Seu futuro pode ser diferente do seu passado.

Existe, infelizmente, uma crença de que estamos condenados a nossa realidade do momento. Mas, as coisas não são assim. Esse pessimismo e/ou imediatismo é um equívoco diante das possibilidades reais. Inclusive, quem mantém esse pensamento equivocado está apenas dificultando que coisas novas e melhores aconteçam no futuro.

A sociedade brasileira e tantas outras, em similar ou pior situação estão acostumadas que tudo piora e nenhum benefício chega até as pessoas que mais precisam. E alimentam-se de esperança apenas quando algo positivo significativo acontece. Valorizar as possibilidades apenas quando estamos em vantagem não é útil se quisermos viver bem e termos melhores chances pra nós mesmos.

Mas, lembre-se que a proposta não é que você forje ilusões sobre o futuro, nem mesmo sobre o presente, como fazem os otimistas. Não devemos ser nem otimistas, nem pessimistas. Acompanhar as realidades já é suficiente pra que possamos decidir quais opções seguir, pois veremos elas à nossa frente, tal como de fato são ou o mais aproximado possível. Já falei em outro texto sobre a importância da postura realista.

Por pior que tenha sido nosso passado, com as mazelas da vida, as dores, os medos, os traumas, os rompimentos emocionais, eventuais situações de doença física, pobreza material ou experiências desconfortantes, temos sempre que lembrar que tudo isso não é garantia de que sempre será assim. Não significa que um toque mágico vai brotar e fazer tudo mudar, mas significa que, suas ações podem eventualmente te tirar dessas condições. E claro, não são nenhuma garantia também, afinal o que fazemos está dependendo do que podemos fazer, do que temos coragem de fazer, do que temos condições, vontade, visão, capacidade, etc.

Não existe fórmula pro sucesso, mas em tudo que pudermos aprender melhor sobre nós mesmos e sobre a realidade que nos cerca ajudará pra sairmos das situações que não desejamos que continuem. É sempre importante estar de olhos abertos, mente aberta e acreditar cada dia mais em você mesmo e no potencial que pode desenvolver ao longo do tempo. Frequentemente, dependendo da sua situação, será necessário abrir os braços e aceitar ajuda de quem puder lhe oferecer. Não há nada de ruim nesse ato e só demonstra que você está pronto para as mudanças e soluções que poderão vir a seguir.

Se você está vivenciando desemprego, por exemplo, não significa que não poderá estar trabalhando em breve. Se está enfrentando superação de traumas ou depressão, tem um caminho pela frente de tentativas que vão te levar para condições melhores. Embora estejamos sempre ansiosos pelas soluções de problemas grandes assim, não podemos fixar o pensamento na urgência do tempo, porque essas situações podem levar tempos diferentes pra serem solucionadas, dependendo de cada caso. A combinação entre a situação e a pessoa vão formar particularidades na equação e que, inclusive, podem se alterar ao longo do processo todo.

O mais importante pra que nosso amanhã seja melhor que nosso presente é entendermos quais são os problemas que temos ou que nos cercam. Uma vez que saibamos disso, temos que tentar apontar valores, condutas ou iniciativas que nos levem pra escolhas de transformação, de ajuda ou superação. Às vezes o acolhimento junto à algum parente de confiança, um profissional da área médica ou psicológica, um terapeuta, um advogado ou, dependendo da sua situação, um agente de Serviço Social.

Muitas pessoas que hoje estão tranquilas e bem-sucedidas, já passaram por situações difíceis no passado. Lembro-me sempre que o ator Keanu Reeves, que muitos admiram e conhecem pela trilogia de filme ‘Matrix’ e tantos outros, já teve a experiência de ser morador de rua. Apesar de todo sucesso, ele se mostrou uma pessoa simples, dividindo o metrô com os demais, sem extravagâncias. Pode ser que o contato com a dificuldade junto à outros moradores de rua tenha contribuído pra uma conduta mais assertiva diante da fama, mas sabemos que isso não é nenhuma regra, afinal várias outras personalidades que vieram de situações difíceis, às vezes compensam o passado, ostentando riqueza ou até mesmo esnobando as pessoas abaixo. Tudo vai depender do estado psicológico de cada indivíduo e de como ele superou ou não os problemas do passado.

