente de opções que contemplem nossos próprios interesses, nossos objetivos, etc. Claro que não digo isso estritamente sobre os comércios, mas, eles também, afinal são um grande cenário de concentração de pessoas. Eventos e festivais também são  outro modelo similar com faceta de comércio, mas que ainda remete a um aspecto de difusão e comemoração da cultura muito mais do que um simples espaço de venda de ingressos e bebidas.

Em outros textos ainda terei oportunidade de falar sobre outros aspectos dessa temática, em especial sobre as relações humanas, as personalidades e as personagens de cada um nesse grande jogo incógnito que é viver e explorar o significado de tudo. Até breve!

Rodrigo Meyer

Internet: boas relações ou medo?

 

Com a ampla exposição de dados, costumes e da própria imagem na internet, estamos em uma era onde a privacidade está abalada para muita gente e o ambiente de socialização se tornou problemático e até inseguro. É compreensível que em meio a tudo isso, as pessoas estejam incertas sobre o que dividir com as outras pessoas. Mas, há uma grande contradição nisso tudo. Ao mesmo tempo em que as pessoas sentem-se com medo de dividir alguns aspectos de suas realidades, sentem-se livres pra fazer sobre outros aspectos. E o critério para filtrar parece pouco embasado.

Antigamente, quando os telefones celulares ainda não haviam substituído massivamente os telefones fixos, raramente compartilhávamos nosso número de celular, pois considerávamos algo mais pessoal e restrito. Com a popularização dos celulares como principal meio de envio de mensagens, de áudio e de acesso a internet, restringir esse contato foi perdendo o sentido. Atualmente, o número do nosso celular é um dado praticamente público na maioria dos usuários. Em contrapartida, tornamos a ocultar nosso telefone fixo, pois agora o consideramos mais pessoal. Deve haver algum sentido na conduta por trás dessa tendência, mas não há muita razão no ato em si, já que o celular é que é um aparelho de uso pessoal, enquanto que o telefone fixo, por vezes, é genérico para uma casa toda, podendo representar mais do que uma única pessoa.

Esse simples exemplo de mudança de hábitos é a pontinha de uma longa lista de mudanças que a internet parece ter inserido na vida dos usuários. Houve um tempo em que as redes sociais não existiam ou eram novidades pouco conhecidas como o extinto Orkut. Atualmente, com uma abrangência forte como no Facebook, as conexões se tornaram massivas e com bem menos filtros. Em pouco tempo as pessoas estão “dentro” da vida das outras, conhecendo uma versão planejada (ou nem tanto) de sua persona. Por estes profiles de internet, dividem suas fotos, seus dados escolares e profissionais, seus gostos e interesses e, por vezes, até mesmo sua rotina em tempo real pelos aplicativos que permitem anunciar o check-in dos lugares por onde estiveram, entre outras coisas. De fato, a privacidade anda abalada, mas é preciso dizer que a escolha está nas mãos do próprio usuário.

Estranhamente, depois de tanto dividirem sobre suas vidas no ambiente virtual, mesmo com aqueles a quem nunca conheceram pessoalmente, sentem-se com alguma necessidade de impor privacidade, sigilo, mistério, pra que a relação não se torne vazia em propósito. É como se, consciente ou inconscientemente, as pessoas estivessem percebendo que a internet queima etapas do processo de conhecer as pessoas, por conta de já termos todos os dados organizados e expostos em um ‘conveniente’ profile. Com isso, muita gente tem preferido voltar alguns passos e repensar o que vai dividir na interação com outros usuários. Penso que isso seja sensato e saudável, mas há de se pensar em como isso será feito.

Tenho notado um certo receio das pessoas em traçar conversas úteis e fluídas, simplesmente porque sentem-se deslocadas ou invadidas em uma entrega simbólica de suas próprias personalidades. De alguma forma, conhecer pessoas pela internet se tornou uma missão impossível, uma vez que o que está exposto, se tornou sintetizado pelos profiles, e o que elas escolheram tornar oculto e pessoal, são os exatos contextos de suas personas, suas razões, seus pensamentos, suas verdades, seus costumes, seus detalhes. Não digo que isso precise ser ou não assim, mas observo que tem sido assim no momento. Talvez esse medo de entrega virtual seja reflexo de uma certa insegurança e que, provavelmente, essa insegurança é abafada pela proteção de uma tela de computador que isola o usuário dentro de seu mundo. É como se, por trás de cada celular ou computador, as pessoas estivessem se escondendo da sociedade, ao mesmo tempo em que gostariam de ter algum benefício da interação com as pessoas. Tempos onde socialização está ganhando novas definições, por vezes cheia de contradições.

O que pude entender dessas observações é que as pessoas estão com medo de julgamentos ou de prejuízos em situações onde interpretam que estão vulneráveis em algum sentido. Exemplo disso é quando alguém evita dividir sua própria imagem em um vídeo ou em foto espontâneos, simplesmente por medo de como será lido ou “marcado” por aquela representação. É como se houvesse um medo entre o contraste da realidade com o planejado e polido avatar do profile, as selfies ultra produzidas, as fotos com efeito no Instagram, etc. É perceptível que as pessoas passam por uma insegurança atual. Elas tem uma vida idealizada na internet, onde controlam não quem elas são, mas quem elas gostariam de ser ou parecer ser diante do público. Não é novidade que fazemos isso até mesmo offline, pois nossa apresentação presencial, por vezes, é marcada por escolha de roupas, de cortes de cabelo, de maquiagem, de lapidações de expressões, poses ou até mesmo de nossas conversas e hábitos.

Dentro e fora da internet, escolhemos uma imagem que queremos compartilhar ao mundo, porém é na internet que estamos nos escondendo de maneira ímpar, uma vez que é mais fácil e barato desempenhar um personagem por lá. É possível ver pessoas em um mesmo ambiente físico, trocando mensagens via celular, ao invés de conversarem diretamente. Frequentemente as pessoas são lidas, primeiramente, como as pessoas da internet e somente depois as pessoas reais, como se a versão real fosse um erro, uma limitação da versão principal. As pessoas elegeram a fantasia produzida no mundo virtual para representá-las, enquanto renegaram ao porão da realidade, a própria realidade de si mesmas.

A repercussão disso é que agora vivem com medo de socializar e estão escolhendo uma maneira de se obter, com segurança e facilidade, aquilo que classificaram elas mesmas como inseguro e difícil. Dessa forma, parecem nunca conseguir alcançar seus objetivos e estão refletindo essa dificuldade pelo modo como conversam ou dividem seu tempo e suas ideias com outras pessoas. Ao invés de tentaram se envolver em um assunto, curtir um momento, dividir humor ou entrar em um contexto próximo do que a socialização presencial já foi um dia, escolheram substituir tudo isso por portas e janelas fechadas, onde estão ansiosos por ouvir a campainha tocar, mas estão cheio de incertezas sobre atender a porta. Assim, está sumindo a naturalidade do ser humano em conseguir olhar nos olhos, sentir o cheiro das pessoas, a sensação do tato, ouvir as vozes, perceber contextos próprios do espaço coabitado, entre outras coisas. Atrás de câmeras, microfones e telas eletrônicas, estamos muito mais androides do que os próprios robôs da ficção científica. Já estamos confinados a um estilo de vida pouco humano e pouco natural. Em pouco tempo, será possível nos vermos deprimidos e desinteressados por completo das relações humanas, por mais que, no fundo, esse seja sempre o nosso maior foco e interesse por conta de nossa natureza.

A conclusão mais óbvia é que não podemos ignorar nossa própria realidade, em troca de versões sintetizadas do mundo ou de nós mesmos. Em tempos onde é preciso dizer obviedades, volto a lembrar que o ser humano não se verá feliz, enquanto plantar sua própria infelicidade. Se quer ter o prazer e alegria da socialização com outros indivíduos, terá que fazer isso de forma sincera, real e intensa. Não se pode abandonar o potencial da vida, atrás de alguns bits fictícios e limitados. Um avatar na rede social jamais representará com profundidade o que um indivíduo é de fato. O preenchimento de um cargo profissional em um formulário virtual nunca representará o contexto e os pormenores desse profissional na prática. Você pode se encantar pelo aspecto organizado e profissional de um site, de uma mídia ou até mesmo de um vídeo ou foto planejados para ir ao ar, mas precisará de muito mais que isso pra conhecer e entender quem é uma pessoa. Quase sempre levamos anos ou até mesmo a vida inteira nos relacionando com amigos, parentes ou parceiros de romance e mesmo assim podemos não conhecê-los por completo. Então, se fizemos essa entrega na vida como premissa de socialização natural, é inconcebível que recusemos o mínimo a nós mesmos, em troca de ideais fantasiados na mente. Se permita dividir tempo com as pessoas, mesmo que você ache que está diferente do seu ideal virtual construído, afinal, a vida real continua, com ou sem a internet, com ou sem as fotos e vídeos produzidos, etc. Ninguém pode fugir disso e tentar pode levar a estresse e depressão por conta da constante decepção / frustração, já que é como tentar enxugar gelo. O impossível não deve ser desejado, pois o impossível não faz parte de nossa realidade. Viva a realidade, viva o momento presente e viva-os intensamente.