Algumas pessoas se sentem tímidas ou envergonhadas de irem de uma situação melhor para uma pior. É como se estivessem deslocadas de si mesmas, pois se acostumaram a viver num padrão de vida ou em uma situação pessoal mais confortável e, de repente, se veem, de certa forma, humilhadas por terem que se submeter a situações mais difíceis de vida. Acontece muito isso com quem perde o emprego e é obrigado a rever toda sua realidade de hábitos, consumos e até mesmo de socialização.

Andando pelas ruas de São Paulo e também de algumas outras cidades, conheci muito morador de rua. Em cada um deles, situações diferentes. Embora todos eles aparentemente na mesma situação, no momento, cada um teve um passado diferente. Já conheci gente que foi pras ruas depois de serem trapaceados pela família em troca de dinheiro, músicos profissionais, intelectuais, poliglotas e vários outros que, por uma razão ou outra, acabaram sem nada e tendo que se render às ruas. Mas, tendo vindo de baixo ou de cima, o fato é que pro momento presente, encontram-se pelas ruas e, a partir disso, cabe a cada um fazer as possíveis escolhas a cada dia que surge.

Para pessoas em situação de vício com drogas, pode ser ainda mais complexo, pois é difícil até mesmo controlar as opções que se tem ao redor, por questões do momento, do tempo, das reações psicológicas diante da droga ou mesmo da limitação social que existe, por conta do afastamento que as pessoas tem diante desse meio. É muito mais comum vermos, por exemplo, alcoólatras serem melhor recebidos do que dependentes químicos de outras substâncias. A classe média e alta empanturrada de remédios controlados é muito mais aceita socialmente do que os entorpecidos de classes sociais abaixo.

As barreiras pelas frente serão geralmente essas. Preconceito social, restrição de oportunidades de trabalho e socialização, a própria limitação física, alimentícia e psicológica diante do modelo de vida e questões ao redor disso, como abrigo, ocorrências isoladas do convívio diário e até mesmo alguns detalhes sobre as políticas públicas sobre as pessoas nessas condições e a cidade no geral.

O que será do nosso amanhã é, porém, a somatória de nossas ações junto com as oportunidades que o meio nos dá. Se unirmos a superação psicológica dos problemas com a iniciativa da busca de ajuda, já teremos quase todo caminho percorrido rumo à transformação. Eu sou especialmente grato pelo momento em que fui alavancado da depressão no passado por quem me enxergou como alguém e teve paciência e vontade de permanecer do lado até que eu estivesse bem. Eu tive momentos incríveis de muita diversão, prazeres físicos e psicológicos de todo tipo e satisfações na vida como a concretização de estudos, aprendizado de idiomas, autovalorização como pessoa e como potencial profissional, entre tantas outras coisas. Passei de derrotado e sem esperança pra alguém que cultivou uma visão melhor sobre a vida e sobre si mesmo.

O grande salto na transformação dos nossos dias está em como lidamos com o que temos ao nosso redor. Eu fui suficientemente flexível pra aceitar possibilidades. E, por isso mesmo, as possibilidades que existiam ao meu redor surgiram. Tive a oportunidade de me tornar fotógrafo profissional, tendo experiências únicas durante o curso de Fotografia que não teria em nenhum outro curso atual, em razão das ocorrências que são próprias do momento. E isso me fez perceber que muitas portas estão abertas ao nosso redor, mas frequentemente não as vemos, porque não as entendemos como portas para aquilo que achamos que precisamos no momento. Temos que mudar nosso entendimento da equação pra sermos mais bem-sucedidos nas nossas tentativas de se erguer.