Rodrigo Meyer

Você tem ídolos apenas na Música e Cinema?

Quando falamos em cultura, existe uma tendência das pessoas na atualidade associarem isso a um combinado restrito de música e cinema. É como se todo o restante da expressão cultural sequer existisse. Eventualmente, em menor quantidade, algumas pessoas falam sobre comida, literatura, arquitetura, gírias, hábitos, festividades, folclore, personagens históricos, tradições familiares, tradições locais, costumes, figurinos, modos de socialização, de trabalho, metas, lifestyle, etc. Raras vezes vi alguém incluir como cultura autores contemporâneos de filme ou livro e ainda menos de pensadores ou filósofos que não fossem aqueles bizarros convenientemente forjados pela chamada ‘grande mídia’ para tentar encobrir a triste realidade da ignorância humana.

Navegue por aplicativos ou redes sociais e verá que as principais possibilidades para podemos expressar nossa personalidade diante da nossa cultura está, praticamente, restrita a esporte, música, cinema, televisão e marcas de produtos. Desde algum tempo o Facebook permite destacar ‘restaurantes’ como um dos grupos de informações de nossos profiles. Sejamos realistas: uma rede social desse tamanho lida com a média do público e a tendência de conduta. Como esperado, onde se fala muito de futebol, basquete, baseball e outros esportes populares no mundo ou em grandes regiões, há um espaço reservado pro usuário expressar sua apreciação ou apoio a times, instituições ou eventos relacionados a isso. Em contrapartida, você não verá o formulário das redes sociais, principalmente as que são tão grandes quanto o Facebook, indagarem aspectos “irrelevantes” da vida dos usuários como, por exemplo, seus ídolos na Filosofia ou  suas temáticas de estudo. Para a maioria deles, é mais importante e coerente saber aquilo que as pessoas geralmente estão coletivamente envolvidas. E, por isso mesmo, as redes sociais retratam apenas a limitação dos próprios usuários.

Contudo, o mundo virtual não é o único lugar onde podemos expressar ou exercer nossa cultura ou personalidade. Mas, mesmo offiline, ainda é difícil permear certas áreas da vida ao interagirmos com as pessoas, seja numa conversa ou dividindo atividades. Os campos de interesse da maioria das pessoas parece sumir a cada ano. Infelizmente essa não é apenas a minha visão dos fatos. Em 2016 uma pesquisa mostrava que praticamente metade da população brasileira não lia e que boa parte dessas pessoas nunca compraram um livro sequer na vida. Engana-se quem pensa que isso está relacionado aos preços dos livros, pois outras formas de conteúdos, mídias, produtos e serviços tiveram alta. É comum vermos as pessoas se dobrarem pra conseguir ver um ídolo da música, assistir a um show ou mesmo pagar o caro e péssimo serviço de internet pra poder consumir alguns vídeos de seus youtubers preferidos. Afinal, pra onde está indo o foco da humanidade em termos de cultura?

Não tenho tanta propriedade pra falar de todos os países, mas tenho uma noção geral de como anda a humanidade, por conta do que se torna mainstream em determinados países e acabam por se tornar internacionais e icônicos na televisão, internet e até mesmo na rotina diária de alguns locais, devido a globalização. Como se não bastasse estarem restritos a vídeo e música, grande parte do que consomem é de origem estrangeira, principalmente Estados Unidos e Inglaterra. Antes da internet, absorvíamos cultura estrangeira através de lentas inserções avulsas de viajantes, o que podia levar até 20 anos pra transportar a realidade de uma época para outra região do mundo. No Brasil, foi exatamente isso que ocorreu com o que chamamos de ‘Anos 80’, por exemplo.

Atualmente, o que estiver ocorrendo de tendência cultural em um local, abrangerá simultaneamente os demais países, devido a velocidade com que isso se propaga pelas mídias modernas. Em parte, algo excelente, pois traz diversidade de conteúdos e oxigena o mundo com o que vários tipos de pessoas tem pra oferecer. O ponto negativo disso é que ficamos golpeados com mais do mesmo, já que, em pouco tempo, as pessoas deixam de ter algo realmente próprio pra compartilhar, já que o conteúdo internacional recebido era, basicamente, o mesmo em todos os países. É fácil de resumir isso, fazendo uma analogia com o café: existe água e existe pó de café. Separados, eles são bem diferentes entre si. Mas depois que você os mistura, torna-se a bebida mundialmente conhecida que todos reconhecem o sabor e aparência, mas que já não pode mais ser desfeita pra isolar água e pó. Isso não é necessariamente ruim, pois traz a possibilidade de algo novo e permite que os que tinham apenas água, agora tenham tanto a água pura quanto o café finalizado. Da mesma forma, os que tinham apenas o pó de café, agora teriam também a possibilidade adicional da água. Novos conteúdos, de diferentes culturas e regiões, não são problemas, a princípio, pois são opções adicionais de soluções. Tornam-se um problema somente a partir do momento em que as pessoas se fecham para a criação ou valorização da própria cultura em detrimento do consumo restrito de uma cultura mastigada internacional ou de um país dominante nesse sentido.

Perdemos muito, em termos de cultura, quando abandonamos nosso Cinema em detrimento de grandes produções de Hollywood. Nos tornamos piores leitores e escritores quando abrimos mão da Literatura para focar exclusivamente em filmes, seriados, música e esportes. É evidente que cada pessoa tem preferências diferentes, mas se a ideia é ressaltar a diversidade dos indivíduos, nada mais contraditório do que ter uma massa de humanos, no mundo inteiro, vivendo basicamente sobre as mesmas realidades, os mesmos hábitos de consumo, os mesmos ídolos e áreas de interesse. Diversidade real é encontrar lugares onde as pessoas apreciam filmes americanos ao mesmo tempo em que apreciam outra nacionalidade ou estilo de cinema. Compreende? Se você sair a campo e perguntar para as pessoas quem são seus ídolos no esporte, a maioria conseguirá lembrar das mesmas figuras, provavelmente todas do futebol. Viajando pelo mundo e repetindo a pesquisa, você verá os mesmos nomes sendo citados, uma vez que o Brasil se tornou icônico no mundo pelos jogadores de futebol que começaram aqui e depois partiram pra times de fama internacional.

Tão ruim quanto não conhecer a cultura de outras regiões é conhecer apenas os estereótipos associados a elas. Isso é das coisas mais contraproducentes em cultura, pois já somos imensamente silenciados pelos governos e pelas pressões sociais / familiares. Nos tornamos pessoas moldadas por restrições do que podemos ser, fazer, pensar, ter. Passamos a acreditar nos sonhos alheios e não nos nossos próprios sonhos. Crescemos acreditando que é mais importante e/ou valioso ser fã de um artista da música do que criarmos nossa própria música, do nosso próprio jeito.

Assim como ocorre com a comida, a cultura enlatada também é inferior. A cultura enlatada é industrializada e feita pra ser consumida de forma instantânea e massiva. Talvez seja esse modelo de cultura industrializada que esteja dificultando o surgimento da cultura natural. Corremos o risco de não sabermos distinguir mais o que é artificial de natural. Quando penso nessa ideia, surge na minha mente preocupada a imagem de uma mexerica sem casca, separada em gomos, sendo vendida em uma bandeja de isopor coberta com plástico, pronta para o consumo, para que o fútil consumidor não tenha o “desprazer” de ter que descascar a fruta inteira. Quando me deparei com essa imagem na internet pela primeira vez, comecei a duvidar da capacidade humana. Era pra termos erradicado a fome e miséria no mundo e estarmos nos divertindo com carros voadores e holografia, mas estamos apenas andando pra trás e passando vergonha.

Uns 10 anos atrás, um escritor americano ganhava visibilidade no Brasil. Ainda hoje ouço as pessoas se referirem a ele como algo novo. Consigo entender que cada pessoa descobre os conteúdos ao seu próprio tempo, especialmente se não estiver tão mergulhada em moldes limitadores de moda ou tendência. E é exatamente isso que é o recomendável. É, de certa forma, bom saber que parte das pessoas não está amarrada a determinados modelos de consumo de conteúdo ou mídia. São essas pessoas que de fato estão absorvendo e/ou produzindo cultura natural de uma maneira mais saudável e útil. Essas pessoas é que, frequentemente, podem dividir conosco as ideias ou inspirações de um autor menos conhecido ou até mesmo anônimo. Inúmeras vezes tive minha esperança restaurada ao ver que alguém podia citar nomes na Psicologia além de Freud e Jung. Não se trata de desvalorizar as duas figuras, mas apenas incentivar mais conhecimento, através de outras portas. De maneira igual, está tudo bem conhecer Star Wars, mas o que temos no Cinema além disso? Quando poderemos sentar pra assistir algo que não seja mais do mesmo? Está tudo bem saber quem são os Beatles ou o Legião Urbana, mas quem mais está criando coisas interessantes nas esquinas esquecidas pelo grande público? Percebe?