Às vezes as pessoas acham que a única porta válida pra quem está desempregado é uma oferta de emprego em um cargo em que ela já gostaria de estar pro resto da vida. Se esquecem, assim, que às vezes o mero contato com uma pessoa, em uma situação que não está diretamente relacionada à essa vaga de emprego desejada, pode ser o elo indispensável pra que a pessoa se aproxime da meta principal. A vida não é uma linha entre dois pontos, mas sim uma complexa teia de relações. Você não pode, nunca, descartar as oportunidades que surgem sem antes estar aberto ao potencial delas. Claro que você não precisa atuar em tudo que surge pela sua frente, mas precisa, sobretudo, conhecer e estar aberto pras possibilidades.

Se eu não tivesse conhecido as pessoas que conheci, no momento em que as conheci, da forma que as conheci e pelo intermédio das outras pessoas que tínhamos em comum, nada na minha trajetória teria sido como foi. Os cursos que fiz, os aprendizados que iniciei, os livros que li, as conversas que tive, as viagens que realizei e até mesmo as decisões mais cotidianas sobre meus hábitos e vontades, me levaram onde eu estou hoje. Controlar essa navegação pode não ser tão simples quanto vislumbrar um horizonte ou destino e decidir seguir pra lá. Lembre-se, não estamos vivendo em uma linha reta entre dois pontos.

Você se surpreenderia em quantas pessoas superaram a depressão a partir de um simples ‘sim’ que deram pra oportunidades totalmente desvinculadas com tratamento de depressão. Você se surpreenderia em quantos fotógrafos foram formados a partir de um ‘sim’ para uma amizade despretensiosa. Se surpreenderia em quantas pessoas ganharam a tão desejada credibilidade e valorização apenas por se colocarem em uma postura mais aberta e receptiva diante de momentos. Seu próximo trabalho pode estar atrás daquele emaranhado de conexões de um conhecido que tem um amigo do primo da vó do funcionário de uma outra pessoa, que, essa sim, vai te apresentar pra um projeto que não tem absolutamente nada a ver com seu trabalho pretendido, mas que em certo momento, vai ser dividido pelo amigo do vizinho que finalmente é o seu elo final pra solução que você buscava desde o começo.

Resumindo: esqueça essa crença de que o futuro não tem solução e que as portas que você encontra pela frente não te servem de nada. A vida é feita de interações. Quanto melhor for seu networking, melhor serão suas possibilidades. Esteja sempre em contato com tudo e com todos e verá como surgem coisas tão diferentes de cada conexão. A diversidade nos leva para novas possibilidades pois cada pessoa tem um universo dentro de si e milhares de outras novas conexões distintas que vão alterar, a cada vez, a trilha que percorremos entre todas essas mais de 7 Bilhões de pessoas que existem no mundo.

Se você despreza a teia, está contrariando a própria matemática da vida e está se boicotando diante do seu próprio sucesso e benefício. Se você começar a desenvolver amor-próprio e se abrir pra situações que te beneficiam, terá as melhores chances de vencer e se dar os melhores resultados possíveis na vida conforme suas realidades gerais. A todo momento eu estou passando e estendendo as mãos, mas, infelizmente, muita gente se fecha e acaba deixando as oportunidades passarem. Eu me sinto grato em perpetuar esse ciclo de transformações por ter entendido o potencial e necessidade de tudo que foi feito pra mim e, depois, por mim. Viveremos melhor se ajudarmos uns aos outros a subir.

Em todo lugar que você estiver, seja grato pelas coisas todas que te beneficiaram ou que podem vir a te beneficiar. Esteja em contato com as pessoas numa relação transparente, seja lá quais forem seus problemas pessoais. Quem tiver mérito pra estar do seu lado, apesar dos seus problemas, estará e quem não estiver, felizmente, irá embora deixando o caminho livre. Não se menospreze pelo modo como você está hoje, porque estar e ser são coisas diferentes. Estamos sempre em constante transformação e o que somos hoje, poderemos não ser amanhã.

Rodrigo Meyer

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O pior defeito é acreditar que seus defeitos são virtudes.

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Todos nós temos defeitos, em maior ou menor quantidade e em maior ou menor grau. Faz parte do ser humano estar envolvido em uma grande missão de transformação. Mas nem todos enxergam isso da maneira como é. Algumas mentes um pouco mais doentes conseguem ver ouro onde só tem lixo. Quando começam a classificar como virtude os próprios defeitos, enforcam as esperanças de que esses defeitos sejam eliminados.