A cultura, em essência, é tudo aquilo que todos nós podemos gerar, tanto pelos nossos hábitos do dia-a-dia, quanto pelas nossas criações e pensamentos. A cultura é tanto aquele livro que se torna best-seller quanto uma frase escrita em um muro da cidade. Cultura é o ‘arroz com feijão’ tão comum no Brasil, como também aquele prato que cozinhamos pela primeira vez pra tentar surpreender uma visita. É cultura o jeito de se vestir, de falar, de cumprimentar, de trazer algo divertido sobre a própria sociedade ou humanidade. É cultura aquele poema cimentado em um blog, aquele trecho de música autoral do anônimo que ninguém sequer pensaria em pesquisar e aquele projeto de arquitetura rabiscado num papel esquecido na gaveta. Também é cultura aquela turma que se reúne frequentemente num determinado bar, com suas roupas e estilos próprios, seu modo de encontrar entretenimento na noite, suas bebidas, suas piadas, seus planos de viagem, seus abraços, seus pedaços e mais pedaços.

Não existe mundo sem cultura. Tudo que somos é um ato cultural. Deixar a cultura de lado é deixar de exercer nosso próprio potencial humano. A medida em que nos rendemos a mesmice do mundo, nos concentrando somente nos estereótipos e clichês, ficamos menores, mais pobres de coração e de mente. O brilho nos olhos se perde a cada vez que nosso entusiasmo se afoga na repetição de coisas vazias e sem mensagem, pois tais coisas não nos fazem pensar, não nos fazem refletir, não nos incentiva a agir ou mudar, não nos permite exercer intervenções no mundo a nosso próprio favor e não nos desamarra de nossas próprias fraquezas. Tais coisas nos mantém acomodados, convenientemente iludidos e conformados, sem nunca incomodar quem lucra muito dinheiro às custas da nossa falta de percepção da realidade, da nossa precariedade na educação, da ausência de exercício de nossos pensamentos e direitos, como também da nossa facilidade em aceitar a pequenez como opção, pra esse mundo já tão restrito em diversidade. A cada vez que permitimos que o mundo fique menos diverso, damos um voto de incentivo para nossa própria anulação, nossa própria destruição. Nada mais ofensivo  para o ser humano que impedi-lo de sua autêntica transformação. Talvez nossos corpos e mentes estejam se adaptando, mas, definitivamente, não estamos evoluindo.

Rodrigo Meyer

Pessoas que observam vivem melhor.

Na maioria das vezes, a realidade que nos cerca não é facilmente vista ou compreendida. Estamos cercados de pessoas e situações, mas tudo isso pode ser tão complexo que passamos desapercebidos com cada detalhe. Ao olharmos uma pessoa, por exemplo, não sabemos muita informação sobre ela e, portanto, não sabemos como ela pode vir a ser em uma interação conosco. Com tudo na vida é assim. Por isso, é importante observar. Quem não gosta ou não tem o hábito de observar, já está em desvantagem.

Imagine, por exemplo, que você precisa resolver um problema elétrico na sua casa. Uma pessoa que não observa o cenário completo e os detalhes, pode não notar um fio desencapado, um chão molhado ou um piso escorregadio. A pessoa pode não se aperceber que as ferramentas que ela precisa não estão mais onde costumavam estar e assim por diante. Não ter a observação em todas essas coisas fará a pessoa correr alguns riscos de eletrocussão, eventualmente, por conta do contato com a água e a eletricidade. Talvez ela perca tempo na sua tarefa por não perceber que as ferramentas não estão tão acessíveis como acreditava estar e, portanto, precisar ir procurar.

Saindo um pouco dessa analogia, vamos entender situações práticas da vida. É observando as pessoas e as situações que podemos nos antecipar a elas e decidir quais as melhores ações ou reações diante daquilo, sem sermos surpreendidos. Essa antecipação permite viver com mais tranquilidade sobre cada evento, cada momento. Se uma pessoa está tentando te enganar, por exemplo, mas você foi observador o suficiente pra notar isso antes de receber um golpe, você sai em vantagem sobre essa pessoa. A pessoa vai gastar tempo e energia tentando te enganar e não conseguirá. Você economiza sua energia, ganha experiência, sabedoria e ainda se livra de uma pessoa enganadora sem nem precisar ter prejuízos.

Observar também te ajuda, por exemplo, a perceber o que as pessoas falam e pensam, mesmo antes de elas te conhecerem. Durante uma conversa na internet ou mesmo antes de qualquer interação, você pode simplesmente ficar paralelo a isso e observar o que é que essa pessoa já disse, já fez, já expressou, já demonstrou apoio ou rejeição. Entender a pessoa por meio da observação é fácil como ligar os pontos. Você monta uma espécie de mapa da situação dessa pessoa, de sua personalidade, sua ideologia, seu pensamento, sua conduta e seus hábitos e, assim, pode definir como lidar com essa pessoa quando, eventualmente, houver uma interação. Se você vê, antecipadamente, situações ruins pela frente, pode partir pra outros rumos da conversa ou simplesmente encurtar esse contato, dando vez pra algo mais favorável.

Como você notou, observar o mundo e as pessoas, te economiza tempo e antecipa problemas sem que você tenha que passar por eles. E, com certeza, essa é uma das melhores vantagens pra quem busca viver melhor. Mas a observação não serve só para antecipar realidades. Ela serve também para rever realidades das quais já estão repercutindo em você, mas que você não havia prestado atenção antes. Então, se você, por exemplo, está em um trabalho em grupo e decide observar esse cenário, você pode, por exemplo, descobrir se as pessoas estão sendo honestas com você, se estão tendo alguma repetição de conduta indesejável ou até mesmo se estão desvirtuando do objetivo do grupo. Em resumo, observar nunca será demasiado. Siga sua vida observando até desbotar os olhos.

Eu, como curioso nato desde criança, observava tudo e todos. Podia passar horas e horas fixo em um lugar, notando a movimentação dos carros, o andar das pessoas, as conversas, o que estavam lendo, assistindo, etc. Observava os trejeitos e manias, os bastidores quase invisíveis das interações sociais entre alunos, professores, membros de família, funcionários de comércios, etc. Para algumas pessoas isso tudo poderia ser maçante ou sem graça, mas pra quem está extraindo vantagens nisso tudo, essa prática é pura satisfação.

Diversas vezes eu fui para lugares estritamente para contemplar, absorver conteúdos, realidades, informações novas, personalidades ou qualquer situação isolada que pudesse agregar experiência de vida pra mim. Pegar um copo de bebida e me acomodar em um canto, me permite relaxar ao mesmo tempo em que alimento minha mente. Ao invés do cansaço de ter que lidar com as situações de interação forçada, fico como se estivesse em segundo plano, quase como se não estivesse ali, sem chamar atenção.

Muito disso fez de mim um artista também. Poder escrever, fotografar, desenhar, pintar, criar música ou qualquer outra atividade de criação e expressão, advém dessa capacidade de observar o mundo. Tudo que faço vem de algum lugar. Embora seja convertido para a criação dentro da minha cabeça, antes disso, houve uma alimentação da mente com muita observação do mundo. A realidade está e sempre estará presente para quem está inserido nela de uma ou outra maneira. O que fazemos disso define o que podemos ou não aprender disso. E sua vida fica imensamente mais fácil quando você não ignora a realidade. Claro que você não precisa estar ansioso e compulsivo por esmiuçar cada mínimo detalhe de tudo. Por vezes, o simples direcionamento da atenção pra algo ou alguém já te permite ver informações suficientes para uma tomada de decisão ou aprendizado, mesmo que não se aprofunde. E, no final das contas, a observação precisa ser algo que lhe dá satisfação tanto no processo em si, quando pelo benefício dos resultados.

Adquire-se maior prazer pela observação quando se nota o quanto sua vida melhora substancialmente com essa prática. Algo simples, que não requer grande esforço e que te faz crescer em vários sentidos e setores. Só o fato de você saber que está precavido ou melhor posicionado, já te deixa mais motivado e tranquilo. Essa condição mental repercute até mesmo no corpo físico e você termina por ser uma pessoa mais saudável que antes. Estar preparado para o que está por vir e saber bem como as coisas funcionam, te elimina a ansiedade, pois elimina a surpresa e a dúvida. Além disso, se você pode se antecipar a um problema, você evita situações de estresse que eventualmente possam ser evitadas. Só consigo elencar vantagens. Se alguém deseja viver melhor do que antes, não pode faltar na checklist o item ‘ser um observador’.

Rodrigo Meyer