De maneira mais sutil, todos nós começamos valorizando um pouco os nossos defeitos, sob a desculpa de que temos que ter um pouco daquilo porque somos humanos ou que precisamos reagir conforme a necessidade do momento. Tudo muito poético, mas a verdade crua por trás disso, sabemos, é que tudo isso são pretextos para o indivíduo autorizar seus próprios defeitos sem ter que lidar com a solução deles. O velho hábito de varrer tudo pra debaixo do tapete. Repito muito essa metáfora, porque é exatamente o que o ser humano mais faz em todos os temas da vida.

Quando temos uma característica que é bem notada pelos demais, formamos um pouco da nossa personalidade aparente. Mas somos, claro, muito mais do que isso. Não somos apenas as roupas que vestimos, nem o modo como falamos. Não estamos limitados ao nosso jeito de andar ou os lugares que frequentamos. Nossa personalidade é sempre muito mais profunda. E somente nós poderemos, eventualmente, ter contato com toda a gama de qualidades e defeitos de que somos compostos. Contudo, conforme vamos socializando, traçamos conexões entre outras pessoas e iniciamos conversas, atividades, relacionamentos e, então, escapam pelos dias, pistas do que temos no nosso interior. E assim vamos conhecendo ou suspeitando conhecer as pessoas. Chegamos a conclusões sobre defeitos e qualidades e começamos a fazer idealizações e comparações.

Entre relacionamentos saudáveis, quando, por exemplo, uma pessoa ansiosa convive com alguém que seja o oposto disso, acaba por aprender um pouco de si mesma. Ao colocar lado a lado pessoas tão diferentes na conduta, evidencia o que cada uma delas é. Assim podemos olhar pra algo externo e conhecermos um pouco das nossas próprias qualidades e defeitos e até mesmo uma certa noção de intensidade. Os parâmetros nos ajudam a escolhermos o que fazer de nossas próprias realidades, para onde seguir e com que intensidade mudar.

Em relacionamentos doentios, esses parâmetros não servem pra muita coisa ou são usados de forma deturpada para inverter o jogo. É quando, por exemplo, uma pessoa pacífica é julgada como inferior diante de outra que seja violenta. O problema está nos parâmetros e também em como a pessoa violenta classifica como virtude esse seu defeito. Eis o porquê é importante ser realista sobre suas próprias características. Perceba que, embora opostos, o pacífico não está tirando a liberdade de ninguém, enquanto que o violento está. Dessa forma, mesmo que o pacífico não seja incluso como ideal por alguns, a característica dele por beneficiar a si mesmo e não atrapalhar os demais, é marcada como uma virtude, enquanto que a característica do violento, independente de como seja classificada por ele ou pelos outros, será marcada como um defeito, porque prejudica a si mesmo e aos demais.

Não existe uma lei universal que determine como devemos ser. Essas virtudes e defeitos são questões filosóficas, psicológicas e de relacionamentos sociais. Quando essas interações entre pessoas não resulta em algo produtivo e harmonioso, é patológico, equivocado, marcado como pejorativo e ineficiente, posto que todo ser vivente deseja viver bem consigo mesmo e com o ambiente ao redor. É assim que chegamos a conclusão de quais características serão virtudes ou defeitos.

Da mesma forma que quando compramos um carro esperamos que ele funcione, nas sociedades é a mesma lógica. Você não quer que seu carro tenha rodas quadradas, nem que os bancos tenham espinhos. Conforto e eficiência se tornam as virtudes de um carro e quanto mais tiver, melhor. Em sociedade não é diferente. Esperamos das pessoas, condutas que sejam adequadas para o contato em sociedade. Não há como classificar como virtude a conduta de uma pessoa egoísta, por exemplo, pois isso, tal como a roda quadrada em um carro, não ajuda a termos um bom resultado para aquilo que nos propomos.

É comum as pessoas perderem a noção da intensidade das características e acabarem cruzando a linha entre virtude e defeito. Por exemplo, quando classificam o narcisismo como virtude, por acharem que é apenas amor-próprio. Por não terem muita noção dos limites, distorcem o próprio objetivo da característica e usam ela mesma como pretexto para exagerar pejorativamente.

Durante minha adolescência inventei o termo “caridófilo” para distinguir a pessoa que faz caridade da que, por motivos patológicos, doa por compulsão e se submete à todo tipo de prejuízo só para seguir fazendo “caridade”. Isso está longe de ser caridade e, por isso, usei muito o termo inventado para citar algumas pessoas com quem dividi o mundo. Ajudar outras pessoas é uma virtude, mas você não deve deixar de ajudar a si mesmo também, senão corre o risco de sequer ficar de pé pra continuar a poder ajudar qualquer outro. Seria como um médico que desmaia durante o atendimento de um desmaiado. Não será útil e seus conhecimentos de medicina não serão aproveitados como poderiam. Nesse modelo ninguém sai ganhando e, por isso, não marcamos como virtude.

O excesso é aquilo que está além do necessário, do possível ou do aceitável e por isso é defeito. Mas o que é excesso pra um pode não ser pra outro. Algumas pessoas diriam que beber dois copos de álcool é um excesso e outras diriam que não. Nesse caso, cada pessoa tem seus limites corporais e mentais diante da substância e é para cada um desses diferentes limites que se estipula o que é excesso ou não.

Todos nós fazemos escolhas sobre como vamos ser, o que vamos comer e beber, quanto vamos obter disso e em quais momentos. Também decidimos o conteúdo, o sabor, os motivos e as maneiras de nos portar diante desses consumos. Escolhemos, quando possível e se quisermos, os preços que pagamos e até mesmo se pagamos. Vamos construindo nossos valores e desenhando nossas ideologias, nossa personalidade, nossa gama de virtudes e defeitos. E é perfeitamente natural isso, enquanto nossas condutas estiverem alinhadas com nosso bem-estar, os princípios de liberdade própria e alheia e a convivência social de forma que nossas ações sejam uma expressão daquilo que lutamos para erguer como benefício geral. Dessa forma, muitas ações tidas como aparentemente extremas são iniciativas válidas para obtenção de um bem coletivo maior ou mesmo pela preservação de necessidades humanas básicas individuais.

O que não se deve fazer é marcar como virtude algo que é desnecessário ou que não visa o bem-estar coletivo. Assim, são defeitos, por exemplo, o egoísmo, a violência gratuita, os preconceitos, a ignorância, a intolerância com a liberdade, além de todas as características que se voltam apenas pro nosso interior, tal como a preguiça, por exemplo, que como os demais defeitos podem vir a se expandir, eventualmente, e começar a atrapalhar também o meio social. Em um primeiro momento seu estado de preguiça é algo que só atrapalha a si mesmo, mas se começa a se transformar em negligência no ambiente doméstico ou profissional, aí começa a afetar outras pessoas. Isso nos revela a importância da intensidade de cada defeito e em como ele se alia à outras de nossas características pra formar uma problema mais complexo ou não.

E as virtudes são tudo aquilo que nos ajuda a viver melhor em sociedade ou com nós mesmos. Podem ser citadas como tal: a paciência, o bom humor, a tolerância, a generosidade, a flexibilidade, a honestidade, a resiliência, o afeto, a sabedoria e o bom uso do conhecimento e das habilidades técnicas.

As listas de qualidades e defeitos são gigantescas e seria inviável e desnecessário tentar nos aproximar da totalidade delas. O melhor a se fazer para lidar com esse tema é ter uma vivência sincera com a sociedade e com o espelho para começarmos a olhar pra dentro de nosso ser e perceber aquilo que está ou não ajudando a vivermos melhor como indivíduo e como sociedade. Se nossos ideais estiverem apontando para melhorias, são bons ideais, mas se tudo que tiramos de nossas ações e pensamentos são conflitos e supremacia diante dos demais seres, então estamos equivocados. Se descubra, se interprete, mude tudo aquilo que pode e busque ajuda para mudar o que ainda não pode. Desse jeito, todos saem ganhando, principalmente você.

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Rodrigo Meyer